Como a Doce D'ocê cresceu com pães congelados?

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June 9, 2017
by
Endeavor Brasil
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Como a Doce D'ocê cresceu com pães congelados?

TL;DR

A Doce D'ocê cresceu ao transformar a produção caseira de alimentos em uma indústria de produtos de panificação ultracongelados. Depois de perderem dinheiro com shows, Noeli e Carlos Bazanella reconstruíram sua renda com vendas de comida, abriram uma padaria e passaram a investir em capacitação e tecnologia. A mudança ganhou força quando decidiram fabricar congelados, combinando a dedicação de Noeli à produção com a atuação comercial de Carlos.

Transcript

[Música] com a nossa história eu posso dizer que empreender é desbravar e o empreendedor Nato ele é desbravador e atrás tem que vir um monte de gente para acertar as coisas e a história nossa a história da Doce doc ela para eu para nós podermos falar dela a gente precisa falar um pouco de cada um de nós eu nasci no Rio Grande Do Sul no interior Ame... Read More

Key Insights

  • O sucesso de um primeiro show levou Carlos a contratar outros eventos sem planejar clima e demanda.
  • Noeli começou a vender alimentos feitos em casa para complementar a renda e cuidar da filha.
  • A dedicação de Noeli à qualidade dos alimentos buscava conquistar indicações e novos pedidos.
  • O Banco do Brasil financiou equipamentos após o casal apresentar com honestidade sua situação.
  • A padaria ganhou movimento e fama regional, mas o casal ainda tinha dificuldades para obter resultados.
  • O seminário do Sebrae mudou a visão de Carlos sobre o potencial de crescimento da panificação.
  • A adoção do ultracongelamento exigiu fórmulas próprias e provocou perdas durante o aprendizado.
  • Carlos vendia além da capacidade produtiva, enquanto Noeli concentrava seus esforços na produção.

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Questions & Answers

Q: Como Noeli e Carlos Bazanella começaram a reconstruir sua renda depois dos prejuízos com shows?

Noeli começou a preparar alimentos em casa para vender e complementar a renda da família, enquanto também cuidava da filha. O casal havia perdido o pouco que conquistara com uma sequência de shows malsucedidos e estava endividado. Para quitar a dívida com um agiota, Noeli reuniu os poucos bens disponíveis, incluindo televisão, joias recebidas pela filha e máquina de secar roupa. Na produção de comida, ela buscava oferecer qualidade e dedicação para que os clientes gostassem e indicassem os produtos. O aumento dos pedidos levou à contratação de funcionárias e à abertura de um espaço de venda.

Q: Por que os shows organizados por Carlos Bazanella geraram prejuízos?

Carlos relata que o sucesso de um show com Jean e Geovani criou a expectativa de ganhar muito dinheiro promovendo outros artistas. Ele passou a contratar apresentações em sequência, sem planejar adequadamente as condições dos eventos em Chopinzinho. Segundo seu relato, o casal esqueceu que o inverno trazia frio e chuva. O show de João Paulo e Daniel enfrentou muito frio, e o de Sula Miranda teve muita chuva. Ele também menciona Gaúcho da Fronteira entre os shows fracassados. Os prejuízos consumiram o patrimônio que haviam acumulado e os obrigaram a recomeçar endividados.

Q: Como a produção caseira de Noeli se transformou em uma padaria?

A transformação ocorreu conforme os pedidos dos alimentos feitos por Noeli aumentaram. Ela contratou uma primeira funcionária e depois outra, além de buscar cursos em Curitiba e no Rio de Janeiro. A produção começou na casa onde a família morava e ganhou uma pequena porta comercial na cidade. Depois, foi necessário reunir produção e venda em um espaço maior, construído no porão do prédio do Itaú. Noeli relata que já tinha sete funcionárias quando surgiu a oportunidade de montar uma padaria. Para adquirir os equipamentos, o casal apresentou sua situação ao Banco do Brasil e conseguiu financiamento.

Q: Como Noeli e Carlos conseguiram financiar a padaria mesmo com o nome sujo?

Noeli e Carlos foram ao Banco do Brasil, explicaram sua situação financeira com honestidade e pediram um voto de confiança para financiar os equipamentos de uma mini padaria. Segundo Noeli, eles não tinham dinheiro para comprar o equipamento e estavam com o nome sujo. Ela apresentou a intenção de criar uma padaria que se tornasse um ponto de encontro da cidade. O banco acreditou na proposta e concedeu o financiamento. O estabelecimento passou a oferecer também pizzas e chope, e Carlos organizava eventos, chegando a fechar a rua. A iniciativa trouxe movimento e tornou o negócio conhecido na região.

Q: Por que uma padaria movimentada ainda apresentava dificuldades para gerar resultados?

Noeli relata que a padaria cresceu, passou a receber muito movimento e ficou famosa na região, mas o casal não via dinheiro nem conseguia obter resultados efetivos. A explicação apresentada por ela é que ainda não compreendiam bem como gerir o negócio. O crescimento aconteceu acompanhado de muito trabalho, enquanto Carlos continuava dedicado a som, festas e bailes. Noeli ficou muito cansada e pediu que ele passasse a trabalhar com ela, ou que vendessem seu negócio para ela trabalhar com ele. Nesse período entrou um sócio, e o casal chegou a considerar vender o restante da padaria.

Q: Como o seminário do Sebrae mudou a visão de Carlos sobre a panificação?

Carlos afirma que, antes do seminário, não enxergava a panificação como um negócio de futuro e acreditava mais em sua atividade com som, festas e bailes. No seminário do Sebrae, trabalhou características empreendedoras e aprendeu a lidar com aquelas que reconhecia como fortes em si. Ele relata que voltou mudado e passou a acreditar no potencial do negócio de Noeli. A partir daí, começou a estudar o futuro da panificação. Ao ler uma revista, encontrou informações sobre o ultracongelamento de pães, salgados e tortas na Europa, o que contribuiu para a mudança de direção da empresa.

Q: Como a Doce D'ocê começou a fabricar produtos de panificação ultracongelados?

O início da fabricação de ultracongelados envolveu uma tecnologia italiana trazida por um parceiro de Curitiba. Carlos havia identificado, em uma matéria de revista, que empresas europeias já trabalhavam com pães, salgados e tortas ultracongelados. O casal começou a aplicar a tecnologia, mas perdeu muitos produtos porque o processo era novo e faltava conhecimento prático. Segundo Carlos, tiveram de criar suas próprias fórmulas. A decisão central foi escolher entre fabricar produtos congelados ou manter a panificadora e comprar de outro fabricante. Eles optaram pela fabricação, considerando que o congelamento representava o futuro daquele mercado.

Q: Quais desafios acompanharam a expansão da Doce D'ocê com o pão congelado?

A expansão enfrentou dificuldades técnicas, resistência ao produto e tensão entre vendas e capacidade de produção. No início, o casal perdeu muitos alimentos enquanto aprendia a ultracongelar e desenvolvia fórmulas próprias. Noeli relata que as pessoas tinham dificuldade para conceber o pão congelado. Sua viagem à Itália e à França para conhecer fábricas ajudava a abrir portas, pois ela podia apresentar a tecnologia como algo que havia conhecido na Europa. A empresa também oferecia um mix amplo como solução para padarias. Carlos se dedicava às vendas e Noeli à produção, mas ele frequentemente vendia além da capacidade que ela conseguia atender.

Summary & Key Takeaways

  • Após prejuízos com shows sem planejamento, Noeli e Carlos ficaram endividados. Noeli começou a vender alimentos feitos em casa, conciliando a produção com o cuidado da filha e conquistando novos pedidos.

  • A produção doméstica cresceu, ganhou funcionárias e se transformou em padaria. Apesar do movimento intenso e da fama regional, o casal trabalhava muito sem compreender bem como gerir e obter resultados.

  • Um seminário do Sebrae mudou a visão de Carlos sobre a panificação. O casal adotou o ultracongelamento, desenvolveu fórmulas próprias e expandiu a indústria, enfrentando perdas e resistência ao pão congelado.


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