Ebbinghaus descobriu o efeito enquanto memorizava sílabas sem sentido: repetições distribuídas ao longo de dias exigiam menos esforço total para a mesma retenção do que repetições amontoadas. Mais de um século depois, Cepeda e colegas sintetizaram a literatura acumulada de recordação verbal e confirmaram o padrão quantitativamente, acrescentando um detalhe: o melhor intervalo entre sessões de estudo cresce conforme o tempo pelo qual você precisa lembrar o material.
Por que o espaçamento funciona ainda é debatido. As explicações mais aceitas apontam para o esforço extra de recuperação que cada sessão espaçada exige, a menor redundância na codificação da memória e o benefício de recodificar o material em um contexto mental ligeiramente diferente a cada vez. Seja qual for o mecanismo, estudar de véspera otimiza para a prova de amanhã, e espaçar otimiza para os meses seguintes.
O efeito de espaçamento é o princípio; a repetição espaçada é a prática construída sobre ele. Para um leitor, a aplicação mais barata é simplesmente revisitar o material salvo em um cronograma, deixando destaques antigos ressurgirem dias ou semanas depois, em vez de desaparecerem em um arquivo.