Fabiana Salles sobre propósito e saúde no Brasil

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April 6, 2019
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Endeavor Brasil
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Fabiana Salles sobre propósito e saúde no Brasil

TL;DR

Encontrar um propósito pode exigir mudanças no modelo de negócio e a disposição de abandonar projetos com objetivos incompatíveis. Fabiana Salles relaciona sua trajetória, iniciada com um projeto de eletrocardiograma pelo celular, à criação da Gesto e ao propósito de transformar a saúde no Brasil. Sua experiência destaca o aprendizado com outros empreendedores, a preservação de tempo e reputação e a necessidade de demonstrar retorno para quem compra.

Transcript

[Música] que emoção abril meio ano não o meu coração tá aqui ó optando por fazer um esquenta vamos interagir um pouco para começar você só vocês me ajudam quem é que tem um plano de saúde levanta a mão pra mim por favor uau eu também tenho um plano de saúde e eu nem preciso contar pra vocês que a gente é privilegiado né dos 200 milhões de pessoas n... Read More

Key Insights

  • A Gesto surgiu com a proposta de conectar funcionários e planos de saúde para melhorar o atendimento.
  • O exame cardíaco da mãe inspirou Fabiana a desenvolver um eletrocardiograma acoplado ao celular.
  • Bento ofereceu um estágio a Fabiana após conhecer sua proposta de levar o eletrocardiograma ao celular.
  • A primeira candidatura de Fabiana à Fapesp recebeu uma avaliação negativa por falta de credenciais.
  • O Empretec aproximou Fabiana de outros empreendedores e mostrou o valor de aprender com seus pares.
  • A incubadora da USP foi o ambiente em que Fabiana passou dois anos amadurecendo como empreendedora.
  • Fabiana e Guilherme decidiram devolver 500 mil reais ao perceber objetivos diferentes no consórcio.
  • A venda para empresas exigia demonstrar retorno do investimento, além do valor médico do aparelho.

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Questions & Answers

Q: Como Fabiana Salles encontrou seu propósito de transformar a saúde no Brasil?

Fabiana Salles apresenta seu propósito como uma construção ligada à própria trajetória e às experiências de pessoas próximas. Ela afirma que não nasceu com a missão de transformar a saúde no Brasil e que o convite para o Day1 a levou a reconhecer essas conexões. Um episódio central foi observar a mãe realizando um exame cardíaco com um gravador de fita cassete preso à cintura. Esse problema inspirou seu projeto de engenharia e sua aproximação com Bento. Ao apresentar a Gesto, ela relaciona esse percurso à busca por melhor tratamento e por planos que os empregadores consigam pagar.

Q: Qual problema a Gesto pretendia resolver na relação entre funcionários e planos de saúde?

A Gesto é apresentada por Fabiana como uma corretagem diferente, criada para conectar funcionários e planos de saúde. O problema descrito combina a insegurança das pessoas sobre o atendimento que receberão com a dificuldade dos empregadores de arcar com o benefício. A proposta é garantir melhor tratamento quando necessário e alcançar um custo que a empresa possa pagar. Na lógica exposta por Fabiana, isso permitiria que mais empregadores oferecessem planos, aumentaria a competitividade de seus negócios e ajudaria a aliviar a demanda sobre o SUS. Esses resultados aparecem como objetivos da proposta, sem indicadores de desempenho apresentados no trecho.

Q: Como o exame da mãe inspirou o projeto de eletrocardiograma pelo celular?

No último ano de engenharia, Fabiana viu a mãe fazer um exame que registrava o sinal cardíaco durante 24 horas. Segundo seu relato, ela carregava um gravador de fita cassete na cintura, conectado aos fios do exame. Fabiana percebeu uma oportunidade de melhorar essa experiência e desenvolveu como projeto de formatura um dispositivo de eletrocardiograma acoplado ao telefone celular. Sua ideia era permitir que a mãe carregasse o aparelho na bolsa e, ao sentir algo, encostasse o celular no peito para fazer o exame e enviar o resultado diretamente ao médico. O projeto nasceu, portanto, de um problema observado dentro da família.

Q: Como Bento contribuiu para o início da trajetória empreendedora de Fabiana Salles?

Bento entrou na trajetória de Fabiana por uma apresentação feita pelo cunhado dela, que conhecia uma empresa com uma solução semelhante ao projeto de formatura. Ele já trabalhava com aparelhos portáteis de eletrocardiograma que transmitiam o sinal por telefone para uma central e oferecia esse serviço a postos de saúde sem cardiologistas de plantão. Ao conhecer a proposta de Fabiana, explicou por que considerava relevante aproximar o exame das pessoas antes de elas procurarem atendimento. Também a convidou para começar um estágio no dia seguinte. Fabiana o identifica como seu sócio até o momento da palestra.

Q: O que Fabiana aprendeu com a rejeição da Fapesp e com o Empretec?

Fabiana procurou financiamento da Fapesp porque acreditava no potencial de seu projeto, embora não tivesse as credenciais acadêmicas desejadas no edital. Ela relata que a avaliação recebida foi negativa e associada à falta dessas qualificações. Depois dessa experiência, procurou o Sebrae e participou do Empretec, descrito como um curso intenso de dez dias. O aprendizado que mais destaca é ter encontrado sua tribo de empreendedores e percebido quanto poderia aprender com outras pessoas que também empreendiam. Essa descoberta motivou sua decisão de levar o projeto à incubadora da USP para continuar próxima desse ambiente de troca e desenvolvimento.

Q: Por que Fabiana Salles e Guilherme decidiram devolver 500 mil reais?

Fabiana e Guilherme conseguiram 500 mil reais em um edital da Finep por meio de um consórcio que reunia suas empresas e uma universidade. Na primeira reunião após a obtenção do recurso, perceberam diferenças importantes de objetivos. A universidade queria melhorar o laboratório e realizar pesquisa, enquanto os empreendedores buscavam desenvolver o negócio e tinham outro ritmo de trabalho. Segundo Fabiana, a universidade controlava o recurso, o que agravava sua percepção de que a parceria não funcionaria. Guilherme propôs devolver o dinheiro para preservar tempo e reputação. Apesar da dificuldade emocional da decisão, Fabiana concordou com essa avaliação.

Q: Por que o valor médico do eletrocardiograma não bastava para vender o serviço às empresas?

Ao tentar diversificar suas vendas para além do governo, Bento passou a procurar grandes empresas que tinham médicos e ambulatórios. Mesmo assim, encontrou dificuldade para vender o serviço de eletrocardiograma. Um médico conhecido explicou que reconhecia o valor clínico da solução, mas precisava demonstrar o retorno do investimento para justificar a compra dentro da empresa. O episódio mostra a diferença entre perceber utilidade médica e conseguir fundamentar uma decisão empresarial. A transcrição termina quando o médico começa a explicar quais informações sobre os funcionários seriam necessárias, portanto não permite detalhar a análise que ele propunha.

Q: Que problemas dos planos de saúde Fabiana Salles apresenta na palestra?

Fabiana descreve uma combinação de acesso desigual, custos elevados e insegurança sobre o tratamento. Nos números apresentados na palestra, de 200 milhões de brasileiros, 50 milhões tinham plano de saúde e 150 milhões dependiam exclusivamente do SUS. Desses beneficiários de planos, 40 milhões tinham acesso porque empregadores pagavam pelo benefício. Ela também afirma que os custos subiam 20% ao ano nos cinco anos anteriores e que três milhões de pessoas haviam migrado dos planos para o SUS nos três anos anteriores. Além disso, critica um modelo que, em sua avaliação, ganha mais com o uso dos serviços do que com a qualidade do tratamento.

Summary & Key Takeaways

  • Fabiana apresenta a Gesto como uma corretagem que conecta funcionários e planos de saúde, buscando melhorar o tratamento e tornar o benefício financeiramente viável para mais empregadores.

  • O exame cardíaco realizado pela mãe inspirou seu projeto de engenharia: um dispositivo de eletrocardiograma acoplado ao celular. A ideia aproximou Fabiana de Bento, apresentado como seu sócio até hoje.

  • O Empretec e a incubadora da USP ampliaram seu aprendizado empreendedor. Ao perceber objetivos incompatíveis em um consórcio com a universidade, ela e Guilherme decidiram devolver 500 mil reais.


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