Ben Gleason sobre narrativa e captação de capital

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May 24, 2023
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Endeavor Brasil
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Ben Gleason sobre narrativa e captação de capital

TL;DR

Uma narrativa clara ajuda o empreendedor a despertar interesse de investidores e engajar sua equipe, mas precisa ser acompanhada de construção e teste do negócio. Ben Gleason relata que o Guiabolso começou com recursos próprios, entrevistas sobre finanças pessoais e uma planilha, recorrendo a apoio técnico antes de formar uma equipe própria, sem tratar a terceirização como substituta da responsabilidade pelo produto.

Transcript

então pode ser alguém que não tenho super histórico já é de mercado mas quando eles me contam falam Nossa parecia interessante Me conta mais né e outras vezes né alguém que é apaixonado talvez pela ideia mas se perde um pouco na narrativa eu fico Putz eu vejo que você tá apaixonado mas eu não entendi é isso isso não é bom né então acho que tem um l... Read More

Key Insights

  • Uma narrativa clara pode despertar interesse de investidores mesmo sem um grande histórico de mercado.
  • A paixão pela ideia não basta quando o investidor termina a apresentação sem entender o negócio.
  • Testar e refazer a narrativa ajuda o fundador a esclarecer a ideia para si e para outras pessoas.
  • A construção da narrativa beneficia tanto a comunicação com investidores quanto o engajamento do time.
  • Gleason considera importante ter um fundador técnico quando a empresa depende muito de tecnologia.
  • O Guiabolso começou com recursos próprios para construir o negócio e preservar espaço para mudanças.
  • Os fundadores buscaram apoio técnico para avaliar candidatos antes de consolidar uma equipe própria.
  • O Guiabolso começou com entrevistas sobre finanças pessoais e uma planilha antes do desenvolvimento.

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Questions & Answers

Q: Como construir uma narrativa que desperte o interesse de investidores?

Construir uma narrativa que desperte interesse exige tornar a ideia compreensível e testar se outras pessoas conseguem acompanhá-la. Ben Gleason relata que alguém sem um grande histórico de mercado pode apresentar uma história que provoque vontade de saber mais. Também observa que um empreendedor apaixonado pode perder esse interesse quando sua explicação fica confusa. Sua orientação é testar a narrativa, refazê-la quando não fizer sentido e continuar praticando até que esteja clara na cabeça do fundador. Esse processo ajuda a comunicar o negócio para fora.

Q: Por que a paixão do fundador não basta para convencer um investidor?

A paixão do fundador não basta porque o investidor precisa entender o que está sendo apresentado. Ben Gleason descreve situações em que percebe o entusiasmo do empreendedor, mas não compreende a ideia por causa da narrativa. Para ele, esse resultado é ruim, mesmo quando a pessoa demonstra envolvimento com o negócio. A construção da história precisa garantir clareza, e o fundador deve testar sua explicação e ajustá-la quando necessário. Gleason também ressalta que uma ideia pode parecer clara para quem a apresenta e continuar pouco clara para quem a escuta.

Q: Como o trabalho de narrativa pode ajudar a própria equipe da empresa?

O trabalho de narrativa pode ajudar a engajar a equipe ao tornar mais clara a explicação do negócio. Ben Gleason afirma que os benefícios desse processo vão além da conversa com investidores e alcançam o time. Ele relaciona a construção da narrativa à necessidade de o próprio fundador compreender melhor sua ideia: aquilo que parece claro em sua cabeça pode ainda não estar suficientemente organizado. Testar, refazer e praticar a explicação permite trabalhar essa clareza. Na sua avaliação, contar a história não deve ser apenas decorar uma apresentação.

Q: O que um fundador de primeira viagem deve considerar sobre a composição do time?

Ben Gleason coloca a composição do time como um ponto inicial para quem está empreendendo pela primeira vez. Ele recomenda pensar cuidadosamente em quem trazer como sócio e considera importante contar com um fundador da área tecnológica quando a empresa depende muito de tecnologia. Ao falar do Guiabolso, relata que ele e Tiago não eram técnicos e buscaram pessoas conhecidas do mundo de tecnologia para ajudar. Esse apoio contribuiu para pensar como montar a equipe e avaliar candidatos, incluindo a participação de um amigo técnico em uma entrevista.

Q: Por que o Guiabolso decidiu começar com recursos próprios?

O Guiabolso decidiu começar com recursos próprios para construir parte do negócio antes de buscar investimento e manter flexibilidade para mudanças. Ben Gleason relata que havia pessoas captando com apresentações em PowerPoint, mas os fundadores escolheram primeiro executar com seus próprios recursos. Ele aponta que, depois de investir, um investidor pode cobrar aquilo que estava na apresentação, mesmo quando isso já não corresponde ao que o negócio deveria ser. A decisão permitia desenvolver a proposta e ainda mudar sua direção. Gleason também relata que o capital secou no final de 2013.

Q: Como fundadores sem formação técnica podem avaliar profissionais de tecnologia?

A experiência relatada por Ben Gleason envolve buscar ajuda de pessoas técnicas conhecidas para pensar a equipe e participar da avaliação de candidatos. Ele conta que os fundadores do Guiabolso, sem perfil técnico, fizeram uma entrevista e inicialmente acharam o candidato ótimo, mas perceberam rapidamente que não havia a adequação esperada. Em outra entrevista, recorreram a um amigo técnico. O relato mostra a importância que Gleason atribui a esse apoio na construção do time, especialmente quando os fundadores precisam tomar decisões sobre profissionais de uma área que não dominam.

Q: Qual é o erro de terceirizar o desenvolvimento do produto sem testes durante o processo?

Ben Gleason critica a postura de contratar uma empresa de desenvolvimento, entregar todas as especificações e esperar quatro meses pela entrega como se o produto necessariamente fosse fazer sentido. Para ele, o empreendedor não pode terceirizar seu produto dessa maneira e passar esse período sem colocá-lo na rua. Sua orientação enfatiza ter clareza sobre a metodologia de testes e protótipos. No relato do Guiabolso, uma empresa de desenvolvimento participou do início, mas houve posteriormente uma migração para equipe própria. O problema apontado é a expectativa de resolver o produto apenas pela entrega terceirizada.

Q: Como o Guiabolso começou a explorar o produto antes de desenvolver a tecnologia?

O começo do Guiabolso envolveu Ben Gleason e Tiago entrevistando pessoas sobre suas finanças pessoais e trabalhando com uma planilha em Excel. Gleason apresenta esse início ao discutir a necessidade de testar e prototipar, em vez de apenas passar especificações para uma empresa de desenvolvimento e esperar pela entrega. A planilha fazia parte do trabalho inicial que depois foi levado aos responsáveis pelo desenvolvimento. Os fundadores também buscaram apoio de pessoas técnicas para pensar a construção da equipe. Mais adiante, o negócio passou do uso de uma empresa de desenvolvimento para uma equipe própria.

Summary & Key Takeaways

  • Ben Gleason destaca que paixão pela ideia não garante compreensão. Construir, testar e ajustar a narrativa ajuda a comunicar o negócio aos investidores e também contribui para engajar a equipe.

  • O Guiabolso começou com recursos próprios para construir o negócio e preservar flexibilidade. Os fundadores buscaram apoio de pessoas técnicas para pensar a equipe e avaliar possíveis contratações.

  • Gleason critica entregar especificações a uma empresa de desenvolvimento e esperar meses pelo produto. O começo do Guiabolso envolveu entrevistas sobre finanças pessoais e uma planilha em Excel.


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