Como deep techs brasileiras podem competir no mundo?

TL;DR
Deep techs brasileiras precisam combinar conhecimento técnico-científico, capacidade de negócios e visão global desde o início. O país possui pesquisadores de qualidade, mas ainda enfrenta deficiências no financiamento à ciência, na infraestrutura laboratorial, no acesso a capital e na transferência de pesquisas e patentes para empresas capazes de competir internacionalmente.
Transcript
[Música] vamos falar do Empreendedor de deeptech né porque o empreendedor ou empreendedora de forma geral é um uma pessoa que tem que ter a resiliência tem que ter confiança tem que ter a disposição tem que ter entrega isso tudo a gente sabe para qualquer empreendedor de qualquer tipo agora em deeptech você tem algumas características coisas adicio... Read More
Key Insights
- Fundadores de deep tech geralmente possuem formação técnica, doutorado ou pós-doutorado.
- O cientista empreendedor precisa incorporar habilidades comerciais ao longo da jornada da empresa.
- A combinação entre liderança científica e liderança de negócios é comum nas startups de base científica.
- Deep techs desenvolvem soluções regidas por princípios universais da física, química e biologia.
- A concorrência por oportunidades e recursos de deep technology começa em escala mundial.
- O Brasil ficou em 14º lugar entre 194 países por citações científicas em 2023.
- A pesquisa brasileira de qualidade ainda encontra dificuldades para chegar efetivamente ao mercado.
- Financiamento, laboratórios e equipamentos são gargalos do ecossistema brasileiro de deep tech.
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Questions & Answers
Q: Qual é o perfil típico de um fundador de deep tech?
O fundador de uma deep tech costuma ter uma base técnico-científica sólida, frequentemente construída em doutorado, pós-doutorado ou trajetória acadêmica relevante. Essa formação permite desenvolver soluções tecnológicas de ponta, mas não é suficiente para conduzir toda a empresa. Ao longo da jornada, o cientista também precisa tornar-se empreendedor e compreender aspectos comerciais. Em muitos casos, outra pessoa entra na equipe para assumir desenvolvimento de negócios, expansão, marketing, vendas e finanças, formando uma combinação de competências científicas e empresariais.
Q: Por que uma deep tech precisa combinar ciência e negócios?
Uma descoberta científica, uma tese de doutorado ou uma tecnologia criada em laboratório não chega automaticamente ao mercado. Para transformar esse conhecimento em uma empresa, é necessário desenvolver clientes, vendas, marketing, expansão, planejamento financeiro e uma estratégia comercial. Algumas pessoas conseguem reunir essas capacidades, mas o padrão apresentado é a combinação de talentos. Um fundador permanece concentrado na ciência e na tecnologia, enquanto outro empreendedor, às vezes incorporado anos depois, conduz o desenvolvimento de negócios e ajuda a transformar a solução experimental em produto comercial.
Q: Por que as deep techs devem nascer com visão global?
Deep techs trabalham com áreas como robótica, biotecnologia, energia e novos materiais, cujos fundamentos estão ligados à física, química, biologia e matemática. Como essas leis são universais, um experimento com uma matriz celular deve produzir o mesmo resultado no Brasil, na Malásia, na Inglaterra ou nos Estados Unidos. Consequentemente, os problemas abordados, as soluções desenvolvidas e a disputa por recursos tendem a ser globais. O empreendedor precisa pensar desde o começo em como sua tecnologia se adapta ao mundo, não somente ao mercado brasileiro.
Q: Como deep techs diferem de startups de software quanto ao mercado?
Uma startup de software pode precisar adaptar seu produto às regras e particularidades de cada região. O exemplo apresentado é uma solução para contabilidade no Brasil, que deve respeitar as normas contábeis brasileiras e pode não funcionar da mesma forma em outros países. Nas deep techs, essa limitação regional é menos comum porque as tecnologias são orientadas por leis universais da natureza. Por isso, empresas de base científica costumam desenvolver soluções aplicáveis internacionalmente e enfrentar uma concorrência global desde as etapas iniciais de sua trajetória.
Q: O Brasil possui base científica para criar deep techs?
O Brasil atende ao requisito acadêmico essencial para produzir deep techs de qualidade: contar com pessoas de formação profunda em múltiplas áreas científicas. O país aparece consistentemente entre aqueles cujos pesquisadores são citados na literatura científica mundial. Em 2023, ocupava o 14º lugar em citações entre 194 países, segundo a exposição. Essa comunidade de pesquisadores e cientistas constitui a matéria-prima capaz de gerar inovação tecnológica de ponta. O desafio principal está em transformar essa capacidade científica em soluções comerciais e empresas sustentáveis.
Q: Quais obstáculos limitam as deep techs brasileiras?
Os principais obstáculos mencionados são o financiamento insuficiente da pesquisa básica, as limitações no apoio à educação e à pesquisa superior, a dificuldade para levar ideias e patentes ao mercado e a baixa capacidade de sustentação por meio de laboratórios, equipamentos e insumos. Também há desafios de infraestrutura, acesso a capital e investimento público. Essas carências ajudam a explicar a distância entre a qualidade da comunidade científica brasileira e a quantidade ainda muito pequena de histórias empresariais relevantes no setor de deep technology.
Q: Qual deve ser o papel do governo no ecossistema de deep techs?
O governo deve contribuir para financiar pesquisa básica, ciência e formação de cientistas, oferecendo condições para que o país dispute oportunidades globais em maior igualdade. Embora a exposição reconheça que muito já foi realizado, também afirma que o apoio precisa mudar de patamar. Recursos para universidades, pesquisa superior, laboratórios, equipamentos e insumos são parte desse esforço. O apoio público também pode favorecer a passagem de teses, ideias e patentes para o mercado, permitindo a criação de empresas, empregos e impostos que retroalimentem o ecossistema.
Q: Como investidores podem aumentar as chances das deep techs?
Os investidores precisam avaliar e respeitar a probabilidade de sucesso específica de startups de base científica, considerando que elas competem globalmente desde o início. Além do capital, o ecossistema necessita de mecanismos mais eficientes para facilitar a transição entre uma tese de doutorado ou ideia acadêmica e uma solução com tração comercial. Essa passagem deve permitir a criação de empresas capazes de gerar empregos e recolher impostos. O modelo brasileiro avançou, mas ainda não está suficientemente organizado para sustentar essa transformação com a frequência necessária.
Summary & Key Takeaways
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Fundadores de deep tech costumam vir de formações técnicas, doutorados ou pós-doutorados, mas precisam desenvolver competências comerciais ou associar-se a profissionais de negócios para levar a tecnologia ao mercado.
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Como física, química, biologia e matemática seguem princípios universais, soluções de robótica, biotecnologia, energia e novos materiais tendem a enfrentar problemas, mercados e concorrentes globais desde o início.
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O Brasil possui uma comunidade científica qualificada, mas a escassez de financiamento, infraestrutura e mecanismos de transferência tecnológica dificulta transformar pesquisas e patentes em empresas competitivas.
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