Como Ricardo Roldão ampliou o negócio da família?

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November 1, 2017
by
Endeavor Brasil
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Como Ricardo Roldão ampliou o negócio da família?

TL;DR

Ricardo Roldão ampliou o negócio familiar ao propor a coleta de pedidos antes das entregas, passando da venda ambulante à distribuição e, posteriormente, ao atacarejo. Sua motivação nasceu na infância, quando a doença do pai trouxe dificuldades financeiras à família. O crescimento incluiu contratação de funcionários, construção de uma loja e uma implantação de ERP que deixou a distribuidora quatro dias sem faturar nem atender clientes.

Transcript

eu acredito que eu não poderia começar no falando da minha história sem falar da história de outro roldão nesse caso o meu pai meu pai nasceu numa ilha de portugal na ilha da madeira o meu pai ele teve que começar a empreender quando ele era jovem porque o pai dele era um ele era presidente do sindicato dos estivadores e ficava muito ausente de cas... Read More

Key Insights

  • O pai de Ricardo veio sozinho da Madeira para o Brasil aos 11 anos e trabalhou na carvoaria do tio.
  • A internação do pai por tuberculose levou a família a depender de parentes para receber alimentos.
  • Ricardo começou a vender limões aos dez anos e transportava caixas de maçãs da feira até sua casa.
  • O pai retomou os negócios vendendo linguiça em um Fusca, procurando clientes que conhecia da feira.
  • Ricardo conciliava a faculdade com entregas de Kombi e a lavagem dos queijos vendidos pela família.
  • A coleta antecipada de pedidos marcou a passagem do negócio de venda ambulante para distribuição.
  • Eduardo construiu a loja planejada em 1992 e é apresentado por Ricardo como responsável pela expansão.
  • A implantação de um ERP em 1998 deixou a distribuidora quatro dias sem faturar nem atender clientes.

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Questions & Answers

Q: Como a infância de Ricardo Roldão influenciou sua motivação para empreender?

A motivação de Ricardo Roldão ganhou força quando seu pai foi internado por tuberculose e a família passou a enfrentar dificuldades financeiras. Parentes ajudavam com pão, leite e compras do mês. Durante um jantar, seu irmão abriu a geladeira, perguntou se havia alguma fruta e a mãe começou a chorar. Ricardo relata que, mesmo aos dez anos, sentiu responsabilidade e necessidade de agir. Procurou um amigo do pai na feira, começou a vender limões e levou maçãs para casa. Ao ver a reação da mãe, decidiu que queria evitar que ela voltasse a chorar pela falta de frutas.

Q: Qual foi a trajetória do pai de Ricardo Roldão antes do negócio de distribuição?

O pai de Ricardo nasceu na ilha da Madeira, em Portugal, e começou a trabalhar jovem, vendendo tremoços, ajudando mulheres a carregar compras e acompanhando o avô na pesca. Veio sozinho para o Brasil aos 11 anos e trabalhou na carvoaria do tio Abel. Aos 16 anos, foi emancipado e passou a trabalhar como motorista de ônibus em São Paulo. Depois comprou um caminhão, vendeu bananas e adquiriu uma barraca de feira na década de 60. Após adoecer e vender a barraca e o caminhão, retomou a atividade comercial vendendo linguiça em um Fusca.

Q: Como Ricardo Roldão começou a trabalhar na feira aos dez anos?

Ricardo começou a trabalhar na feira durante o período em que o pai estava doente e a família recebia ajuda de parentes para se alimentar. Ele procurou o senhor José, amigo do pai, que o colocou para vender limões na ponta da barraca. A combinação incluía dois pastéis e um caldo de cana. Ao final do dia, Ricardo também recebia caixas de maçãs para levar para casa. Como morava a dois quilômetros da feira, carregava uma caixa por um trecho e voltava para buscar a outra. Ele associa essa experiência à decisão de ajudar a família.

Q: Como o pai de Ricardo retomou o trabalho depois da tuberculose?

Depois da internação por tuberculose, o pai de Ricardo ainda precisou passar um período de recuperação em casa. Ele vendeu a barraca de feira e o caminhão. Para retomar o trabalho, comprou um Fusca 66 pintado a pincel, trocou o assoalho e deixou apenas o banco do motorista. Passou a comprar linguiça em um frigorífico e a procurar clientes próximos daqueles que já conhecia da feira. O negócio cresceu, permitindo a compra de uma Kombi. Ricardo tornou-se o primeiro funcionário e começou a acompanhar o pai nas vendas e nas entregas.

Q: Como o negócio de Ricardo Roldão passou de ambulante a distribuidor?

A passagem para a distribuição ocorreu quando Ricardo propôs mudar a forma de organizar as vendas. Em vez de continuar carregando a Kombi para sair oferecendo mercadorias, ele passaria a visitar os clientes e anotar seus pedidos. Ricardo apresenta essa mudança como o momento em que a família deixou a posição de ambulante e assumiu a de distribuidor. Na sequência do relato, o negócio começou a contratar vizinhos da rua como motoristas e ajudantes. A operação também ampliou sua frota, passando de uma Kombi para duas e depois para três.

Q: Como Ricardo Roldão conciliava a faculdade com o trabalho no negócio familiar?

Ricardo decidiu fazer faculdade depois de terminar o colegial, embora seu pai questionasse a utilidade do curso para quem vendia linguiça. Ele respondeu que queria ao menos ser um vendedor de linguiça formado. Sua rotina incluía carregar a Kombi pela manhã, atender a freguesia e voltar para cuidar das mercadorias. A família também comercializava queijo da Serra da Canastra, recebido de um fornecedor chamado Donizete. Ricardo conta que precisava lavar os queijos antes de ir para a faculdade e que, em algumas ocasiões, não conseguia tomar banho antes das aulas. Seus colegas continuavam lembrando desse episódio.

Q: Quais acontecimentos marcaram a expansão do negócio familiar de Ricardo Roldão?

A expansão apresentada no relato começou com a mudança da venda ambulante para a distribuição, acompanhada pela contratação de motoristas e ajudantes e pelo aumento do número de Kombis. Em 1992, Ricardo conversou com o pai sobre construir uma loja, projeto que também foi seu trabalho de conclusão de curso. Seu irmão Eduardo, que trabalhava com a família, construiu essa loja e é apresentado como responsável pela expansão. Em 1998, Ricardo comprou um depósito de cimento da Votorantim para instalar a distribuidora. A descrição informa que a trajetória posteriormente chegou ao atacarejo e a uma rede com 30 lojas e 4 mil funcionários.

Q: O que aconteceu durante a implantação do ERP na distribuidora de Ricardo Roldão?

Em março de 1998, Ricardo decidiu colocar um novo ERP em funcionamento na nova distribuidora. Até então, segundo seu relato, o negócio utilizava um software que emitia pedidos, mas cujas informações não estavam conectadas. A implantação não funcionou como esperado e a empresa passou quatro dias sem faturar uma nota e sem atender um cliente. O problema coincidiu com seu aniversário, em 9 de março, quando completava 28 anos. Ele foi para casa comemorar com a esposa e os filhos, voltou à distribuidora e passou a noite tentando fazer o sistema funcionar. A transcrição fornecida termina durante esse episódio, sem apresentar sua resolução.

Summary & Key Takeaways

  • A internação do pai por tuberculose trouxe dificuldades à família. Aos dez anos, Ricardo começou a vender limões na feira e levar maçãs para casa, decidido a evitar que a mãe chorasse pela falta de frutas.

  • Após a recuperação, o pai vendeu linguiça em um Fusca e depois comprou uma Kombi. Ricardo passou a trabalhar com ele e propôs coletar pedidos antes das entregas, transformando ambulantes em distribuidores.

  • A expansão envolveu uma loja em 1992 e outro imóvel em 1998. A implantação de um ERP interrompeu o faturamento e o atendimento por quatro dias. A descrição apresenta uma rede com 30 lojas e 4 mil funcionários.


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