Como institucionalizar o ensino de empreendedorismo

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May 9, 2017
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Endeavor Brasil
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Como institucionalizar o ensino de empreendedorismo

TL;DR

Institucionalizar o ensino de empreendedorismo exige conectar iniciativas existentes, demonstrar resultados com estudantes e envolver as lideranças na estratégia da instituição. A experiência da UNIFEI mostra um caminho iniciado na sala de aula, enquanto a UNISINOS partiu de um diagnóstico de atividades já existentes para identificar lacunas e fortalecer conexões entre ensino, incubadora, parque tecnológico e empreendedorismo social.

Transcript

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Key Insights

  • O envolvimento das lideranças é fundamental para integrar o empreendedorismo à estratégia institucional.
  • A experiência da UNIFEI começou na sala de aula e cresceu com resultados obtidos junto aos estudantes.
  • Estágios em pequenas empresas integraram as primeiras ações de empreendedorismo relatadas pela UNIFEI.
  • O reconhecimento externo ajudou o trabalho da UNIFEI a ganhar visibilidade dentro da universidade.
  • Competências empreendedoras podem ser desenvolvidas em disciplinas de cálculo, física e engenharia.
  • A UNIFEI institucionalizou o empreendedorismo em 2010, com uma direção ligada diretamente à reitoria.
  • O diagnóstico da UNISINOS identificou cerca de 30 professores envolvidos com temas de empreendedorismo.
  • A UNISINOS identificou lacunas nas conexões entre ensino, incubadora e ações de empreendedorismo social.

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Questions & Answers

Q: Como começar a institucionalizar o ensino de empreendedorismo a partir da sala de aula?

A experiência relatada por Fábio Fowler na UNIFEI começou com os recursos disponíveis ao professor, principalmente sua sala de aula e seus estudantes. As primeiras atividades incluíram estágios em pequenas empresas e disciplinas voltadas ao estímulo do comportamento empreendedor. Sua orientação é começar pelas atividades que estão ao alcance do docente e produzir resultados com os alunos. No caso apresentado, esses resultados ampliaram gradualmente o alcance do trabalho e ajudaram a envolver outros professores. O percurso foi descrito como um movimento de baixo para cima, que posteriormente chegou à institucionalização.

Q: Qual é o papel das lideranças na institucionalização da educação empreendedora?

O envolvimento das lideranças é apresentado como fundamental para que o empreendedorismo faça parte da estratégia da instituição de ensino. O painel aborda a dificuldade de levar iniciativas dispersas ao nível das lideranças e transformá-las em um programa transversal. Na UNIFEI, a institucionalização incluiu uma direção de empreendedorismo ligada diretamente à reitoria. Na UNISINOS, o reitor atribuiu a professores a missão de atuar como decanos e identificar projetos estratégicos para suas áreas. Esses relatos mostram como o apoio institucional pode dar espaço ao empreendedorismo na organização universitária.

Q: Como desenvolver competências empreendedoras em diferentes disciplinas universitárias?

A proposta apresentada por Fábio Fowler é desenvolver competências empreendedoras por meio de diferentes disciplinas, sem depender exclusivamente de uma disciplina específica de empreendedorismo. Ele relata a participação de professores de cálculo, física e engenharia nesse trabalho na UNIFEI. A intenção é que o ensino também desenvolva competências dos estudantes, além de transmitir conhecimentos. Essa abordagem foi associada a um curso de administração com habilitação em empreendedorismo e ao uso transversal da educação empreendedora. Segundo o relato, a entrada de professores de outras áreas ajudou a ampliar o trabalho dentro da universidade.

Q: Como o reconhecimento externo ajudou a educação empreendedora na UNIFEI?

Fábio Fowler relata que a conquista de um prêmio do Sebrae foi importante para tornar o trabalho de educação empreendedora mais visível dentro da UNIFEI. Ele menciona a repercussão em veículos como a Globo e em jornal, além do interesse despertado por essa exposição. Em sua experiência, o reconhecimento de fora ajudou pessoas da própria instituição a perceberem o que estava sendo implementado. Esse episódio integra uma trajetória em que atividades com estudantes produziram resultados e ganharam alcance progressivamente. O reconhecimento externo aparece, assim, como um apoio à expansão interna das iniciativas.

Q: Como identificar iniciativas de empreendedorismo que precisam ser conectadas na universidade?

O relato de Yeda Swirski de Souza na UNISINOS apresenta um diagnóstico construído por meio de conversas com colegas, reitoria e pessoas de dentro e de fora da comunidade universitária. Em 2012, ela encontrou atividades acadêmicas de empreendedorismo, cerca de 30 professores envolvidos com temas relacionados, uma incubadora e um parque tecnológico. Também havia iniciativas de empreendedorismo social. O problema identificado estava especialmente nas conexões entre essas atividades, que existiam de maneira um pouco dispersa. Fortalecer o que já era realizado e preencher essas lacunas foi apresentado como um projeto estratégico para a área de gestão e negócios.

Q: Como o contexto econômico regional se relaciona com o empreendedorismo na UNISINOS?

Yeda Swirski de Souza situa a atuação da UNISINOS em uma região historicamente ligada à manufatura, incluindo calçados e metalmecânica. Segundo seu relato, essas atividades já não exerciam as mesmas funções econômicas e de emprego que haviam desempenhado anteriormente. Empresários locais perceberam a necessidade de reconverter a matriz econômica, e a universidade colaborava com municípios do entorno nesse processo. Nesse contexto, foi instalado um parque tecnológico com participação da Prefeitura de São Leopoldo, da UNISINOS e de empresários da região. O fortalecimento do empreendedorismo universitário foi discutido em relação a esse ambiente de transformação regional.

Q: Quais caminhos de institucionalização do empreendedorismo aparecem no painel?

O painel apresenta experiências com pontos de partida diferentes. Fábio Fowler caracteriza o percurso da UNIFEI como um movimento de baixo para cima, iniciado por um professor com seus estudantes e ampliado pelos resultados das atividades. Yeda Swirski de Souza descreve sua experiência na UNISINOS como um movimento do meio para os lados, pois encontrou iniciativas já existentes e buscou fortalecer suas conexões. Getúlio Stefanello apresenta o contexto dos institutos federais, cuja lei de criação cita o empreendedorismo. A discussão reúne essas situações para abordar a passagem de iniciativas para uma atuação institucional.

Q: Quais desafios dificultam transformar ações isoladas em um programa institucional de empreendedorismo?

A abertura do painel destaca a dificuldade de levar a discussão sobre empreendedorismo às lideranças de uma instituição de ensino superior e transformar iniciativas dispersas em uma estratégia transversal. O relato da UNISINOS acrescenta um desafio concreto: atividades de ensino, incubadora e empreendedorismo social já existiam, mas apresentavam lacunas em suas conexões. A experiência da UNIFEI mostra que a ampliação do trabalho aconteceu gradualmente, a partir dos resultados com estudantes e do envolvimento de outros professores. Os casos apresentados apontam para a necessidade de apoio das lideranças e articulação entre atividades já desenvolvidas.

Summary & Key Takeaways

  • Na UNIFEI, o trabalho começou com estudantes, estágios em pequenas empresas e estímulo ao comportamento empreendedor. Os resultados ajudaram a ampliar as iniciativas até a institucionalização em 2010.

  • A proposta apresentada pela UNIFEI integra competências empreendedoras a diferentes disciplinas. Professores de cálculo, física e engenharia participam desse desenvolvimento, além da transmissão de conhecimento.

  • Na UNISINOS, o diagnóstico de 2012 identificou professores, incubadora, parque tecnológico e ações de empreendedorismo social. O desafio apresentado foi preencher lacunas nas conexões entre essas iniciativas.


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