Wellington Nogueira sobre alegria e propósito

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July 25, 2012
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Endeavor Brasil
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Wellington Nogueira sobre alegria e propósito

TL;DR

A alegria pode orientar o trabalho quando a missão da organização se conecta ao propósito de vida e às relações com outras pessoas. Wellington Nogueira relata como os Doutores da Alegria ampliaram sua atuação dos hospitais para o público e as empresas, combinando autonomia artística, criação coletiva e cuidado com o desgaste emocional dos palhaços.

Transcript

Ok a missão do doutores da alegria é levar olha começou sendo é levar alegria para crianças hospitalizadas seus pais e Profissionais de Saúde através da arte do palhaço das técnicas circenses Ah e pegando esse conhecimento e guardando para disseminar com o povo 10 anos depois a nossa missão é levar alegria para criança hospitalizados pais e Profiss... Read More

Key Insights

  • A missão dos Doutores da Alegria passou a incluir organizar e compartilhar conhecimentos fora do hospital.
  • Wellington defende fomentar uma cultura de alegria nas vidas humanas, incluindo os ambientes de trabalho.
  • A Felicidade Interna Bruta é apresentada como uma integração entre trabalho, família e comunidade.
  • A aproximação com empresas surgiu da procura delas, segundo o relato de Wellington sobre a organização.
  • Os palhaços escolhem seus parceiros e hospitais após um período de trabalho com diferentes colegas.
  • As duplas desenvolvem projetos que combinam suas habilidades e mostram as criações aos colegas.
  • A roda besterológica leva ao palco, para um público fora do hospital, materiais criados pelos artistas.
  • A atuação hospitalar ocupa três dias por semana, pois o envolvimento emocional pode gerar esgotamento.

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Questions & Answers

Q: Como a missão dos Doutores da Alegria se ampliou para além dos hospitais?

A missão inicial dos Doutores da Alegria era levar alegria às crianças hospitalizadas, aos pais e aos profissionais de saúde por meio da arte do palhaço e das técnicas circenses. Wellington relata que, dez anos depois, a formulação passou a destacar o palhaço profissional e a organização do conhecimento para compartilhá-lo com o público fora do hospital. Essa ampliação surgiu quando a organização começou a ouvir o mundo ao pensar em crescer. Na conversa, ele apresenta como objetivo fomentar uma cultura de alegria na vida das pessoas, incluindo os ambientes de trabalho.

Q: O que é a Felicidade Interna Bruta na explicação de Wellington Nogueira?

Na explicação de Wellington Nogueira, a Felicidade Interna Bruta considera a maneira como as pessoas vivem e as condições que o governo cria para essa vida. Ele apresenta o conceito como originário do Butão e destaca a integração entre trabalho, família e comunidade. O cidadão, nessa descrição, não vive apenas para trabalhar: também dedica tempo ao convívio familiar e comunitário, cultivando pertencimento e senso de coletivo. Wellington acrescenta que a aplicação dessa abordagem precisa envolver governo, autoridades, empresas, escolas e coletividade, em vez de depender de uma ação isolada.

Q: Como Wellington Nogueira relaciona felicidade, trabalho e propósito de vida?

Wellington Nogueira relaciona felicidade no trabalho à possibilidade de alinhar a atividade profissional ao propósito de vida. Para ele, a missão de levar alegria exige coerência entre o que a organização promove nos hospitais, o que acontece em seu próprio ambiente de trabalho e o que seus integrantes levam para casa. Essa reflexão aparece como um desafio vivido pelos Doutores da Alegria, e não como uma receita pronta. Ele também destaca o potencial realizador das empresas e dos empreendedores e vê nas mudanças daquele momento uma oportunidade para incorporar alegria e felicidade ao cotidiano profissional.

Q: Como começou a relação dos Doutores da Alegria com as empresas?

A relação dos Doutores da Alegria com as empresas começou pela procura das próprias empresas, segundo Wellington Nogueira. Ele afirma que não planejou inicialmente criar uma área dedicada a palestras ou ao relacionamento empresarial. Em seu relato, o interesse ganhou espaço quando o livro Inteligência Emocional, de Daniel Goleman, estimulou conversas sobre emocionalidade e surgiu uma pesquisa sobre o impacto do trabalho dos palhaços. Ao longo dessa aproximação, a organização passou a ouvir uma pergunta recorrente: como tornar o ambiente de trabalho melhor e mais feliz. Essa demanda conectou a experiência hospitalar às questões das empresas.

Q: Por que Wellington considerou um erro oferecer estabilidade aos palhaços?

Wellington considera que oferecer estabilidade aos palhaços foi um erro na experiência específica dos Doutores da Alegria. Ele relata ter tentado combinar a autonomia dos artistas com condições semelhantes a férias e a um décimo terceiro. Segundo sua percepção, isso reduziu os desafios e levou os palhaços a buscar reconhecimento fora da organização. A mudança posterior foi devolver a eles maior responsabilidade pelas escolhas e ajudá-los a gerenciar a própria carreira. O relato associa o envolvimento desses artistas à autonomia, à criação e ao reconhecimento, sem apresentar essa experiência como uma regra geral para todas as profissões.

Q: Como os palhaços escolhem parceiros, hospitais e projetos de trabalho?

Os palhaços participam, no começo do ano, de uma atividade chamada Cachorro Louco. Wellington explica que, durante esse período, trabalham em diferentes hospitais e com diferentes parceiros. Ao final de um mês, escolhem com quem formarão a dupla para o restante do ano. Essa escolha também define o hospital de atuação e o que pretendem desenvolver artisticamente. Ele dá o exemplo de uma dupla formada por um músico e um malabarista, que precisa descobrir como integrar suas habilidades. As criações são apresentadas mensalmente aos colegas, permitindo compartilhar o material desenvolvido ao longo do trabalho.

Q: O que é a roda besterológica e como ela reconhece o trabalho dos artistas?

A roda besterológica é uma atividade em que os artistas levam ao palco o material que criam, apresentando-o a um público que não está hospitalizado. Wellington descreve essa prática como uma forma de reconhecimento e de transição das criações do hospital para fora dele. Em seu relato, estar em cena diante dos colegas e da plateia é uma situação de desafio importante para o artista. A atividade se conecta à missão ampliada dos Doutores da Alegria, pois compartilha com outros públicos aquilo que nasce da atuação hospitalar e oferece espaço para mostrar o desenvolvimento artístico.

Q: Por que os palhaços dos Doutores da Alegria trabalham no hospital três dias por semana?

Wellington explica que os palhaços trabalham no hospital três dias por semana porque uma frequência maior pode provocar esgotamento. A atuação exige envolvimento emocional: ele defende que o artista esteja inteiro na relação com as pessoas. Como exemplo da intensidade desse trabalho, relata que uma dupla acompanhou a morte de uma criança por escolha dela e da família. Experiências assim precisam ser conversadas e elaboradas, em vez de simplesmente dar lugar à próxima visita. Ele também menciona um trabalho de avaliação da insalubridade para compreender os limites da permanência dos palhaços no ambiente hospitalar.

Summary & Key Takeaways

  • Os Doutores da Alegria ampliaram sua missão: além de atuar com crianças hospitalizadas, familiares e profissionais de saúde, passaram a organizar e compartilhar esse conhecimento com o público.

  • Wellington apresenta a Felicidade Interna Bruta como uma abordagem que considera trabalho, família e comunidade. Sua reflexão aproxima a felicidade cotidiana do alinhamento entre trabalho e propósito.

  • Os palhaços escolhem parceiros, hospitais e projetos artísticos, compartilham suas criações e atuam no hospital três dias por semana. O envolvimento emocional exige tempo para conversar e elaborar experiências.


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