Como Gustavo Travassos iniciou seu negócio de GPS?

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June 30, 2016
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Endeavor Brasil
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Como Gustavo Travassos iniciou seu negócio de GPS?

TL;DR

Gustavo Travassos começou seu negócio de rastreamento vendendo um carro usado, reunindo um parceiro técnico e buscando investimento quando o dinheiro acabou. Antes disso, enfrentou uma sociedade marcada pelo não pagamento de impostos e o desgaste de instalar painéis publicitários em ônibus. Sua trajetória mostra como dificuldades com sócios, falta de recursos e desenvolvimento do produto acompanharam a busca por maior participação e controle empresarial.

Transcript

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Key Insights

  • Gustavo associou uma entrevista com um empresário chinês aos sonhos que havia tido anteriormente.
  • A importadora de pneus tinha como valor não pagar impostos, segundo o relato de Gustavo.
  • A saída da primeira sociedade levou três anos e deixou cobranças tributárias por muito tempo.
  • Uma viagem aos Estados Unidos trouxe ideias de publicidade em ônibus e rastreamento de veículos.
  • A instalação noturna de painéis em ônibus levou Gustavo a desmaiar duas vezes por falta de energia.
  • Gustavo vendeu seu carro usado para iniciar o negócio de rastreamento com um parceiro técnico.
  • A falta de dinheiro levou os fundadores a economizar nas refeições enquanto desenvolviam o produto.
  • Um investidor taiwanês financiou a chegada ao primeiro produto e o início das vendas de rastreadores.

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Questions & Answers

Q: Como os sonhos influenciaram a primeira sociedade de Gustavo Travassos?

Gustavo Travassos relatou uma sequência de sonhos enquanto morava em Juiz de Fora, já formado em direito e administração de empresas e estudando psicologia. Primeiro, sonhou com uma esfera verde numa caverna. Depois, uma figura oriental perguntou pela pérola de jade, que ele associou à esfera. Ao viajar ao Rio de Janeiro para uma entrevista, encontrou um empresário chinês e conectou aquela situação aos sonhos. Contou sua experiência durante a conversa e aceitou, no mesmo dia, participar de uma empresa em Belo Horizonte dedicada à importação de pneus de caminhão. Mais tarde, interpretou aquela aproximação como uma manipulação.

Q: Por que a sociedade na importadora de pneus se tornou um problema para Gustavo Travassos?

A sociedade se tornou um problema porque Gustavo descobriu, poucos meses depois de montar a empresa, que estava sendo usado como laranja. Segundo seu relato, o negócio tinha como único valor nunca pagar impostos, uma prática que os demais envolvidos não aceitavam questionar. Ele percebeu a gravidade da situação e passou três anos tentando sair e convencer os sócios a desmontar a operação de maneira responsável. O vínculo ainda trouxe consequências tributárias por muito tempo. Gustavo contou que pagou impostos ligados àquele negócio do final dos anos 90 mesmo depois de alguns dos envolvidos já terem falecido.

Q: Como uma viagem aos Estados Unidos ajudou Gustavo Travassos a encontrar ideias de negócios?

Gustavo viajou aos Estados Unidos quando estava com a cabeça confusa e procurando uma perspectiva melhor diante dos problemas da importadora. Era sua primeira visita ao país e, segundo contou, foi sem reservar hotel ou carro, com o propósito de descansar e observar possibilidades que pudesse desenvolver no Brasil. Voltou com duas ideias: utilizar painéis eletrônicos para publicidade em ônibus e trabalhar com rastreamento de veículos. Na primeira, queria transmitir mensagens pelo ar, sem precisar ir ao ônibus para atualizá-las. Na segunda, identificou a possibilidade de projetar ou fabricar no Brasil equipamentos que, naquele contexto, eram importados e caros.

Q: Como funcionou o negócio de publicidade em ônibus criado por Gustavo Travassos?

O negócio utilizava painéis eletrônicos de mensagens para veicular publicidade em ônibus. Gustavo afirmou que esse tipo de publicidade já existia no Brasil, mas pretendia fazer a atualização das mensagens pelo ar, evitando a necessidade de ir até cada veículo. Como não tinha dinheiro para iniciar sozinho, chamou um investidor, que se tornou o sócio majoritário. A rotina combinava vendas durante o dia e instalação dos equipamentos nas garagens à noite. O esforço foi tão intenso que Gustavo relatou dois desmaios dentro dos ônibus. Quando a operação estava de pé, transferiu o negócio ao sócio porque queria buscar maior participação e controle em outro empreendimento.

Q: Como Gustavo Travassos financiou o início do negócio de rastreamento veicular?

Gustavo financiou o início vendendo um carro usado que possuía. Depois da experiência com os painéis em ônibus, queria começar o novo empreendimento sem depender inicialmente de um investidor. Convidou um técnico da empresa anterior para se juntar a ele, embora esse parceiro também não tivesse dinheiro disponível. A proposta era desenvolver um rastreador e um software de acompanhamento de veículos, enquanto Gustavo assumiria as vendas. O dinheiro do carro precisava sustentar tanto a atividade empresarial quanto a vida particular dos envolvidos. Com o avanço do trabalho e as dificuldades de desenvolvimento, os recursos se esgotaram e eles passaram a procurar um sócio investidor.

Q: Qual oportunidade Gustavo Travassos identificou no mercado de rastreamento de veículos?

Gustavo identificou uma oportunidade ao observar que frotas nos Estados Unidos já utilizavam equipamentos de GPS para enviar informações dos veículos a sistemas de monitoramento. Segundo seu relato, o Brasil também havia começado a adotar essa tecnologia, mas os equipamentos eram importados e muito caros. Sua ideia era projetar ou fabricar o produto no país para transformar aquela necessidade numa oportunidade empresarial. Para isso, reuniu-se com um parceiro técnico que ficaria responsável pelo hardware do rastreador e pelo software. Gustavo assumiria a função comercial. O desenvolvimento, porém, mostrou-se mais difícil do que os dois imaginavam no entusiasmo inicial da sociedade.

Q: Como a escassez de dinheiro afetou os fundadores durante o desenvolvimento do rastreador?

A escassez de dinheiro afetou diretamente a alimentação dos fundadores porque os mesmos recursos sustentavam o negócio e suas despesas pessoais. Gustavo contou que passaram a comer às duas da tarde numa padaria próxima ao local de trabalho. Compravam um bolo de banana que, segundo uma funcionária, era feito com sobras de produtos dos dias anteriores, e pediam um refrigerante muito doce. No relato, a combinação provocava um enjoo prolongado que permitia ficar até a noite sem outra refeição. A economia não resolveu a falta de capital. Com o dinheiro acabando, eles concluíram que precisavam buscar um novo sócio para continuar.

Q: Como o investimento de um empresário taiwanês permitiu lançar o primeiro rastreador?

O investimento veio depois de várias tentativas frustradas de atrair um sócio. Gustavo relatou que visitantes não gostavam do empreendimento e que um deles criticou duramente a bagunça do espaço, deixando os fundadores arrasados. Um empresário taiwanês que Gustavo já conhecia por outro motivo decidiu acreditar no negócio porque o GPS estava dando certo em Taiwan. Segundo o relato, o dinheiro investido foi suficiente para chegar ao primeiro produto e começar a vender. Gustavo situa essa melhora por volta de 99 e 2000. A transcrição fornecida apresenta o valor do aporte de forma incompleta, por isso não permite determinar com segurança a quantia investida.

Summary & Key Takeaways

  • Uma sequência de sonhos influenciou Gustavo a aceitar uma sociedade numa importadora de pneus. Depois, ele descobriu que era usado como laranja e levou três anos para conseguir sair daquele negócio.

  • Uma viagem aos Estados Unidos trouxe ideias de publicidade com painéis em ônibus e rastreamento veicular. A primeira exigiu trabalho exaustivo e terminou com a transferência do negócio ao sócio majoritário.

  • Gustavo vendeu um carro usado para financiar o rastreamento com um parceiro técnico. Após dificuldades no desenvolvimento e forte escassez de dinheiro, um investidor taiwanês viabilizou o primeiro produto.


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