Como mulheres lideram empresas e conciliam papéis?

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September 5, 2014
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Endeavor Brasil
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Como mulheres lideram empresas e conciliam papéis?

TL;DR

Liderar exige transformar ideias em ação, desenvolver pessoas e combinar resultados com valores. Janete Vaz, Adriana Machado e Rosangela Lyra relatam experiências no Sabin, na GE e na Dior, destacando formação empreendedora, colaboração por influência e obstáculos na preparação profissional das mulheres. A conciliação entre carreira e família aparece ligada a escolhas de tempo, organização e dedicação integral nos momentos disponíveis.

Transcript

um bom laboratório save nós temos 28 anos vai começou eu e Sandra um coletor uma recepcionista e uma faxineira que ia sábado então literalmente nós colocamos a mão na massa né em tudo hoje nós estamos com quase 1.700 colaboradores com projeto expansão já saímos de Brasília estamos com 107 unidades tendemos uma média de sete mil clientes por dia e t... Read More

Key Insights

  • O Sabin passou de uma equipe inicial pequena para quase 1.700 colaboradores, segundo Janete Vaz.
  • Janete associa a produtividade à felicidade das pessoas e incentiva que elas realizem seus sonhos.
  • A formação de líderes na GE inclui empreendedorismo e preparação para desafios de maior responsabilidade.
  • A avaliação anual na GE combina metas pactuadas com o superior e valores considerados pela companhia.
  • Adriana descreve a colaboração por inspiração e influência como necessária à estrutura matricial da GE.
  • Janete relata lacunas na preparação feminina em finanças, investimentos e empreendedorismo.
  • Rosangela reconhece que considerava homens mais competentes e relata ter revisto essa percepção.
  • Rosangela associa a conciliação entre carreira e filhos a escolhas de tempo e atenção integral.

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Questions & Answers

Q: Como Janete Vaz relaciona sonhos, valores e crescimento do Sabin?

Janete Vaz apresenta o sonho como ponto de partida de sua trajetória empresarial e incentiva as pessoas a tirar seus projetos da gaveta. Ela relata que o Sabin começou com ela, Sandra, um coletor, uma recepcionista e uma faxineira que trabalhava aos sábados. No momento do relato, a empresa tinha quase 1.700 colaboradores, 107 unidades e atendia, em média, sete mil clientes por dia. Janete também associa produtividade à felicidade das pessoas e explica que aplica no trabalho valores aprendidos com os pais, como cumprir a palavra e compartilhar com os vizinhos.

Q: Quais valores familiares Janete Vaz aplica à liderança empresarial?

Janete Vaz conta que nasceu em uma fazenda e viveu ali até os 11 anos. Segundo seu relato, aprendeu a fazer negócios observando o pai no alpendre da casa e levou esses ensinamentos para sua atuação empresarial. Entre os valores mencionados estão a importância da palavra dada e o cuidado na escolha da semente antes de plantar, para obter bons frutos. Com a mãe, aprendeu responsabilidade social por meio do compartilhamento de alimentos com os vizinhos. Ela apresenta essas práticas simples como referências que aplica e ensina no cotidiano.

Q: Como a GE prepara seus profissionais para exercer liderança?

Adriana Machado afirma que, na GE, o profissional é considerado e preparado como líder desde sua entrada na empresa. Ela descreve uma universidade corporativa que atualiza conteúdos para diferentes níveis executivos e se reinventa conforme as características de liderança desejadas pela companhia. No relato, a reflexão iniciada em 2010 colocou o empreendedorismo entre as principais características do líder do século 21. A reformulação envolveu conteúdos, ambiente e experiência de formação. Adriana também menciona sua participação em uma experiência de três semanas, associando essa preparação ao aprendizado contínuo e à capacidade de transformar ideias em ação.

Q: Por que a liderança por influência é relevante na estrutura da GE?

Adriana Machado descreve a GE como uma organização de estrutura matricial, na qual trabalhar exige atravessar diferentes barreiras de comando. Nesse contexto, ela afirma que a lógica de comando e controle perdeu espaço e que o líder precisa aprender outras formas de influenciar. A colaboração deve ser construída por inspiração, motivação, planejamento e pelos resultados que a equipe precisa alcançar. Sua explicação destaca que invocar a posição de chefe para exigir uma tarefa não basta. A formação executiva apresentada por ela procura desenvolver essa capacidade de coordenação e atuação em uma organização complexa.

Q: Como a GE combina resultados e valores na avaliação de desempenho?

Segundo Adriana Machado, a avaliação de desempenho na GE considera tanto as metas combinadas com o superior direto quanto os valores que a companhia considera importantes para indivíduos, equipes e empresa. O profissional conhece esses valores ao ingressar na organização e é avaliado por eles no processo anual. Assim, o desempenho não se resume ao resultado prático pactuado na área de negócio. A avaliação também contempla a maneira como a pessoa atua em relação aos valores apresentados. Adriana relaciona esse processo à preparação contínua para cargos maiores e mais desafiadores e à presença de uma atitude empreendedora entre os líderes.

Q: Quais dificuldades de formação profissional das mulheres Janete Vaz identifica?

Janete Vaz identifica dificuldades na formação de base das mulheres, especialmente pela ausência de conversas sobre finanças, investimentos e empreendedorismo. Em sua leitura geracional, mulheres acima de 50 anos foram criadas com maior orientação para o casamento e tiveram poucas referências femininas de liderança. Ela considera que aquelas entre 35 e 50 anos encontraram mais apoio das mães para a carreira. Também relata a fala de uma mulher mais jovem cuja mãe enfatizava apenas trabalho e estudo. Janete apresenta essas diferenças como parte dos obstáculos à trajetória profissional e afirma valorizar o equilíbrio.

Q: Como Rosangela Lyra mudou sua percepção sobre mulheres em cargos de liderança?

Rosangela Lyra reconhece que tinha uma visão que ela própria considera machista: preferia profissionais homens e acreditava que eles eram mais competentes. Ela relaciona essa percepção à ideia de que homens dispunham de mais tempo para estudar e se dedicar, enquanto mulheres dividiam seu tempo entre trabalho, casa e filhos. Na estrutura administrativa da empresa, também buscava homens para cargos de direção. Com o passar do tempo, relata ter observado mulheres mais dedicadas, capazes de conciliar responsabilidades e mais organizadas em determinadas situações. Essas experiências a levaram a rever sua avaliação anterior.

Q: Como Rosangela Lyra relata conciliar carreira e dedicação aos filhos?

Rosangela Lyra explica sua conciliação entre trabalho e filhos a partir de escolhas sobre o uso do tempo. Ela relata que sua mãe a incentivava a deixar o emprego para dar atenção integral às crianças, mas entendia que conseguia se dedicar plenamente a elas quando estava presente. Em sua comparação pessoal, algumas amigas que não trabalhavam também ocupavam o dia com atividades sociais e cuidados pessoais. Rosangela afirma que abriu mão de certas atividades e menciona que fazia 12 anos que não assistia à televisão, por considerar que ela consumia muito de seu tempo.

Summary & Key Takeaways

  • Janete Vaz relata o crescimento do Sabin desde uma equipe inicial pequena até quase 1.700 colaboradores e 107 unidades. Ela associa sua trajetória a sonhos, valores familiares e felicidade das pessoas.

  • Adriana Machado apresenta a formação de líderes na GE, com empreendedorismo, aprendizado contínuo e colaboração. A avaliação combina metas acordadas com o superior e valores considerados pela companhia.

  • Rosangela Lyra aborda a trajetória da Dior no Brasil e revê sua preferência anterior por homens em cargos de direção. Ao falar de carreira e filhos, destaca escolhas de tempo e atenção integral à família.


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