Como Alexandre Costa começou a Cacau Show?

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April 2, 2012
by
Endeavor Brasil
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Como Alexandre Costa começou a Cacau Show?

TL;DR

A Cacau Show começou quando Alexandre Costa, aos 17 anos, precisou produzir dois mil ovos de Páscoa que havia vendido sem que o fornecedor tivesse o produto. Com ajuda de Dona Cleusa e um empréstimo do tio, ele cumpriu as encomendas. A oportunidade de negócio surgiu ao perceber espaço para chocolates de boa qualidade com preços acessíveis, buscando escala para viabilizar essa proposta.

Transcript

normalmente numa apresentação como essa as pessoas deixam pro final para agradecer né aquelas pessoas que fizeram e mu foram muito importante na sua trajetória mas eu queria inverter um pouco isso e começar agradecendo aos meus pais viu me Ademir ao meu tio Valdir a dona Cleusa que eu vou contar um pouquinho da história dela a um certo italiano que... Read More

Key Insights

  • Alexandre começou a trabalhar aos 14 anos na empresa familiar, cuidando dos pedidos de chocolates.
  • Uma falha de entrega de ovos de Páscoa levou a mãe de Alexandre a abandonar o negócio de chocolates.
  • Aos 17 anos, Alexandre retomou os catálogos de chocolates que estavam parados na empresa dos pais.
  • Alexandre vendeu dois mil ovos de Páscoa de 50 gramas que o fornecedor não tinha em seu portfólio.
  • Dona Cleusa ajudou Alexandre a produzir os ovos de Páscoa após ele buscar fornecedores em atacados.
  • Um empréstimo do tio Valdir permitiu comprar os materiais para cumprir as encomendas de Páscoa.
  • Alexandre identificou espaço para chocolates de boa qualidade vendidos por preços acessíveis.
  • A Cacau Show alcançou mil lojas em 2010, atingindo uma meta que Alexandre havia estabelecido antes.

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Questions & Answers

Q: Como Alexandre Costa começou o negócio da Cacau Show?

Alexandre Costa retomou o negócio de chocolates aos 17 anos, utilizando catálogos que estavam parados na empresa de seus pais. Sua mãe havia desistido dessa atividade depois que um fabricante deixou de entregar ovos de Páscoa. Ao recomeçar, Alexandre vendeu dois mil ovos de 50 gramas, mas descobriu que seu novo fornecedor não tinha esse produto. Para cumprir as encomendas, procurou alternativas em atacados, encontrou Dona Cleusa e produziu os ovos na casa dela. Um empréstimo do tio Valdir financiou a compra dos materiais. Ele entregou os pedidos, pagou as pessoas que o ajudaram e obteve lucro.

Q: Como a experiência familiar influenciou a formação empreendedora de Alexandre Costa?

A formação de Alexandre Costa incluiu contato direto com vendas e com a operação de uma empresa familiar. Sua mãe trabalhava com venda de produtos porta a porta e depois reuniu outras vendedoras, criando catálogos com diferentes mercadorias. Alexandre acompanhava essas conversas desde pequeno e observava a importância de escutar as clientes. Aos 14 anos, passou a trabalhar com os pedidos de chocolates: recebia encomendas, organizava os totais, repassava as quantidades ao fabricante e cuidava do recebimento, das etiquetas e do faturamento. Essa vivência lhe deu contato com etapas concretas do negócio antes de retomar a atividade por iniciativa própria.

Q: Por que a mãe de Alexandre Costa desistiu de vender chocolates?

A mãe de Alexandre Costa desistiu de vender chocolates depois que um fabricante não entregou os ovos de Páscoa perto da data de venda. O problema afetou um canal baseado em revendedoras que recebiam encomendas das clientes. Segundo Alexandre, vender e depois não entregar era o pior cenário nesse modelo. As revendedoras prejudicadas passaram a não querer comercializar também os demais produtos do portfólio de sua mãe. Assim, a falha do fornecedor atingiu uma relação comercial mais ampla. Anos depois, Alexandre pediu os catálogos que estavam guardados e decidiu tentar novamente, acreditando que o resultado anterior poderia ser diferente em sua iniciativa.

Q: Como Alexandre resolveu a venda de ovos de Páscoa que o fornecedor não fabricava?

Alexandre havia vendido dois mil ovos de Páscoa de 50 gramas para escolas e revendedoras quando percebeu que o fabricante escolhido não oferecia aquele produto. Sem habilitação, pediu emprestado o motorista da empresa dos pais e percorreu atacados procurando quem pudesse fornecer os ovos. Durante essa busca, encontrou Dona Cleusa, que propôs comprar chocolate, formas e embalagens para produzir as encomendas na casa dela. O tio Valdir emprestou o dinheiro necessário para adquirir os materiais. Alexandre e Dona Cleusa fizeram os chocolates, e ele conseguiu entregar os pedidos. Depois, pagou o empréstimo e o trabalho dela.

Q: Qual foi o papel de Dona Cleusa e do tio Valdir no início da Cacau Show?

Dona Cleusa e o tio Valdir ajudaram Alexandre a cumprir uma encomenda que seu fornecedor não poderia atender. Ele precisava entregar dois mil ovos de Páscoa de 50 gramas já vendidos. Dona Cleusa ofereceu uma solução de produção: orientou a compra de chocolate, formas e embalagens e disponibilizou sua casa para fazer os ovos com ele. O tio Valdir, que tinha dinheiro guardado e não trabalhava na empresa familiar, concedeu um empréstimo para comprar os materiais. Com essas contribuições, Alexandre conseguiu produzir e entregar os chocolates. Após receber pelas vendas, pagou o tio e Dona Cleusa, mantendo um lucro.

Q: Que oportunidade de mercado Alexandre Costa identificou para a Cacau Show?

Alexandre identificou uma oportunidade ao comparar o preço das barras de chocolate compradas no atacado com o preço dos chocolates finos vendidos em pequenas chocolaterias. Em seu relato, os produtos artesanais tinham boa qualidade, mas custavam caro e vendiam pouco. Do outro lado, havia chocolates industrializados com preços baixos, porém com uma oferta que ele descreveu como repetitiva. Sua proposta foi oferecer chocolate de boa qualidade por um preço acessível. Para sustentar essa relação, decidiu buscar escala. Ele também afirma que, por ser muito jovem e ainda não precisar se sustentar, pôde investir nessa construção do negócio.

Q: Como Alexandre Costa relaciona sorte e empenho na trajetória empreendedora?

Alexandre relaciona a sorte ao empenho usando o encontro com Dona Cleusa como exemplo. Ele estava procurando uma solução para entregar os ovos de Páscoa que havia vendido e percorreu atacados antes de encontrá-la. Ao comentar que outras pessoas poderiam considerar esse encontro uma sorte, afirma que oportunidades desse tipo recompensam quem se empenha. Sua explicação é concreta: se não tivesse procurado em tantos lugares, não teria encontrado a pessoa que o ajudou a produzir os chocolates. O episódio associa a solução do problema à busca ativa, ao compromisso com as encomendas e à ajuda recebida durante essa procura.

Q: Quais princípios de empreendedorismo Alexandre apresenta por meio dos cinco sentidos?

Alexandre organiza sua apresentação em torno de cinco sentidos, associando cada um a uma atitude empreendedora. O olfato representa perceber oportunidades, como sua mãe fazia nos negócios. O tato corresponde a dar um toque pessoal ao trabalho e colocar a própria marca no que se faz. A visão representa manter a atenção nos objetivos. A audição está ligada à disposição para acolher e ouvir outras pessoas. Por fim, experimentar o novo aparece como uma atitude necessária mesmo quando o negócio vive um bom momento. Ele também agradece familiares, Dona Cleusa e colaboradores, destacando a participação dessas pessoas na construção de sua trajetória.

Summary & Key Takeaways

  • Alexandre Costa aprendeu sobre vendas na empresa familiar e retomou o negócio de chocolates aos 17 anos, apesar de uma experiência anterior de sua mãe com um fornecedor que não entregou os ovos de Páscoa.

  • Depois de vender dois mil ovos de Páscoa de 50 gramas indisponíveis no fornecedor, Alexandre buscou ajuda. Dona Cleusa orientou a produção, e um empréstimo do tio Valdir permitiu comprar os materiais.

  • Ao comparar chocolates artesanais caros com produtos industrializados baratos, Alexandre identificou espaço para qualidade a preços acessíveis. A descrição informa que a empresa chegou a mil lojas em 2010.


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