Como a Solidarium conecta artesãos ao mercado?

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April 17, 2014
by
Endeavor Brasil
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Como a Solidarium conecta artesãos ao mercado?

TL;DR

A Solidarium conecta artesãos ao mercado por meio de um negócio social que combina impacto, vendas e sustentabilidade financeira. Após quase falir com uma loja, dispersar esforços e trabalhar com grandes varejistas, a empresa criou uma plataforma online na qual artesãos podem se cadastrar e começar a vender em menos de cinco minutos.

Transcript

[Música] [Risadas] se o negócio não der certo a gente vai frustrar muita gente então pra gente sucesso é uma condição sinequanon o negócio ele tem que dar certo quando você tem uma causa envolvida acho que a pressão é muito maior e a gente sente isso no dia a dia [Música] [Música] um dos grandes problemas que me que me deixam muito inquieto e e que... Read More

Key Insights

  • O empreendedorismo social combina mecanismos de mercado, finalidade lucrativa e objetivos de transformação social.
  • Dois milhões dos 8,5 milhões de artesãos brasileiros mencionados vivem abaixo da linha da pobreza.
  • A falta de conhecimento sobre vendas impede que muitos artesãos transformem bons produtos em renda sustentável.
  • A primeira loja da Solidarium foi aberta em um shopping sem experiência prévia e quase levou o negócio à falência.
  • A tentativa de vender por vários canais ao mesmo tempo mostrou que a ausência de foco dificulta alcançar resultados.
  • A parceria com o Walmart começou com duas malas de mercadorias e terminou com 32 produtos aprovados pela rede.
  • A Solidarium.net permite que qualquer artesão brasileiro se cadastre e comece a vender em menos de cinco minutos.
  • O lucro mantém a organização ativa e indica que mais artesãos estão sendo incluídos e beneficiados pelo negócio.

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Questions & Answers

Q: O que é empreendedorismo social segundo a experiência da Solidarium?

Empreendedorismo social é um modelo de negócio que une finalidade lucrativa e benefício para a sociedade. Diferentemente de uma organização que depende apenas de recursos externos, a empresa utiliza mecanismos de mercado para sustentar uma missão transformadora, como reduzir a desigualdade. Na experiência da Solidarium, isso significa criar canais para que artesãos vendam seus produtos e melhorem sua renda. A preocupação social não elimina a necessidade de resultados, gestão, profissionalização, lucro e caixa, pois a organização precisa permanecer ativa para ampliar seu impacto.

Q: Qual problema social motivou a criação da Solidarium?

A Solidarium nasceu da inquietação com a desigualdade e da constatação de que milhares de artesãos tinham produtos atraentes e preços competitivos, mas não sabiam como vendê-los. O relato informa que o Brasil possuía 8,5 milhões de artesãos e que 2 milhões viviam abaixo da linha da pobreza. Para esses trabalhadores, o grande desafio era chegar ao mercado. A empresa passou a tratar essa dificuldade comercial como uma oportunidade de negócio social, conectando a produção artesanal a consumidores e buscando gerar renda de maneira sustentável.

Q: Quais erros marcaram o início da Solidarium?

O primeiro grande erro foi abrir uma loja em shopping sem experiência suficiente, iniciativa que quase levou a Solidarium à falência. Depois, a equipe reagiu à falta de resultados ampliando excessivamente sua atuação: abriu representação comercial, vendeu por catálogo e por site e participou de diversas feiras de artesanato. Essa dispersão também fracassou, porque o negócio não tinha foco. No final de 2008, a equipe decidiu parar, estudar estratégias capazes de gerar escala e observar organizações que já haviam construído ampla presença no mercado brasileiro.

Q: Como surgiu a parceria entre a Solidarium e o Walmart?

Após estudar caminhos para ganhar escala, a Solidarium percebeu que as redes varejistas já possuíam uma estrutura de alcance muito maior no Brasil. Em vez de duplicar esse esforço, a empresa propôs usar a operação do varejo para gerar impacto por meio da atividade central do Walmart. Na reunião, Tiago Dalvi levou duas malas cheias de mercadorias e colocou os itens sobre a mesa. Ao final, 32 produtos haviam sido aprovados, quantidade descrita como superior à obtida por muitas empresas grandes junto à rede.

Q: Por que a Solidarium deixou de depender apenas das redes varejistas?

Entre 2008 e 2011, a Solidarium concentrou sua atuação nas redes varejistas, mas não alcançou a escala desejada. A descrição também relata que, nesse caminho, os produtos ficaram caros e a margem destinada aos artesãos tornou-se baixa. Em 2011, a equipe começou a buscar uma mudança de modelo e chegou à Solidarium.net. A nova proposta combinava um ambiente virtual com a rede que já havia sido construída fora da internet, permitindo uma relação mais direta com artesãos e consumidores e aumentando as possibilidades de participação.

Q: Como funciona a plataforma Solidarium.net para os artesãos?

A Solidarium.net é apresentada como um ambiente virtual aberto a qualquer artesão do Brasil. O participante pode entrar, fazer seu cadastro e começar a vender em menos de cinco minutos. A plataforma aproveita a rede de relacionamentos que a Solidarium havia construído durante sua atuação fora da internet e a combina com um canal online. Esse formato também elevou o nível de interação da empresa com artesãos e consumidores, algo que não existia na mesma intensidade nos modelos anteriores baseados em loja, feiras e redes varejistas.

Q: O que a Solidarium aprendeu ao desenvolver sua plataforma online?

A equipe passou de dezembro de 2011 até junho desenvolvendo a plataforma e colocou o sistema diante de vários artesãos para que eles o utilizassem antes do lançamento. Mesmo com esses testes, a experiência real mostrou problemas e necessidades que a preparação não havia revelado. Como a empresa não tinha experiência anterior com a web e estava acostumada ao ritmo mais lento do ambiente offline, precisou mudar novamente depois de lançar. O aprendizado central foi que a prática produz informações diferentes da teoria e exige ajustes contínuos no produto.

Q: Por que lucro e gestão são importantes em um negócio social?

A causa social, sozinha, não garante que uma organização consiga operar no médio e no longo prazo. Segundo o relato, o empreendedor social deve buscar resultados, gestão profissional, um modelo de negócio viável, lucro e sobra de caixa, assim como outros empreendedores. Se a intenção é resolver um problema, a organização precisa continuar viva para atender mais pessoas. Na Solidarium, o lucro é interpretado positivamente porque mostra que a operação está funcionando, que mais artesãos estão sendo incluídos e que o impacto social está aumentando.

Summary & Key Takeaways

  • A Solidarium surgiu ao perceber que milhares de artesãos tinham produtos competitivos, mas não sabiam vendê-los. Seu propósito tornou-se reduzir essa barreira comercial por meio de um negócio lucrativo e socialmente transformador.

  • A trajetória incluiu uma loja em shopping que quase faliu, vendas por catálogo, site e feiras, além de uma parceria com o Walmart. Os erros mostraram que testar rapidamente ajuda, mas a falta de foco impede o avanço.

  • A Solidarium.net reuniu a rede construída fora da internet em uma plataforma aberta a artesãos de todo o Brasil. Nos primeiros 30 dias, o negócio cresceu três vezes mais em comparação com os cinco anos anteriores.


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