Como marcas DNVB tornam o varejo mais eficiente?

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November 8, 2019
by
Endeavor Brasil
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Como marcas DNVB tornam o varejo mais eficiente?

TL;DR

Marcas DNVB reduzem ineficiências ao nascerem digitais, integrarem verticalmente suas operações e venderem diretamente ao consumidor. O modelo elimina intermediários, reúne dados de todos os canais e usa avaliações, enquetes e atributos dos produtos para orientar o desenvolvimento, estimar vendas e lançar itens em poucas semanas.

Transcript

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Key Insights

  • O varejo tradicional pode elevar o preço da moda a até 12 vezes o custo direto de produção.
  • Marcas tradicionais enfrentam dificuldade para conectar sua história aos consumidores digitais.
  • A falta de integração impede varejistas de compreender frequência, valor e canais de compra.
  • Uma DNVB nasce com comunicação, processos e integração de canais voltados ao público online.
  • A venda direta pela internet elimina intermediários presentes na distribuição e no atacado.
  • Enquetes nas redes sociais permitem que seguidores participem da criação de novos produtos.
  • Milhares de avaliações semanais ajudam a Amaro a aperfeiçoar produtos depois do lançamento.
  • Mais de 150 atributos por peça permitem correlacionar características e projetar vendas iniciais.
  • A Amaro lança mais de cem produtos por semana sem depender de coleções formais tradicionais.

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Questions & Answers

Q: O que é uma marca DNVB segundo o modelo apresentado?

Uma DNVB é uma marca digitalmente nativa e vertical, concebida desde o início para operar no ambiente online e vender diretamente ao consumidor. Sua comunicação, seus processos, sua integração de canais e sua relação com o público já nascem adaptados ao comportamento digital. Em vez de depender de distribuidoras, atacadistas, lojas multimarcas, revendedores ou franqueados, ela usa a internet para alcançar o cliente final. Isso reduz intermediários, concentra dados das transações e permite coordenar desenvolvimento, produção, venda e experiência de compra.

Q: Por que o varejo tradicional pode cobrar preços tão altos?

O varejo tradicional pode cobrar preços elevados porque o produto atravessa uma cadeia com vários intermediários antes de chegar ao consumidor. O exemplo apresentado mostra que, na moda, o preço pode variar de 5 a 12 vezes o custo de matéria-prima e mão de obra. Uma blusa vendida por 120 reais, por exemplo, pode ter custado 10 reais para ser produzida. Distribuidoras, atacadistas, multimarcas e outras etapas acrescentam custos e margens, tornando a estrutura mais cara do que uma operação de venda direta.

Q: Quais problemas do varejo tradicional são destacados?

São destacados três problemas principais. O primeiro é o custo gerado por uma cadeia extensa de intermediários, que aumenta significativamente o preço final. O segundo é a dificuldade das marcas tradicionais para estabelecer uma história, um propósito e uma experiência integrada capazes de envolver consumidores que nasceram no mundo digital. O terceiro é o uso limitado de dados, especialmente quando o varejista não consegue integrar lojas e canais online para entender frequência de compra, valor gerado por cliente e contribuição de cada canal para a conversão.

Q: Como uma DNVB reduz intermediários e custos?

Uma DNVB usa a internet para vender diretamente ao cliente final, substituindo uma cadeia que normalmente inclui marca, distribuidoras, atacadistas, lojas multimarcas e outros intermediários. Antes da internet e dos smartphones, essas estruturas eram necessárias para levar produtos de uma região a consumidores localizados em outras partes. No modelo digitalmente nativo, a própria marca administra a conexão comercial e a experiência de compra. Essa organização reduz etapas manuais, evita custos acumulados ao longo da distribuição e mantém os dados das vendas sob controle da empresa.

Q: Como a Amaro envolve clientes na criação dos produtos?

A Amaro trata seguidores e clientes como cocriadores dos produtos. Um exemplo apresentado é o uso de enquetes nas redes sociais para comparar produtos e estampas antes da decisão de compra. Em poucas horas, uma publicação pode alcançar mais de 20 mil ou 30 mil pessoas e reunir milhares de votos, revelando preferências claras. Essas respostas ajudam estilistas e gerentes de categoria a tomar decisões melhores. A participação também fortalece a relação com a marca, pois a cliente reconhece que opinou sobre o item antes de encontrá-lo disponível.

Q: Como as avaliações ajudam a melhorar as peças da Amaro?

A Amaro recebe milhares de avaliações de produtos por semana e usa os comentários para identificar oportunidades de melhoria. As clientes podem registrar observações sobre aspectos como o caimento de uma peça, fornecendo informação diretamente ligada à experiência real de uso. Alguns produtos acumulam mais de mil avaliações, criando uma base ampla para aperfeiçoamentos sucessivos. Esse processo também se aplica a itens clássicos, como uma jaqueta de couro. Assim, a marca consegue ajustar seus produtos continuamente com base nas respostas recebidas depois das compras.

Q: Como os atributos dos produtos ajudam a projetar vendas?

A Amaro criou uma taxonomia própria para mapear características como cor, material, caimento e preço. Uma única calça jeans pode ter mais de 150 atributos registrados. Como a empresa também possui os dados de vendas de seus produtos, consegue relacionar o desempenho comercial às características mapeadas. Essas correlações apoiam a escolha da quantidade a produzir e a projeção de quanto um novo item poderá vender nas primeiras semanas após o lançamento. O método transforma informações detalhadas do catálogo em apoio para decisões de produção.

Q: Como o modelo digital acelera o lançamento de produtos?

O modelo digital acelera o lançamento porque combina participação do público, avaliações posteriores à compra e análise estruturada dos atributos de cada item. Essas informações ajudam a decidir quais produtos desenvolver, como aperfeiçoá-los, quanto produzir e qual desempenho esperar nas primeiras semanas. A Amaro não trabalha com coleções formais e opera de maneira mais fluida, lançando mais de cem novos produtos por semana. Segundo a apresentação, os itens podem chegar ao mercado em poucas semanas, enquanto marcas tradicionais podem levar mais de um ano entre pesquisa e lançamento.

Summary & Key Takeaways

  • O varejo tradicional acumula intermediários e custos. Na moda, o preço final pode alcançar de 5 a 12 vezes o custo de matéria-prima e mão de obra, além de dificultar a conexão com consumidores digitais.

  • Uma DNVB nasce com comunicação, processos e canais concebidos para o ambiente digital. A venda direta reduz intermediários, preserva os dados das transações e permite uma experiência integrada para o cliente.

  • A Amaro combina enquetes, milhares de avaliações semanais e uma taxonomia com mais de 150 atributos por produto. Esses dados ajudam a aperfeiçoar peças, projetar vendas e lançar mais de cem produtos por semana.


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