Como médicos criaram negócios de saúde em escala?

TL;DR
Jorge Moll e Romeu Cortês construíram negócios de saúde ao combinar formação médica, novas tecnologias e decisões de investimento. Moll começou com exames cardiológicos, ampliou o diagnóstico e depois concentrou os investimentos em hospitais; Cortês apostou na ressonância magnética, no financiamento e em sócios experientes. Os relatos mostram como qualidade clínica, aprendizado empresarial e perseverança orientaram essas trajetórias.
Transcript
Boa noite eh inicialmente Eu acho que eu eu eu pediria ao Jorge ao Romeu eh que rapidamente contassem como é que foi essa essa migração né de formandos em medicina ou exercendo a medicina Jorge como cardiologista o Romeu é radiologista como é que foi Jorge conta pra gente aí essa como é que foi essa de de de médico a a empreendedor eh eu sou um pou... Read More
Key Insights
- Jorge Moll criou a Cardiolab para oferecer exames cardiológicos como serviço a outros cardiologistas.
- A experiência de Moll nos Estados Unidos motivou seu investimento em ecocardiografia bidimensional.
- Moll ampliou o diagnóstico com o conceito de reunir diferentes tipos de exames em um único lugar.
- O primeiro hospital da trajetória relatada por Moll foi o Barra D’Or, inaugurado em 1998.
- Moll escolheu investir em hospitais por considerar maior a barreira de entrada desse segmento.
- Uma bolsa da Capes permitiu a Cortês estudar ressonância magnética em Boston, na Universidade de Harvard.
- Cortês financiou sua primeira clínica com ajuda da GE e contou com o sogro como avalista.
- A unidade de Cortês em Madureira passou quatro anos no vermelho antes de atingir o equilíbrio financeiro.
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Questions & Answers
Q: Como Jorge Moll passou da cardiologia para o empreendedorismo na saúde?
Jorge Moll começou como cardiologista e trabalhava com hemodinâmica, mantendo interesse por exames e equipamentos. Durante uma especialização na Universidade da Califórnia em São Francisco, conheceu aparelhos de ecocardiografia bidimensional e identificou uma oportunidade no diagnóstico não invasivo. Ao retornar, em 1977, abriu um pequeno consultório de exames complementares. Criou a Cardiolab para prestar serviços a outros cardiologistas, uma mudança em relação ao atendimento concentrado no próprio consultório. A demanda por outros exames levou à ampliação da oferta e, posteriormente, à criação da Labs, com diferentes exames reunidos em um único lugar.
Q: Por que Jorge Moll decidiu investir em hospitais depois de crescer no diagnóstico?
Jorge Moll decidiu investir em hospitais quando seu negócio de diagnóstico já crescia e tinha unidades em diferentes locais. Segundo seu relato, a concorrência estava mais intensa e o financiamento de equipamentos havia se tornado mais acessível. Ele avaliou que isso diminuía a barreira de entrada no diagnóstico, pois outros profissionais conseguiam financiar aparelhos e abrir serviços. Escolheu o segmento hospitalar por considerá-lo mais difícil de acessar. O primeiro hospital citado foi o Barra D’Or, em 1998. A partir dessa decisão, concentrou os investimentos em hospitais e posteriormente vendeu a operação de laboratórios ao grupo Fleury.
Q: Como Romeu Cortês se preparou para empreender em ressonância magnética?
Romeu Cortês cursou medicina no Fundão e fez residência em radiologia. No primeiro ano da residência, conheceu a ressonância magnética em um congresso em São Paulo e decidiu aprender a tecnologia. Seu currículo e trabalhos publicados ajudaram a conseguir uma formação na Universidade de Harvard, em Boston. Como não tinha recursos para a estadia, buscou e obteve uma bolsa da Capes. Depois de retornar, trabalhou quatro anos com Felipe Matoso. Cortês relaciona sua decisão de abrir uma clínica à experiência adquirida, às aulas e publicações e ao desejo de participar das decisões como sócio.
Q: Como Romeu Cortês conseguiu financiar sua primeira clínica?
Romeu Cortês relata que a GE ofereceu apoio para a compra de uma máquina, incluindo financiamento condicionado à apresentação de um avalista. Seu sogro aceitou assumir esse papel, permitindo que ele montasse a primeira clínica. A decisão também teve apoio de sua esposa. Cortês descreve um período de endividamento com familiares e outras pessoas próximas, além dos compromissos relacionados aos equipamentos. Ele associava a disposição para assumir essas obrigações à confiança em sua qualificação e ao desejo de ter um negócio próprio. O relato apresenta o financiamento e o apoio familiar como elementos concretos dessa abertura.
Q: Qual foi o papel dos sócios no crescimento dos negócios de Romeu Cortês?
Os sócios contribuíram com recursos, oportunidades de expansão e aprendizado empresarial na trajetória de Romeu Cortês. Em 1995, ao ser convidado para um centro médico no BarraShopping, ele explicou que já estava endividado. O convite, porém, era para entrar como sócio, com uma nova obrigação financeira. A convivência com empresários ligados à Multiplan e ao Bozano trouxe experiência prática em decisões de investimento e compra de aparelhos. Mais tarde, Edson Bueno adquiriu a participação do sócio anterior. Cortês relata que sua participação passou de 20% para 50% e destaca o aprendizado obtido nessa nova sociedade.
Q: Como Romeu Cortês enfrentou os prejuízos da unidade de Madureira?
Romeu Cortês relata que a unidade de Madureira enfrentou dificuldades para obter credenciamento de convênios porque Jorge Moll já operava na região. A unidade passou quatro anos no vermelho. Durante esse período, Cortês e seu irmão trabalhavam na zona sul e destinavam dinheiro para sustentar a operação, que também contava com um sócio capitalista. Seu irmão chegou a sugerir a devolução das máquinas e uma renegociação com a GE. Cortês defendeu continuar com uma perspectiva de trabalho de longo prazo. Segundo o relato, no quarto ano a unidade atingiu o equilíbrio financeiro e depois continuou crescendo.
Q: Como a qualidade médica influenciou a concorrência entre Jorge Moll e Romeu Cortês?
Romeu Cortês descreve a concorrência com Jorge Moll como dura, mas positiva pela preocupação do concorrente com qualidade, bons médicos e bons equipamentos. Para Cortês, essas características permitiam disputar o mercado preservando o padrão dos serviços. Ele também afirma que os médicos precisam estudar e que um negócio de saúde não deve oferecer atendimento ruim. Ao explicar a orientação de sua própria organização, cita residência médica, trabalhos científicos e publicações. Seu relato liga a expansão empresarial à continuidade da formação e da atividade científica, apresentando esses elementos como parte da qualidade que procurava manter.
Q: Como Jorge Moll expandiu sua operação hospitalar para outras regiões?
Jorge Moll relata que, depois da abertura do Barra D’Or, direcionou os investimentos para outros hospitais, incluindo Copa D’Or e Quinta D’Or. A expansão também alcançou diferentes localidades no Rio de Janeiro. Posteriormente, a compra da rede São Luiz forneceu uma plataforma de crescimento em São Paulo e na região do ABC. No momento do depoimento, ele mencionava aproximadamente 30 hospitais e presença em Recife e Brasília, além de Rio de Janeiro e São Paulo. A venda dos laboratórios ao grupo Fleury acompanhou a concentração no segmento hospitalar. Esses números e locais descrevem a situação apresentada no relato.
Summary & Key Takeaways
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Jorge Moll transformou sua experiência com tecnologia cardiológica em serviços de diagnóstico para outros médicos. Ampliou a oferta de exames e depois direcionou os investimentos para uma rede hospitalar.
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Romeu Cortês buscou formação em ressonância magnética, financiou sua primeira clínica com apoio familiar e cresceu por meio de sociedades que também lhe proporcionaram aprendizado prático de gestão.
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As trajetórias destacam decisões sobre tecnologia, financiamento e concorrência. Cortês relata quatro anos de prejuízo em uma unidade, enquanto Moll explica sua escolha por hospitais com maior barreira de entrada.
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