Como identificar oportunidades e empreender sem capital

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January 11, 2013
by
Endeavor Brasil
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Como identificar oportunidades e empreender sem capital

TL;DR

Observar problemas reais e oferecer soluções mais eficientes pode permitir a criação de um negócio mesmo sem capital próprio. Rodrigo Azevedo relata como transformou dificuldades financeiras, uma participação inicial inferior a 1% e oportunidades societárias em 35% do Comunique-se, defendendo que empreender exige entusiasmo, persistência, trabalho intenso e capacidade de adaptar ambições.

Transcript

[Música] Acho que empreender deveria ser a primeira opção de emprego PR as pessoas assim inverter né hoje a primeira opção de emprego é órgão público o que é uma barbaridade né como é que o Brasil pode ir pra frente onde o cara estuda a vida inteira ele é treinado para ser funcionário de repartição pública até uns 4 5 anos de idade a gente eu era u... Read More

Key Insights

  • A perda do negócio paterno levou Azevedo a começar a vender brinquedos e revistas ainda criança.
  • A compra de esterco pela escola revelou uma oportunidade disponível gratuitamente na praça próxima.
  • Azevedo afirma que observar necessidades e não desperdiçar oportunidades são funções do empreendedor.
  • O fundo avaliou que a ideia, isoladamente, valia apenas 1% diante de milhares de outras ideias.
  • A necessidade de encerrar o fundo abriu espaço para Azevedo negociar a compra do Comunique-se.
  • Dois amigos financiaram a aquisição e permitiram que sua participação subisse de 0,95% para 35%.
  • O Comunique-se priorizou problemas já existentes, como clipping, releases e envio de e-mails.
  • A ambição evoluiu da comunicação com jornalistas para a liderança latino-americana em software na nuvem.

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Questions & Answers

Q: Como Rodrigo Azevedo começou a identificar oportunidades de negócio?

Rodrigo Azevedo começou a vender revistas, brinquedos e combinações desses produtos ainda criança, depois que a família perdeu sua condição econômica anterior. Um episódio decisivo ocorreu numa atividade de horta da escola pública: ele viu a professora comprar um saco de esterco e percebeu que havia grande quantidade do mesmo material, produzida gratuitamente pelos cavalos, na praça em frente. Então ofereceu dois sacos frescos pelo mesmo preço. A experiência consolidou sua visão de que o empreendedor precisa observar o ambiente, reconhecer demandas existentes e agir quando uma oportunidade aparece.

Q: Por que a infância de Rodrigo Azevedo influenciou sua trajetória empreendedora?

Quando Rodrigo Azevedo tinha cerca de 4 ou 5 anos, seu pai sofreu um grave acidente de carro, perdeu movimentos e deixou de conseguir falar e andar. Como o pequeno e rentável negócio familiar dependia diretamente dele, a família perdeu tudo. Aos 7 anos, Rodrigo já havia deixado a Lagoa Rodrigo de Freitas e morava em um conjunto habitacional. Nesse contexto de poucos recursos, começou instintivamente a vender objetos que possuía. Segundo seu relato, a escassez o ensinou a aproveitar oportunidades, porque quem não tem nada raramente recebe propostas prontas de outras pessoas.

Q: Como Rodrigo Azevedo aumentou sua participação no Comunique-se?

Rodrigo Azevedo entrou inicialmente no negócio com uma participação próxima de 1%, descrita depois como 0,95%, enquanto a agência onde trabalhava e um fundo de investimento eram sócios. O fundo posteriormente comprou a parte da agência, mas tinha prazo de duração de cinco anos e precisava encerrar seus investimentos. Quando anunciou que venderia tudo, Rodrigo interpretou a obrigação de fechar a empresa como uma oportunidade de negociação. Ele chamou dois amigos, que aportaram R$ 250.000 cada e pagaram também a parte dele. Assim, sua participação chegou a 35% sem que ele colocasse dinheiro próprio.

Q: É possível criar um negócio sem capital inicial, segundo Rodrigo Azevedo?

Rodrigo Azevedo sustenta que muitas iniciativas podem começar sem capital próprio e apresenta a aquisição de sua participação no Comunique-se como prova dessa ideia. Ele primeiro tentou oferecer R$ 100.000 por uma empresa que faturava R$ 1 milhão, planejando parcelar o valor com recursos do próprio caixa, embora a compra não tenha ocorrido por esse preço. Depois, dois amigos forneceram o total de R$ 500.000, com R$ 250.000 de cada um, e assumiram também sua parcela. Com esse arranjo, ele se tornou dono de 35% sem investir dinheiro pessoal.

Q: Qual problema o Comunique-se pretendia resolver inicialmente?

A proposta inicial era criar uma suíte que reunisse diferentes atividades de comunicação em um único software, incluindo a comunicação com a mídia. A tecnologia era considerada inovadora por centralizar essas funções, mas Rodrigo reconhecia que ela poderia ser copiada por alguém com recursos. O diferencial posterior foi o portal Comunique-se, apresentado como a primeira comunidade virtual de jornalistas. A empresa também desenvolveu versões digitais de produtos e serviços que as agências contratavam de maneira arcaica, abordando dificuldades concretas como clipping, distribuição de releases e envio de e-mails.

Q: Por que resolver problemas reais era central para o modelo do Comunique-se?

Rodrigo Azevedo afirma que não inventou um problema para depois oferecer uma solução. As dificuldades já existiam e organizações já gastavam dinheiro para lidar com clipping, releases, e-mails e outras tarefas de comunicação. O objetivo do Comunique-se era fazer com que esse mesmo gasto produzisse resultados de maneira mais eficaz e eficiente. Para ele, essa abordagem constitui uma fórmula de sucesso: identificar uma necessidade comprovada, verificar que já existe disposição para pagar por sua resolução e criar uma alternativa melhor do que os processos disponíveis naquele momento.

Q: Como a ambição do Comunique-se mudou ao longo do tempo?

O objetivo inicial estava concentrado em oferecer comunicação com jornalistas, mas esse sonho rapidamente pareceu pequeno para Rodrigo Azevedo. A empresa passou a querer ajudar organizações a se comunicar com diferentes públicos e procurou novos compradores para uma oferta que antes tinha alcance mais restrito. Em seguida, incorporou a comunicação com investidores, mencionando o Comunique-se e a RIWeb, e estabeleceu a meta de liderança no Brasil. Com a evolução da tecnologia, a ambição tornou-se liderar na América Latina o mercado de software na nuvem para gestão da comunicação e obter reconhecimento mundial.

Q: Quais atitudes Rodrigo Azevedo associa ao empreendedorismo?

Rodrigo Azevedo associa o empreendedorismo à capacidade de observar, perceber oportunidades e agir, especialmente quando os recursos são limitados. Ele também destaca entusiasmo, vontade de fazer acontecer, persistência, confiança em um sonho, trabalho intenso e compromisso de fazer as coisas corretamente. Seu relato mostra ainda a importância de adaptar a ambição conforme a empresa cresce e de enxergar oportunidades em situações adversas, como a saída obrigatória de um investidor. Para ele, o esforço pode trazer ganhos maiores no futuro, razão pela qual defende o empreendedorismo como primeira opção de emprego.

Summary & Key Takeaways

  • Após o acidente que incapacitou seu pai e provocou a perda do negócio familiar, Rodrigo Azevedo passou da Lagoa Rodrigo de Freitas para um conjunto habitacional e começou a vender revistas e brinquedos ainda criança.

  • A observação de que sua escola comprava esterco, enquanto cavalos o produziam gratuitamente na praça vizinha, ensinou Azevedo a reconhecer oportunidades, sobretudo quando recursos e propostas externas eram escassos.

  • O Comunique-se nasceu para integrar atividades de comunicação e solucionar problemas existentes. Azevedo começou com 0,95%, aproveitou a saída de um fundo e chegou a 35% sem investir capital próprio.


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