Como os fundadores do Spoleto aprenderam a empreender?

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April 11, 2012
by
Endeavor Brasil
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Como os fundadores do Spoleto aprenderam a empreender?

TL;DR

Crescer sem planejamento comprometeu os restaurantes de Eduardo Ourivio e Mário Chady: os custos administrativos e financeiros consumiam o resultado das operações e apertavam o caixa. A experiência iniciada com o Guilhermina ensinou à dupla os riscos de contratar mal e abrir negócios sem sinergia. Nesse cenário, o projeto Spoleto representava o sonho de construir uma empresa maior, enquanto Mário começava a explorar o modelo de franquias.

Transcript

[Música] T bom gente quem era para começar Eduardo mase tá demorando então começo é porque falaram tanto em banheiro antes né cara que eu fiquei pô V banheiro achava que era depois bom vamos voltar para cá olha eles acharam que tava ruim né o Mário pintou o cabelo de preto lá e eu continuei careca alguma coisa tá errada nesse negócio aqui né bom va... Read More

Key Insights

  • Eduardo e Mário eram amigos desde os 15 anos, antes de iniciarem juntos a trajetória em restaurantes.
  • O Guilhermina abriu no Leblon em 1992, após a dupla comprar um ponto que já frequentava.
  • A obra do primeiro restaurante atrasou, e o cronograma físico e financeiro saiu do previsto.
  • Alexandre apresentou propostas de cardápio após ser procurado como alternativa para chefiar a cozinha.
  • A abertura atraiu mais de 300 pessoas a um restaurante com capacidade para 120, expondo falhas operacionais.
  • A expansão ocorreu por oportunidades, sem planejamento e com contratações consideradas equivocadas.
  • Os custos administrativos e financeiros consumiam o resultado das operações dos restaurantes.
  • O projeto Spoleto já existia, mas faltavam tempo e dinheiro para a dupla colocá-lo em prática.

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Questions & Answers

Q: Como Eduardo Ourivio e Mário Chady começaram a empreender juntos em restaurantes?

Eduardo Ourivio e Mário Chady eram amigos desde os 15 anos. Eduardo estudou hotelaria na Suíça e, ao voltar ao Brasil, trabalhou na área de alimentos e bebidas do Hotel Intercontinental. Seu desejo de ter um negócio próprio levou ao convite para que Mário abrisse um restaurante com ele. Mário inicialmente recusou, mas retomou a proposta depois de vender um negócio que possuía. Os dois passaram a procurar pontos na zona sul do Rio de Janeiro e compraram um restaurante que já frequentavam. A experiência resultou na abertura do Guilhermina, no Leblon, em 1992.

Q: Como os fundadores do Spoleto escolheram o ponto do primeiro restaurante?

Eduardo e Mário procuraram um ponto percorrendo a zona sul carioca e perguntando diretamente aos responsáveis pelos estabelecimentos se desejavam vender. Depois de várias abordagens sem resultado, chegaram a um restaurante que conheciam e pediram ao manobrista que chamasse a proprietária. Ela questionou quem havia dito que seu restaurante estava à venda. A dupla respondeu que não sabia se ela queria vender, mas tinha interesse em comprar. Segundo Mário, a proprietária trouxe o marido no dia seguinte e o negócio foi fechado. Eles ainda desenvolveriam o conceito do restaurante depois da aquisição.

Q: Quais dificuldades surgiram na obra e na preparação do Guilhermina?

A preparação do Guilhermina enfrentou dificuldades de projeto, obra e contratação da cozinha. Enquanto Eduardo viajava a trabalho pela Europa, Mário buscou referências em restaurantes do Rio de Janeiro para encontrar uma arquiteta. Segundo seu relato, a profissional escolhida tinha qualidade visual, mas apresentava dificuldades de detalhamento, assunto que os próprios sócios também desconheciam. A obra atrasou e o cronograma físico e financeiro saiu do previsto. Além disso, o chefe de cozinha esperado permaneceu no Intercontinental. A dupla precisou procurar outro profissional quando a abertura já estava próxima, aumentando a pressão sobre a preparação.

Q: Como Alexandre foi contratado para comandar a cozinha do Guilhermina?

Alexandre surgiu como alternativa depois que o chefe de cozinha previsto decidiu permanecer no Intercontinental. O sogro de Mário indicou o profissional, que havia trabalhado em seu hotel. Sem conseguir resposta por telefone e carta, Eduardo e Mário foram procurá-lo pessoalmente no subúrbio carioca. A aparência inicial de Alexandre preocupou a dupla, mas a organização de sua casa e os registros de sua experiência profissional mudaram essa impressão. Ele havia trabalhado durante anos com o chefe francês Laurent. No dia seguinte, apareceu bem apresentado e com propostas de cardápio, demonstrando preparo para assumir a função.

Q: Por que a abertura do Guilhermina teve tantos problemas operacionais?

A abertura do Guilhermina recebeu mais de 300 pessoas, embora o restaurante comportasse 120. A procura veio acompanhada de filas, clientes saindo sem pagar, amigos insatisfeitos e demora no atendimento. Uma caixa de gordura entupiu, e Mário relatou ter usado um extintor para desobstruí-la depois de encontrar a área da copa alagada. Eduardo permaneceu intensamente envolvido na cozinha nos primeiros meses. O relato também compara o preparo do carpaccio, que deveria ser rápido com os ingredientes prontos, à espera de quase uma hora no restaurante. A abertura expôs dificuldades para atender a demanda recebida.

Q: Por que a expansão dos restaurantes de Eduardo e Mário pressionou o caixa?

A expansão ocorreu de forma desordenada, motivada por oportunidades e sem planejamento. Eduardo e Mário abriram diferentes restaurantes e também atuaram com buffet, mas reconheceram que os negócios não tinham sinergia. As contratações foram descritas como equivocadas, e a empresa de apoio, chamada Retaguarda, tornou-se administrativamente pesada. Segundo o relato, as operações apresentavam resultados satisfatórios quando vistas isoladamente, porém os custos administrativos e financeiros consumiam esses resultados. Não sobravam recursos para pagar os investimentos. A consequência foi um caixa apertado, operações estranguladas e uma rotina de decisões sobre quais contas poderiam ser pagas.

Q: O que os fundadores do Spoleto aprenderam com os primeiros restaurantes?

Eduardo e Mário descrevem o período dos primeiros restaurantes como seu grande MBA, porque aprenderam tanto o que fazer quanto o que evitar na construção de uma empresa. Entre os problemas reconhecidos estavam crescer sem planejamento, contratar de forma equivocada e reunir atividades sem sinergia. A experiência também mostrou que o desempenho operacional precisava ser avaliado junto com os custos administrativos e financeiros. Mesmo quando os restaurantes funcionavam bem operacionalmente, esses custos eliminavam o resultado disponível para os investimentos. O aprendizado relatado veio das dificuldades concretas de administrar a expansão e sustentar financeiramente o conjunto dos negócios.

Q: Como o projeto Spoleto e o interesse por franquias apareceram nessa trajetória?

O Spoleto já existia como projeto enquanto Eduardo e Mário enfrentavam dificuldades nos restaurantes. A dupla o descreve como o sonho de construir uma empresa maior, mas afirma que ainda não havia conseguido colocá-lo em prática por falta de tempo e dinheiro. Nesse contexto de aperto financeiro, Mário recebeu um material anunciando um seminário de franquias e decidiu participar. O encontro ocorreu no escritório de advocacia Dannemann, no Rio de Janeiro. Ao sair, encontrou um anúncio de uma feira de franquias no Intercontinental. O trecho fornecido termina nesse momento, sem detalhar os passos seguintes da implantação do Spoleto.

Summary & Key Takeaways

  • Amigos desde a adolescência, Eduardo e Mário abriram o Guilhermina no Leblon em 1992. A formação de Eduardo em hotelaria e sua experiência no Intercontinental antecederam a decisão de ter um restaurante.

  • A abertura do Guilhermina reuniu mais de 300 pessoas em uma casa com capacidade para 120. A procura expôs problemas na cozinha, demora nos pedidos, dificuldades de cobrança e uma caixa de gordura entupida.

  • A expansão reuniu restaurantes e buffet sem planejamento ou sinergia. Os custos da retaguarda e financeiros consumiam os resultados, enquanto o sonho do Spoleto e o interesse por franquias ganhavam espaço.


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