Como Paulo Borges criou a SPFW e mudou a moda brasileira

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February 5, 2014
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Endeavor Brasil
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Como Paulo Borges criou a SPFW e mudou a moda brasileira

TL;DR

Paulo Borges entrou na moda sem formação formal, ajudou um amigo a produzir desfiles e descobriu que gosta de trabalhar com pessoas. Ele viu que moda era mais que roupas e passou a patrocinar jovens estilistas, criando a incubadora de moda e impulsionando a SPFW. Sua história mostra como visão de pessoas e cultura pode transformar uma indústria no Brasil.

Transcript

[Música] eu não sou estilista muita gente pensa que eu sou estilista eu não sou estilista eu não sou formado em moda nem em jornalismo não sou formado em economia eh não sou Industrial nunca tive loja ligada à moda enfim que que eu vim fazer na moda Eu sempre me pergunto isso até hoje eu sou do interior do do de São Paulo de São José do Rio Preto e... Read More

Key Insights

  • Paulo não é formado em moda, mas entra no setor por curiosidade e ajuda prática.
  • A paixão dele pela moda está nas pessoas e nas relações do setor, não apenas na estética.
  • A parceria com Regina Guerreiro foi decisiva para entender o funcionamento da moda brasileira.
  • O conceito de patrocínio e incubação de talentos surge como resposta a uma necessidade de apoiar jovens estilistas.
  • A SPFW nasce a partir de uma visão de que a indústria da moda tem potencial econômico e emprega muitas pessoas.
  • O surgimento da incubadora de moda mostrou que recursos e mentoria podem transformar talentos em indústria.
  • A carreira dele é marcada por aprender fazendo e construir uma rede de contatos profissionais.
  • A moda brasileira só ganhou visibilidade internacional ao longo de um processo de criação de valor e de produção local.

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Questions & Answers

Q: O que levou Paulo Borges a entrar na moda sem formação direta no setor?

Paulo relata que não era da área de moda nem tinha formação relacionada, mas decidiu ajudar um amigo a produzir um desfile por curiosidade e pela oportunidade de colaborar com alguém próximo. Ele começou varrendo, organizando cadeiras e aprendendo na prática durante o processo de montagem do evento. Esse envolvimento inicial revelou que o interesse dele era pelas pessoas e pela dinâmica de produção, não pela roupa em si, o que o levou a se aprofundar e a perceber que poderia transformar a indústria ao longo do tempo.

Q: Qual foi a importância de Regina Guerreiro na trajetória de Paulo Borges?

Regina Guerreiro foi uma figura central no início da jornada dele. Ela tinha condições específicas para contratar alguém, incluindo a necessidade de um homem sem vícios de moda e uma pessoa desconhecida do mercado, o que acabou favorecendo Paulo por ser caipira e novo no meio. Ao longo do tempo, ele percebeu que ela possuía um conhecimento profundo de moda e uma visão que o diferenciava. Essa relação permitiu que Paulo aprendesse o funcionamento da moda brasileira, apesar das dificuldades de convivência com Regina, e o tornou capaz de seguir adiante com confiança.

Q: Como Paulo Borges percebeu que a moda envolve pessoas, não apenas roupas?

Ele cita que a moda, para ele, sempre esteve relacionada às pessoas, aos relacionamentos e às oportunidades que surgem entre elas. A convivência com colegas, estilistas e jornalistas revelou a importância das pessoas para entender o sistema da moda. O que o movia era o interesse pelo ser humano, pela capacidade de pensar, criar e resolver, e não apenas pela roupa em si. Esse insight foi decisivo para direcionar sua carreira para produção de desfiles, patrocínio e construção de redes que deram origem a uma indústria de moda mais estruturada.

Q: O que marcou o chamado Day One na carreira de Paulo Borges?

O Day One ocorreu quando ele decidiu seguir a frente com projetos de moda, saindo de uma produção mais informal para consolidar uma visão de futuro. Ele já não queria apenas um desfile para amigos, queria criar uma iniciativa estruturada que investisse em jovens estilistas, ajudando com produção, recursos e orientação. Esse ponto representa uma virada de mindset, de alguém que aprendia fazendo para alguém que planejava transformar a moda por meio de incubadoras e de eventos com impacto na indústria e na economia do país.

Q: Qual foi o papel da incubadora de moda criada por Paulo Borges?

A incubadora de moda nasceu como uma resposta para apoiar jovens estilistas que estavam começando. Ela oferecia suporte financeiro, prática de produção e oportunidades de lançamento, funcionando como um terreno fértil para que novos talentos desenvolvessem coleções e ganhassem visibilidade. Esse modelo permitiu que talentos nacionais florescessem e ganhassem espaço na indústria, contribuindo para a consolidação da SPFW como referência mundial e para a criação de uma cadeia produtiva em torno da moda brasileira.

Q: Como a SPFW ganhou destaque internacional?

A trajetória envolve a construção de uma indústria de moda com apoio institucional e patrocínios que viabilizaram desfiles de jovens estilistas, a consolidação de uma incubadora de talentos e a criação de um festival que reuniu designers, modelos e mídia. A imprensa brasileira, com a cobertura positiva, aliou-se a uma rede de profissionais que permitiu mostrar que o Brasil tinha uma indústria de moda relevante. O resultado foi que a SPFW passou a ser reconhecida como referência de semana de moda, contribuindo para colocar o Brasil no radar mundial do setor.

Q: Quais são as principais lições da história de Paulo Borges para empreendedores na moda?

A história destaca várias lições para empreendedores: começar com interesse humano e networking é essencial; aprender fazendo pode ser tão valioso quanto a formação formal; identificar necessidades do mercado e criar soluções práticas, como incubadoras, pode acelerar o desenvolvimento de talentos; construir parcerias estratégicas com figuras influentes e imprensa ajuda a ampliar impacto; e manter o foco em transformar uma indústria a partir de pessoas, redes e projetos de longo prazo, não apenas em eventos pontuais.

Q: Qual é o legado de Paulo Borges para a indústria da moda brasileira?

O legado envolve ter colocado a moda brasileira no mapa mundial por meio da SPFW, que se tornou referência e inspiração para outras semanas de moda, além de ter criado uma incubadora que formou talentos e estimulou investimentos no setor. Ele mostrou que é possível desenvolver uma indústria local com planejamento, patrocínio e foco em pessoas, o que gerou empregos e contribuiu para a economia criativa. O trabalho dele transformou a percepção sobre moda no Brasil, fortalecendo uma cadeia produtiva que vai além do glamour das passarelas.

Summary & Key Takeaways

  • Paulo Borges começa sem formação em moda e se envolve por acaso ao ajudar um amigo a produzir desfiles, aprendendo com a prática e com pessoas do meio.

  • Ele percebe que o que o move na moda são as pessoas, não apenas as roupas, e passa a buscar valor humano, entender pessoas e redes.

  • A partir dos anos 90 ele cria projetos de incentivo a jovens estilistas, funda a incubadora de moda e impulsiona a indústria brasileira, culminando na SPFW.


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