Tiago Dalvi sobre empreender e criar a Olist

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June 8, 2018
by
Endeavor Brasil
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Tiago Dalvi sobre empreender e criar a Olist

TL;DR

Construir um negócio exige aprendizado contínuo, foco e capacidade de corrigir falhas operacionais, como mostra a trajetória de Tiago Dalvi. Sua experiência passou por uma loja de artesanato que não prosperou, dificuldades para fornecer ao Walmart e mudanças de modelo até chegar à Olist em 2015. Ao longo desse percurso, a missão permaneceu a mesma: dar acesso ao mercado.

Transcript

[Música] conversando aqui um pouquinho antes que eu acho super engraçado quando eu ouço aquela expressão overnight success aquele empreendedor que teve uma brilhante idéia de negócio abriu sua empresa e do dia pra noite e alcançou o sucesso pra mim empreender está muito mais pra pilotar um carrinho de rolimã na descida em alta velocidade tentando s... Read More

Key Insights

  • Dalvi descreve sua trajetória de 12 anos como aprendizado contínuo e rejeita a ideia de sucesso imediato.
  • Uma sobretaxação de brinquedos importados comprometeu o modelo da loja criada pelos pais de Dalvi.
  • A mistura entre dinheiro da casa e da empresa marcou Dalvi e influenciou sua escolha por administração.
  • A empresa júnior permitiu a Dalvi construir uma rede de amigos baseada em confiança e trabalho prático.
  • Artesãs atendidas pela Aliança tinham bons produtos, mas enfrentavam dificuldades para acessar compradores.
  • A loja da Solidarium teve margem baixa e não prosperou, mas ensinou Dalvi sobre a operação varejista.
  • O Walmart aprovou 32 produtos, mas a falta de integração entre sistemas atrasou o recebimento dos pedidos.
  • A primeira entrega ao Walmart levou quase 30 dias; depois, estoques mínimos e de segurança reduziram prazos.

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Questions & Answers

Q: Por que Tiago Dalvi rejeita a ideia de sucesso empreendedor do dia para a noite?

Tiago Dalvi apresenta o empreendedorismo como um processo prolongado de aprendizado, dificuldades e correções. Ele compara essa experiência a pilotar um carrinho de rolimã em uma descida, tentando manter o equilíbrio com outras pessoas na garupa e retomando o caminho depois de quedas. Ao falar de sua trajetória, afirma que seu suposto sucesso repentino já dura aproximadamente 12 anos e que ainda não se considera perto do sucesso. Os exemplos incluem uma loja que não prosperou e problemas para atender o Walmart. Para ele, aprender com os obstáculos importa mais do que saber exatamente onde o percurso terminará.

Q: Como a experiência dos pais influenciou a formação empreendedora de Tiago Dalvi?

Tiago Dalvi teve contato com o empreendedorismo ainda na infância, quando seus pais investiram todas as economias da venda da casa em uma loja de shopping que vendia aeromodelos e brinquedos importados. Eles deixaram um escritório de arquitetura e engenharia que, segundo seu relato, estava indo bem. Uma sobretaxação dos brinquedos importados comprometeu o planejamento e o modelo do negócio, dificultando a recuperação da família. Dalvi também observou a mistura entre recursos domésticos e empresariais quando recebia dinheiro do caixa ou do bolso do pai. Essa experiência marcou sua escolha por estudar administração de empresas.

Q: Qual foi o papel da empresa júnior na trajetória de Tiago Dalvi?

A empresa júnior foi um espaço de aprendizado prático e construção de relações para Tiago Dalvi durante o curso de administração na Universidade Federal do Paraná. Ele passou um ano como consultor, outro como diretor de marketing e outro como presidente, trabalhando de forma voluntária e sem salário. Dalvi considera que o principal ativo construído nesse período foi uma rede de amigos e pessoas com confiança recíproca. Nesse ambiente, conheceu jovens que saíram para criar a Aliança Empreendedora. A proposta de apoiar empreendedores de comunidades de baixa renda o atraiu e abriu caminho para sua participação na organização.

Q: Como a Aliança Empreendedora ajudou Tiago Dalvi a identificar uma oportunidade de negócio?

Na Aliança Empreendedora, Tiago Dalvi trabalhou com empreendedores de comunidades de baixa renda, muitos deles artesãos e artesãs. Ele percebeu que várias artesãs tinham produtos com design e preço, mas não sabiam como vendê-los. Ao apresentar essas produtoras e seus produtos a pequenas lojas de Curitiba, encontrou compradores interessados e identificou a ausência de uma ponte que conectasse os dois lados de forma escalável. Essa observação motivou seu primeiro negócio, uma loja de produtos artesanais em shopping. A proposta combinava sua disposição para atuar na área comercial com a missão de ampliar o acesso desses produtores ao mercado.

Q: O que Tiago Dalvi aprendeu com a loja de artesanato da Solidarium?

A loja de artesanato da Solidarium não prosperou e tinha margem baixa, mas Tiago Dalvi a descreve como um investimento em educação. A experiência permitiu conhecer as dificuldades de ser varejista e operar no Brasil. Na tentativa de fazer o negócio funcionar, ele experimentou vendas por catálogo, representantes comerciais e feiras. Ao refletir sobre esse período, reconhece que tentar muitas alternativas sem foco dificulta fazer alguma delas dar certo. A busca por escala também o levou a considerar grandes redes varejistas, que tinham lojas espalhadas pelo país e poderiam ampliar o alcance dos produtos dos artesãos.

Q: Como Tiago Dalvi conseguiu abrir uma negociação com o Walmart?

Tiago Dalvi tentou durante seis meses avançar no contato com o Walmart, mas não conseguia passar da secretária. Também enviou uma mensagem ao endereço destinado a fornecedores e não recebeu resposta. A oportunidade surgiu em um evento, quando conheceu um diretor do Instituto Walmart que se interessou pela proposta de conectar a atividade comercial da empresa ao impacto social. Esse contato marcou uma reunião com diretores comerciais. Dalvi levou duas malas de produtos para Porto Alegre e apresentou os itens. Ao final da reunião, a rede havia aprovado 32 produtos, abrindo uma oportunidade de fornecimento para a Solidarium.

Q: Por que a aprovação dos produtos pelo Walmart não gerou pedidos imediatamente?

A aprovação comercial dos produtos não foi acompanhada da preparação operacional necessária para receber os pedidos do Walmart. Depois de esperar sem que os pedidos chegassem, Tiago Dalvi foi a uma loja da rede e descobriu que faltava integrar o sistema da Solidarium ao sistema do varejista. Ele relata que não tinha um sistema de gestão e não compreendia sua importância naquele momento. O comprador então imprimiu um pedido de 1.600 itens dos 32 produtos aprovados. O volume superava o que a Solidarium havia recebido em toda a sua história até então, expondo a distância entre conquistar a parceria e conseguir atendê-la.

Q: Como a Solidarium melhorou as entregas ao Walmart e qual missão continuou na Olist?

A Solidarium levou quase 30 dias para realizar a primeira entrega ao Walmart, enquanto a falta dos produtos já prejudicava os indicadores da loja. Depois dessa experiência, passou a produzir com estoque mínimo e estoque de segurança. Dalvi relata que as entregas seguintes ocorriam no dia seguinte e, muitas vezes, no mesmo dia. Ele também participava da operação, recolhendo produtos em cooperativas e associações e emitindo notas fiscais manualmente. Segundo a descrição fornecida, a trajetória posteriormente incluiu programas de aceleração, investimento e mudanças de modelo até chegar à Olist em 2015. A missão de dar acesso ao mercado permaneceu.

Summary & Key Takeaways

  • A experiência dos pais com uma loja de brinquedos mostrou a Dalvi os riscos de mudanças tributárias e da mistura entre dinheiro pessoal e empresarial, influenciando sua escolha por estudar administração.

  • Na Aliança Empreendedora, Dalvi identificou artesãs com bons produtos, mas dificuldades de venda. Criou a Solidarium para conectar essa produção ao mercado, começando por uma loja em shopping.

  • A parceria com o Walmart revelou falhas de integração, estoque e entrega. A trajetória depois incluiu acelerações, investimento e mudanças de modelo até a Olist, mantendo a missão de dar acesso ao mercado.


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