Luis Vabo sobre foco e crescimento da Sieve

TL;DR
Validar o produto com clientes, estruturar a entrega e manter o foco no público empresarial foram aprendizados centrais da Sieve. A empresa chegou à sua solução de inteligência de preços e sortimento após três protótipos, passou de um para 100 clientes em um ano e precisou investir em processos, sistemas, treinamento e equipe para sustentar o crescimento.
Transcript
[Música] em 2003 ah eu tava no primeiro período da faculdade e assisti uma palestra da indor na lá na PUC do Rio E aí eu falei se um dia eu for empreendedor certamente eu quero ser empreendedor emor E aí Isso foi em 2003 e eu só efetivamente fui empreender em 2011 que foi quando eu conheci meu sócio que é o salvini que é o fundador da civ nessa épo... Read More
Key Insights
- Vabo e Salvini dividiram responsabilidades: Salvini assumiu tecnologia, e Vabo, as demais áreas.
- A Sieve desenvolveu três protótipos antes de encontrar o produto que conquistou seu primeiro cliente.
- O software da Sieve coleta informações dos concorrentes para apoiar decisões de precificação.
- A Sieve passou de um para 100 clientes em um ano, com reuniões comerciais e coleta de feedback.
- O crescimento das vendas exigiu processos, sistemas, treinamento e equipe para sustentar a entrega.
- O faturamento da Sieve cresceu nove vezes de um ano para outro, segundo o relato de Luis Vabo.
- A experiência com uma solução para consumidores reforçou o foco da Sieve em fabricantes e varejistas.
- O sonho da Sieve é impactar 90% das compras, preços e produtos do comércio eletrônico, segundo Vabo.
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Questions & Answers
Q: O que faz a Sieve e qual problema do comércio eletrônico ela procura resolver?
A Sieve é uma plataforma de inteligência de preços e sortimento para o comércio eletrônico. Sua solução atende varejistas e fabricantes que precisam entender como os produtos que vendem são oferecidos pelos concorrentes. O software percorre sites de lojas virtuais e reúne informações atualizadas para apoiar a precificação e a tomada de decisão. Segundo Luis Vabo, esse acompanhamento era realizado manualmente antes da solução. A proposta da empresa é automatizar o monitoramento e ajudar seus clientes a vender mais e melhorar suas margens com informações sobre o mercado.
Q: Como Luis Vabo e Felipe Salvini combinaram suas competências para criar a Sieve?
Luis Vabo conheceu Felipe Salvini em 2011, quando começou efetivamente a empreender. Segundo a descrição, Vabo atuava como consultor em tempo parcial da incubadora da PUC Rio, enquanto Salvini buscava transformar seu trabalho de conclusão de curso em um negócio. Salvini havia desenvolvido um software de navegação da internet e tinha um perfil técnico. Vabo contribuía com a orientação para negócios. Essa complementaridade se tornou a divisão de responsabilidades da Sieve: Salvini cuidava da área de tecnologia, enquanto Vabo assumia as áreas não tecnológicas da companhia.
Q: Como a Sieve validou seu produto antes de ampliar a base de clientes?
A Sieve desenvolveu três protótipos enquanto procurava um produto que pudesse conquistar o mercado e crescer de forma escalável. Vabo apresenta essa experiência como um aprendizado sobre testar hipóteses no mercado, em vez de assumir que a primeira ferramenta seria a solução vencedora. O produto escolhido conseguiu conquistar o primeiro cliente pagante, demonstrando que alguém estava disposto a pagar pelo que a empresa construía. A partir desse ponto, os desafios passaram a incluir a definição da cobrança, do modelo de negócio e da forma de conquistar novos clientes.
Q: Como a Sieve passou de um para 100 clientes em um ano?
A Sieve ampliou sua base de um para 100 clientes em um ano por meio de contato comercial intenso e coleta de feedback para melhorar o produto. Vabo relata que a empresa era do Rio de Janeiro e que ele viajava para São Paulo para realizar reuniões. Em alguns dias, marcava oito encontros consecutivos, sem tempo para almoçar. O objetivo era obter o maior número possível de retornos do mercado, aperfeiçoar a solução e conquistar os próximos clientes. No relato, essas validações acompanharam a expansão da base atendida.
Q: Quais mudanças operacionais a Sieve precisou fazer depois de crescer em vendas?
Depois de chegar a 100 clientes, a Sieve enfrentou uma dificuldade de entrega: havia vendido muito e precisava conseguir atender a demanda conquistada. No segundo ano de operação, o desafio passou a ser escalar a forma de entregar o produto, além de ter um produto e um modelo de negócio escaláveis. Vabo destaca investimentos em processos, sistemas, treinamento e contratação de uma equipe capaz de sustentar a operação. Segundo seu relato, essa estruturação permitiu atravessar a dificuldade e manter os clientes que a empresa havia conquistado.
Q: Por que a Sieve decidiu manter o foco em fabricantes e varejistas?
A Sieve percebeu a importância do foco ao explorar uma oportunidade de oferecer ao consumidor final um software semelhante à solução empresarial que já desenvolvia. Vabo relata que o posicionamento da companhia era atender fabricantes e varejistas, mas o crescimento abriu várias possibilidades e despertou a vontade de fazer tudo. A experiência com a oferta ao consumidor mostrou que a semelhança entre os produtos não justificava dividir a atenção e os recursos. O aprendizado foi concentrar os esforços no público empresarial, onde deveriam estar as prioridades da Sieve.
Q: Como a Sieve pretende reduzir a assimetria de informações no comércio eletrônico?
A Sieve pretende reduzir a assimetria de informações ao disponibilizar a lojistas e fabricantes dados sobre preços e produtos oferecidos no comércio eletrônico. Segundo Vabo, automatizar o monitoramento permite que essas empresas tenham informações que antes eram levantadas manualmente. Ele argumenta que, com os dados disponíveis, o diferencial passa a ser o que cada empresa faz com a informação. Também associa esse processo a um melhor atendimento ao consumidor. Como ambição, apresenta o sonho de a Sieve impactar 90% das compras, dos preços e dos produtos no comércio eletrônico.
Q: Qual é a visão de Luis Vabo sobre cultura empreendedora e propósito no trabalho?
Luis Vabo quer que as pessoas que trabalham na Sieve acordem felizes para ir trabalhar e consigam conectar seus sonhos pessoais ao sonho da companhia. Ele associa essa conexão à construção de uma cultura empreendedora. Em sua visão, empreender é uma atitude de vida que envolve aplicar tempo, energia e saúde em um propósito e na busca de um sonho grande. Também inclui atuar como agente de mudança na sociedade e deixar um legado para filhos e netos. Gerar esse ambiente representa, para ele, cumprir sua missão como empreendedor.
Summary & Key Takeaways
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Luis Vabo e Felipe Salvini uniram competências de negócios e tecnologia para desenvolver a Sieve. Após três protótipos, encontraram uma solução de inteligência de preços e sortimento para o comércio eletrônico.
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A Sieve passou de um para 100 clientes em um ano. O crescimento trouxe dificuldades de entrega, levando os sócios a investir em processos, sistemas, treinamento e equipe para escalar a operação.
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A experiência com uma solução para consumidores reforçou o foco em fabricantes e varejistas. Vabo também pretende reduzir a assimetria de informações e conectar os sonhos dos funcionários aos da empresa.
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