Como Daniel de Jesus criou e expandiu a Niely?

TL;DR
Daniel de Jesus criou a Niely aproveitando sua experiência em vendas e uma clientela de produtos químicos, começando numa garagem em Nova Iguaçu em 1981. Incentivado pela mãe após deixar uma sociedade, passou dos químicos industriais aos produtos para cabelos, apostando em preços acessíveis e no público feminino. A empresa alcançou abrangência nacional e foi vendida ao Grupo L’Oréal em 2015.
Transcript
eu sou o Daniel de Jesus carioca nascido aqui em jagar Paguá onde eu tenho muito orgulho sou flamenguista desde criança e ó vamos ser campeão hein vamos ser campeão com certeza vamos ou não vamos vamos ser [Aplausos] campeão e eu gostaria de de poder falar um pouco um pouco da minha vamos dizer assim da minha Aventura do meu trabalho e e muitas das... Read More
Key Insights
- Daniel vendia picolés nos trens enquanto estudava de manhã e ajudava no orçamento familiar.
- A experiência em vendas de produtos químicos abriu a oportunidade de Daniel entrar numa sociedade.
- Daniel deixou a sociedade em Petrópolis após conflitos sobre o empenho dos demais sócios.
- A mãe de Daniel incentivou a abertura de uma empresa própria, apoiada na clientela que ele já tinha.
- A empresa começou em 1981 numa garagem do bairro Califórnia, localizado em Nova Iguaçu.
- A fabricante mudou dos químicos industriais para produtos para cabelos após cinco anos de operação.
- O nome Niely foi inspirado em Danielle, filha de Daniel, por sugestão de uma ex-funcionária.
- A Niely apostou em preços acessíveis e no público feminino e foi vendida ao Grupo L’Oréal em 2015.
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Questions & Answers
Q: Como Daniel de Jesus começou sua trajetória de trabalho?
Daniel de Jesus começou vendendo picolés nos trens enquanto ainda estudava. Nascido em Jacarepaguá e criado em Paracambi, relata que sua família tinha grandes dificuldades financeiras: a mãe era costureira e o pai trabalhava como ascensorista. Ele estudava de manhã e vendia à tarde para ajudar no orçamento familiar. Aos 14 anos, chegou a Nova Iguaçu, onde seu primeiro emprego foi como office boy numa imobiliária. Aos 18 anos, conseguiu trabalho em vendas de produtos químicos para manutenção industrial, experiência que antecedeu sua entrada numa sociedade.
Q: Por que os trens têm importância na história de Daniel de Jesus?
Os trens estão associados ao primeiro empreendimento de Daniel de Jesus, a venda de picolés durante sua infância em Paracambi. Ele conta que estudava de manhã e trabalhava à tarde para ajudar a família, que vivia com poucos recursos. Também recorda o risco de perder a mercadoria para fiscais conhecidos como rapa. Segundo seu relato, passageiros ajudavam a esconder sua caixa quando esses fiscais passavam. Daniel afirma guardar essas lembranças com orgulho e relaciona sua paixão por viagens de trem à experiência de trabalhar nesses espaços quando era garoto.
Q: Como Daniel de Jesus entrou em sua primeira sociedade?
Daniel entrou em sua primeira sociedade depois que a empresa de produtos químicos na qual trabalhava anunciou que fecharia as portas. Ele havia se adaptado bem à atividade comercial e pretendia procurar outro emprego. Três colegas, porém, o convidaram para participar de uma nova empresa em Petrópolis, no bairro Quitandinha. Daniel disse que não tinha dinheiro para investir, mas os colegas destacaram sua habilidade e seu gosto pelas vendas. A sociedade começou com ele e mais três sócios, produção artesanal e a clientela que Daniel já atendia.
Q: Por que Daniel deixou a sociedade que tinha em Petrópolis?
Daniel deixou a sociedade porque considerava desigual o empenho dos participantes e cobrava maior dedicação dos colegas. Segundo seu relato, ele trazia vendas para a empresa, outro sócio fabricava os produtos artesanalmente e os demais trabalhavam menos do que ele esperava. Depois de aproximadamente um ano de funcionamento, a convivência havia se tornado desagradável. Em uma reunião, anunciou sua saída de maneira repentina e pediu que calculassem seus valores. Na época, não era casado nem tinha filhos. Ao chegar em casa, recebeu apoio da mãe, que considerou sua decisão correta.
Q: Qual foi o papel da mãe de Daniel na criação de sua empresa?
A mãe de Daniel apoiou sua decisão de sair da sociedade e insistiu para que ele abrisse uma empresa própria. Quando chegou em casa após discutir com os sócios, Daniel esperava receber uma bronca, mas ela afirmou que ele havia feito bem. Sua justificativa era que o filho se dedicava ao negócio e trazia as vendas. Durante cerca de 30 a 40 dias, ela perguntou sobre a nova empresa e lembrou que ele possuía uma clientela grande. Daniel inicialmente resistiu, mas acabou aceitando a ideia e decidiu montar o negócio.
Q: Como era a estrutura inicial da empresa criada por Daniel de Jesus?
Daniel começou sua empresa de produtos químicos em 1981, numa garagem do bairro Califórnia, em Nova Iguaçu. A localização aparece no relato como uma brincadeira com a possibilidade de o público imaginar a Califórnia dos Estados Unidos. Ele aproveitou a clientela que já possuía e incluiu seu padrasto, Pedro Campos, como sócio para constituir uma empresa limitada. A estrutura produtiva era simples: Daniel menciona um misturador a frio de uma tonelada e quatro embalagens de 200 quilos utilizadas para fazer subprodutos. Também identifica Djalma como o primeiro funcionário da companhia.
Q: Como a empresa de químicos industriais passou a se chamar Niely?
A empresa já fabricava químicos industriais havia cinco anos quando Daniel decidiu passar aos produtos para cabelos. Sua filha Danielle era recém-nascida nesse momento, e uma ex-funcionária sugeriu que o novo nome homenageasse a criança. Daniel considerou que shampoo Danielle não soava bem e trabalhou com a parte final do nome, retirando uma letra L e substituindo o E pelo Y. Assim surgiu Niely. Ele próprio desenhou o logotipo na hora, acrescentando um coração e letras com curvas que, conforme a descrição fornecida, lembravam fios de cabelo bem tratados.
Q: Como a Niely alcançou abrangência nacional e foi vendida à L’Oréal?
A expansão da Niely esteve ligada ao desejo de Daniel de deixar de atender um nicho e vender para todo o Brasil. A descrição afirma que ele enxergou uma oportunidade na demanda das pessoas de sua comunidade e apostou em produtos com preços acessíveis, direcionados ao público feminino. A fabricação dos cosméticos ainda era artesanal no início dessa mudança, mas Daniel já tinha a visão de construir um negócio grande. A empresa alcançou abrangência nacional e recebeu diversas propostas de aquisição. Em 2015, ele aceitou vender a Niely ao Grupo L’Oréal.
Summary & Key Takeaways
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Criado em uma família pobre, Daniel vendia picolés nos trens para ajudar no orçamento. Depois trabalhou como office boy e vendedor de produtos químicos, atividade que abriu caminho para empreender.
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Após deixar uma sociedade em Petrópolis, Daniel recebeu incentivo da mãe para abrir seu negócio. Em 1981, começou numa garagem no bairro Califórnia, em Nova Iguaçu, aproveitando sua clientela.
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A fabricante de químicos industriais passou aos produtos para cabelos após cinco anos. Com preços acessíveis e foco no público feminino, a Niely ganhou alcance nacional e foi vendida à L’Oréal em 2015.
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