Como validar um negócio e estruturar seu crescimento

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August 22, 2018
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Endeavor Brasil
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Como validar um negócio e estruturar seu crescimento

TL;DR

Validar um problema real e encontrar um produto capaz de gerar receita são passos centrais para crescer, como mostram as trajetórias da MaxMilhas e da Quero Educação. A MaxMilhas nasceu de uma dificuldade para comprar passagens, enquanto a Quero encontrou seu caminho após testar três produtos. A mentoria organiza os desafios do crescimento em processos e tecnologia, talentos, capital e estratégia.

Transcript

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Key Insights

  • O crescimento empresarial é apresentado em quatro frentes: processos e tecnologia, talentos, capital e estratégia.
  • A ideia da MaxMilhas surgiu após uma passagem subir de R$ 100 para R$ 500 durante uma tentativa de compra.
  • A mesma passagem manteve seu custo em milhas, levando Max a buscar outra forma de realizar a viagem.
  • A MaxMilhas conecta pessoas que desejam vender milhas a viajantes que procuram passagens mais baratas.
  • A MaxMilhas também mostra a opção da companhia aérea quando ela custa menos que a oferta da plataforma.
  • A Quero Educação desenvolveu três produtos antes de encontrar seu caminho de crescimento com o Quero Bolsa.
  • O primeiro produto da Quero atraiu interesse da comunidade, mas encontrou dificuldades para gerar receita.
  • A Quero concentrou esforços no Quero Bolsa quando ainda tinha poucos meses de caixa para operar.

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Questions & Answers

Q: Quais frentes uma empresa precisa considerar ao estruturar seu crescimento?

A mentoria organiza o crescimento em quatro frentes: processos e tecnologia, talentos, capital e estratégia. O apresentador afirma que o empreendedor de uma empresa que cresce rapidamente precisa distribuir suas atividades entre essas áreas enquanto também enfrenta demandas diárias e problemas operacionais. A conversa questiona a visão de que crescer seria uma sequência simples, na qual uma ideia recebe investimento e tudo passa a funcionar bem. No trecho fornecido, as histórias da MaxMilhas e da Quero Educação mostram como dificuldades iniciais, mudanças de produto e limitações financeiras fizeram parte dessa trajetória.

Q: Como surgiu a ideia da MaxMilhas?

A ideia surgiu quando Max Oliveira tentou comprar uma passagem para visitar a namorada. O preço era de R$ 100, mas houve um problema no pagamento e, ao repetir a compra, ele encontrou a mesma passagem por R$ 500. Max percebeu que o custo em milhas não havia mudado. Como não tinha milhas disponíveis naquele momento, pensou que algum amigo poderia ter milhas que não pretendia usar. A dificuldade de consultar individualmente os amigos levou à ideia de uma plataforma que conectasse pessoas interessadas em vender milhas a quem precisava viajar.

Q: Como funciona a comparação de passagens na MaxMilhas descrita na mentoria?

A MaxMilhas permite que pessoas ofereçam suas milhas à venda e indiquem quanto desejam receber, dentro de um limite mencionado por Max. Quem procura uma viagem pesquisa a passagem na plataforma, que compara o preço da companhia aérea com a alternativa de emissão usando milhas disponíveis. No exemplo apresentado, uma passagem de R$ 1.000 poderia ser obtida por R$ 300 com milhas e taxas. Max também afirma que, quando a companhia aérea oferece um preço menor, a plataforma mostra essa opção. A proposta declarada é ajudar a pessoa a realizar a viagem.

Q: A MaxMilhas nasceu como um projeto com ambição de grande escala?

Segundo Max Oliveira, a MaxMilhas começou como um projeto paralelo, tratado inicialmente como um hobby. Ele trabalhava em grandes empresas, era formado em engenharia de produção e atuava com processos produtivos dentro de fábrica. Ao conversar com os primeiros sócios, disse que não queria deixar o emprego, pois gostava do trabalho e considerava ter uma missão ali. Sua expectativa inicial era vender uma ou duas passagens por dia e ajudar pessoas a viajar. Na conversa, ele contrasta essa expectativa com o negócio que já havia vendido mais de 1,5 milhão de passagens.

Q: Por que a Quero Educação mudou de produto antes de crescer?

A Quero Educação mudou de produto porque as primeiras propostas não conseguiram combinar geração de receita e possibilidade de expansão comercial. O primeiro produto buscava aproximar a comunidade de ex-alunos das faculdades e produzir informações que ajudassem as instituições em marketing. Bernardo relata que houve interesse do lado da comunidade, mas dificuldades para monetizar a proposta. A empresa então passou a compreender melhor os problemas das faculdades e desenvolveu um segundo produto ligado à captação de alunos. Embora começasse a gerar receita, ele também apresentou dificuldades de escala comercial, antecedendo o Quero Bolsa.

Q: Como a Quero Educação financiou a busca por um produto viável?

Bernardo relata que a empresa recebeu R$ 100 mil de um apoio a fundo perdido da Finep Prime, recurso que permitiu sustentar o trabalho por quase um ano e meio. Depois que esse dinheiro acabou, os empreendedores conseguiram uma rodada de investimento anjo, cuja captação levou quase um ano. Segundo seu relato, os recursos dessa rodada foram consumidos principalmente na busca por um produto que funcionasse no mercado. A empresa abandonou a proposta que acreditava ser promissora quando captou o investimento e concentrou esforços no Quero Bolsa quando restavam poucos meses de caixa.

Q: O que mudou quando a Quero Educação passou a focar no Quero Bolsa?

O Quero Bolsa foi o terceiro produto desenvolvido na trajetória relatada por Bernardo. Após testar propostas anteriores, a empresa concentrou seus esforços nele e encontrou um caminho para tornar a operação lucrativa. Bernardo descreve uma estrutura inicial pequena, formada por sócios e estagiários, e afirma que R$ 30 mil eram suficientes para pagar toda a empresa naquele momento, incluindo os salários dos sócios. O relato associa a mudança ao encontro de um produto adequado ao mercado e ao início da expansão. Na apresentação, ele informa que a empresa já havia matriculado mais de 400 mil alunos.

Q: Como o Quero Bolsa conecta alunos e instituições de ensino?

O Quero Bolsa reúne faculdades e alunos em uma plataforma que ajuda pessoas a encontrar uma opção de ensino superior. Segundo Bernardo, o aluno escolhe o curso que deseja estudar e informa quanto pode pagar. A empresa auxilia no processo de matrícula e na obtenção de um desconto. Na conversa, ele menciona parcerias com mais de 1.300 faculdades e mais de 400 mil alunos matriculados pelo produto. Também relata que a empresa estava começando a atuar no pagamento das mensalidades. A proposta apresentada é facilitar o encontro entre a oferta das instituições e as necessidades dos estudantes.

Summary & Key Takeaways

  • A mentoria apresenta quatro frentes do crescimento: processos e tecnologia, talentos, capital e estratégia. As histórias dos convidados mostram dificuldades e mudanças anteriores à expansão dos negócios.

  • A MaxMilhas surgiu quando Max Oliveira percebeu que uma passagem encareceu em dinheiro, mas manteve o custo em milhas. A plataforma conecta vendedores de milhas a viajantes e compara preços de passagens.

  • A Quero Educação testou três produtos antes de concentrar esforços no Quero Bolsa. Após dificuldades de monetização e escala comercial, encontrou um caminho para gerar receita e conectar alunos a faculdades.


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