Paulo Kakinoff sobre carreira e mudança de setor

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June 6, 2014
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Endeavor Brasil
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Paulo Kakinoff sobre carreira e mudança de setor

TL;DR

A mudança de setor de Paulo Kakinoff foi motivada pelo desafio de gestão da Gol, após conhecer a empresa por dois anos no conselho de administração. Sua trajetória combina interesse pelo trabalho, estudo, dedicação e oportunidades favoráveis, sem uma fórmula de sucesso. Para aprender a nova operação, ele relata contato frequente com clientes e presença nas bases da companhia.

Transcript

Bom dia gente queria agradecer o convite da endevor Eh vamos direto ao ponto aqui né porque temos pouco tempo ã eu conheço o kakinoff há uns 15 anos do tempo que ele ainda não tinha só cabelo preto sabe ele agora tem 38 anos tá totalmente grisalho e E aí eu acho que a melhor pergunta para começar esse esse debate é o seguinte ele tem hoje eh 38 ano... Read More

Key Insights

  • Kakinoff começou no Grupo Volkswagen aos 17 anos e acumulou experiência antes de presidir a Audi.
  • O interesse por automóveis orientou a escolha profissional de Kakinoff desde a adolescência.
  • A separação da Autolatina abriu oportunidades em um quadro que havia passado anos sem renovação.
  • O inglês e a familiaridade digital deram a Kakinoff vantagens na disputa por oportunidades internas.
  • Dois anos no conselho da Gol ajudaram Kakinoff a avaliar o desafio antes de assumir a presidência.
  • O combustível representava 46% dos custos diretos da Gol no período relatado, contra 22% na criação.
  • A operação descrita da Gol reunia 140 aeronaves e 900 voos diários, ampliando o desafio de gestão.
  • Kakinoff reservava um dia por semana para acompanhar voos, visitar bases e conversar com clientes.

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Questions & Answers

Q: Como Paulo Kakinoff chegou à presidência da Audi ainda jovem?

Paulo Kakinoff atribui sua chegada à presidência da Audi a uma combinação de experiência, interesse pelo setor e oportunidades favoráveis. Ele começou como estagiário no Grupo Volkswagen aos 17 anos e já acumulava 15 anos de indústria automobilística quando assumiu o cargo. Dentro do grupo, passou por diferentes áreas e experiências, incluindo um período no exterior como responsável pelas atividades do grupo na América do Sul. Sua paixão por automóveis vinha da adolescência, em Santo André. Ele também destaca estudo, trabalho intenso e renúncias pessoais, sem apresentar a trajetória como resultado de uma fórmula previamente definida.

Q: Por que Kakinoff rejeita fórmulas prontas de sucesso profissional?

Kakinoff rejeita fórmulas prontas porque considera difícil transformar trajetórias profissionais em regras universais. Em sua avaliação, fazer analogias superficiais sobre empresas é fácil, enquanto desenvolver conhecimento real de uma área, departamento ou setor exige dedicação. Ele menciona estudo, trabalho intenso e a necessidade de abrir mão de algumas coisas como elementos de sua experiência. Também reconhece que fatores conjunturais favoreceram sua carreira. Assim, seu relato não atribui o sucesso apenas à vontade ou à crença pessoal. A explicação apresentada combina preparação, gosto pelo trabalho e condições específicas da empresa em que começou.

Q: Como a separação da Autolatina favoreceu o início da carreira de Kakinoff?

Segundo Kakinoff, sua entrada no Grupo Volkswagen coincidiu com um momento favorável de demanda por profissionais após a separação da Autolatina, associação entre Volkswagen e Ford. Ele relata que havia ocorrido um período de nove anos sem renovação do quadro de pessoal, criando uma carência quando as empresas se separaram. Nesse contexto, habilidades que desenvolvera durante o ensino médio ganharam importância. A fluência em inglês e a familiaridade com o ambiente digital o colocaram em vantagem diante de concorrentes mais velhos para as mesmas oportunidades. Ele apresenta essa circunstância como um fator que contribuiu para sua progressão profissional.

Q: Por que Paulo Kakinoff trocou a presidência da Audi pelo comando da Gol?

Paulo Kakinoff relata que foi atraído pelo grau de dificuldade da gestão da Gol. Durante sua participação no conselho de administração, acompanhou os esforços da direção para enfrentar fatores adversos ao setor aéreo. A influência de variáveis externas sobre custos e resultados, somada à complexidade logística, despertou seu interesse. Ele descreve uma operação com 140 aeronaves, 900 voos por dia e presença em 54 bases. Para Kakinoff, esse conjunto representava talvez o maior desafio de sua carreira como gestor. Sua explicação enfatiza o interesse pelo trabalho necessário para enfrentar essa situação.

Q: Como participar do conselho da Gol ajudou Kakinoff a assumir a presidência?

A participação de Kakinoff no conselho da Gol ajudou tanto na decisão de aceitar a presidência quanto na adaptação à empresa. Ele relata que já tinha uma noção clara do desafio, do trabalho necessário e do que encontraria pela frente. Esse conhecimento também acelerou sua familiarização com os aspectos operacionais após assumir o cargo. O convite para o conselho veio de Álvaro de Souza, então presidente do órgão. Kakinoff aceitou pela curiosidade e pelo interesse em aviação, além de considerar que a experiência seria enriquecedora para seu desenvolvimento como executivo.

Q: Por que o combustível era um desafio central para a gestão da Gol?

O combustível era um desafio central porque concentrava uma parcela elevada dos custos diretos e apresentava forte volatilidade. Kakinoff informa que esse item representava 22% dos custos diretos quando a Gol foi criada, em 2001, e chegava a 46% no período de sua fala. Ele também menciona que a participação havia sido de 42% no segundo trimestre. Sua explicação é que mudanças nesse custo podem alterar profundamente a estrutura da empresa e o resultado, mesmo sem uma mudança correspondente na qualidade da gestão. Essa exposição a fatores externos fazia parte do desafio que o atraiu para a companhia.

Q: Como Kakinoff buscava aprender a operação da Gol após mudar de setor?

Kakinoff buscava aprender a operação combinando uma agenda intensa com presença direta nos locais de atendimento ao cliente. Ao completar três meses na Gol, relatou jornadas deliberadas de 14 a 15 horas por dia para acelerar sua familiarização com a empresa. Uma vez por semana, bloqueava a agenda para embarcar em uma aeronave da companhia e acompanhar seu percurso pelo Brasil. Nessas visitas, procurava conhecer diferentes rotas e bases, conversar com clientes e observar a operação. Ele apresenta essa proximidade como uma característica que já havia contribuído para sua carreira e que utilizava no novo desafio.

Q: Como o contato com clientes ajuda um executivo a identificar problemas na operação?

Na abordagem descrita por Kakinoff, estar onde o cliente está permite observar problemas que podem perder visibilidade para quem convive diariamente com a operação. Ele compara essa situação a uma dobradiça de janela com folga em casa: o morador se acostuma, enquanto alguém que chega percebe rapidamente. Na Gol, suas visitas a rotas e bases, acompanhadas de conversas com clientes, buscavam trazer esse olhar para a gestão. O relato associa a presença operacional à possibilidade de reconhecer detalhes visíveis que a familiaridade e a rotina podem fazer passar despercebidos.

Summary & Key Takeaways

  • Kakinoff começou como estagiário no Grupo Volkswagen aos 17 anos. A paixão por automóveis, experiências em diferentes áreas e uma conjuntura favorável contribuíram para chegar à presidência da Audi.

  • A passagem pelo conselho da Gol ajudou Kakinoff a compreender o desafio antes de assumir a presidência. A volatilidade do combustível e a complexidade logística despertaram seu interesse pela mudança.

  • Nos primeiros meses na Gol, Kakinoff relata jornadas de 14 a 15 horas e visitas semanais à operação. O contato com clientes e bases ajuda a perceber problemas que a rotina pode tornar menos visíveis.


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