Como empreender com coragem e agregar valor?

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November 29, 2012
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Endeavor Brasil
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Como empreender com coragem e agregar valor?

TL;DR

Empreender exige perseverança e uma oferta que resolva melhor as necessidades do cliente, mesmo quando já existem concorrentes. Wilson Poit relata como trabalhos desde a adolescência, formação em engenharia e diferentes negócios antecederam a oportunidade que identificou aos 40 anos. Sua experiência como cliente mal atendido ao buscar um gerador aparece como ponto de partida dessa descoberta.

Transcript

eu diria que a gente costuma falar que a diferença entre um louco e um empreendedor é que o empreendedor convence os outros da sua loucura quantas ideias Quantas coisas que às vezes a gente tem vontade de fazer ou tem aquela coceirinha acha que vai dar certo mas às vezes não h almoço de domingo ou no boteco ou seus amigos ou na faculdade rapidament... Read More

Key Insights

  • Poit defende que perseverar e convencer outras pessoas pode determinar o destino de uma ideia.
  • A diferenciação proposta por Poit combina valor agregado, atenção ao consumidor e entrega mais completa.
  • Vender sorvetes, entregar gás e consertar fogões ajudou Poit a ganhar dinheiro e enfrentar a vergonha.
  • A ideia de que o não já está garantido orienta Poit a abordar pessoas e oferecer produtos.
  • Poit conciliou engenharia elétrica com trabalhos de correção de provas, reparos e projetos.
  • Os relatos de colegas perto da aposentadoria reforçaram o desejo de Poit de empreender.
  • A loja de materiais de Poit não encontrou comprador e precisou ter estoque e prateleiras vendidos.
  • A grande oportunidade de Poit surgiu aos 40 anos, após experiências em diferentes negócios.

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Questions & Answers

Q: Como diferenciar um negócio quando já existem concorrentes?

Wilson Poit recomenda descobrir uma maneira de atender melhor o consumidor e oferecer uma solução com mais valor agregado. Ele observa que muitas ideias de negócios já têm empresas semelhantes atuando, mas apresenta isso como motivo para buscar diferenciação. Sua proposta é olhar para aquilo de que o cliente realmente precisa, acrescentar itens à oferta e entregar um serviço mais completo. Também menciona atender e empacotar melhor a solução. Nesse raciocínio, a oportunidade está na melhoria da entrega, acompanhada de perseverança e da capacidade de convencer outras pessoas sobre o valor da proposta.

Q: Como Wilson Poit começou a desenvolver sua experiência empreendedora?

Wilson Poit começou a ganhar dinheiro por conta própria durante a adolescência, depois que sua família saiu do sítio e foi morar em Rinópolis. Seu pai passou a trabalhar com um pequeno comércio de arroz e feijão e também vendia botijões de gás. Poit vendeu sorvetes, entregou gás de bicicleta e aprendeu a consertar fogões a gás. Também montou uma banca de jabuticabas com um primo em uma rua movimentada no Dia de Finados. Ele relaciona essas atividades à vontade de comprar coisas que lhe faltavam e ao processo de perder a vergonha de oferecer produtos e enfrentar situações novas.

Q: O que significa a expressão de Wilson Poit de que o não já está garantido?

Para Wilson Poit, pensar que o não já está garantido ajuda a enfrentar a vergonha de abordar alguém ou oferecer um produto. Ele descreve situações como chegar à porta de uma casa, procurar uma pessoa em uma empresa ou abordar alguém de interesse no aeroporto. A possibilidade de recusa já existe antes da tentativa, portanto ele usa essa ideia para incentivar a iniciativa. Em seu relato, adotar essa postura permite perceber quantas respostas positivas podem aparecer e torna mais fácil enfrentar situações difíceis. A mensagem está ligada às experiências de venda e trabalho que teve desde a adolescência.

Q: Como Wilson Poit conciliou a faculdade com trabalhos para ganhar dinheiro?

Wilson Poit mudou-se para Santo André aos 17 anos, ficou na casa dos avós para fazer cursinho e depois estudou engenharia elétrica na FEI, em São Bernardo. Durante a faculdade, morou em uma república com seis amigos e fez trabalhos paralelos porque não conseguia realizar estágios o tempo todo. Entre as atividades mencionadas estão corrigir provas aos domingos, consertar fogões a gás no bairro Assunção e desenvolver pequenos projetos de instalações elétricas. Esses serviços permitiam conciliar o trabalho com os horários das aulas. Ele afirma que já desejava terminar a formação e voltar ao interior para empreender.

Q: Por que Wilson Poit decidiu sair do emprego em uma multinacional?

Wilson Poit decidiu sair porque o desejo de construir um negócio próprio era maior que a perspectiva de carreira na multinacional. Ele trabalhou como engenheiro de manutenção, tinha possibilidade de assumir uma supervisão e recebeu treinamento de pessoas próximas da aposentadoria. Os relatos dessas pessoas sobre atividades e desejos que não haviam realizado reforçaram seu receio de se arrepender de não ter arriscado. Enquanto estava empregado, Poit também fazia instalações elétricas e outros serviços por fora. Quando essas atividades ganharam impulso, pediu demissão após dois anos de formado. Ele descreve a decisão como difícil, pois estava recém-casado e seu primeiro filho estava nascendo.

Q: Qual é a diferença entre empreender por oportunidade e por necessidade no relato de Poit?

Wilson Poit apresenta o empreendedor por necessidade como alguém que abre um negócio após perder o emprego ou porque precisa encontrar uma forma de aplicar seus recursos e obter renda. Em sua avaliação, essa situação pode levar à mistura entre vida pessoal e profissional e contribuir para o encerramento de empresas recém-criadas. Já o empreendedor por oportunidade começa porque identifica uma ideia que acredita poder executar melhor que os concorrentes. Ele cita melhorias no atendimento, na entrega e na apresentação da oferta. Poit se coloca nesse segundo grupo e conta que mantinha o hábito de anotar ideias e observar o que poderia fazer de maneira diferente.

Q: Quais negócios Wilson Poit experimentou antes de encontrar sua grande oportunidade?

Wilson Poit relata ter passado por cinco negócios e menciona experiências em engenharia elétrica, comércio de materiais elétricos e hidráulicos, transporte e produção de mangas. A loja de materiais, situada na Bela Vista, não deu certo e não encontrou comprador. Por isso, ele precisou vender o estoque para uma pessoa e as prateleiras para outra, desmontando a operação. Também teve uma transportadora na Vila Maria e um sítio produtor de mangas em Rinópolis. A experiência agrícola lhe mostrou a diferença entre o preço da fruta na roça, o trabalho necessário para colher e o preço no supermercado. Ele situa sua grande descoberta empresarial aos 40 anos.

Q: Como a busca por um gerador apareceu na descoberta empresarial de Wilson Poit?

Wilson Poit conta que sua empresa de instalações foi contratada para preparar um evento em uma danceteria de São Bernardo do Campo. Depois de montar a estrutura para o show, recebeu dos proprietários a tarefa de contratar um gerador com caminhão para ficar atrás do palco. O objetivo era evitar que uma falta de energia prejudicasse a apresentação. Ao procurar fornecedores com pessoas que trabalhavam com ele, Poit afirma ter sido um cliente mal atendido. Ele introduz esse episódio ao explicar a grande oportunidade que encontrou aos 40 anos. A transcrição fornecida termina durante essa passagem e não detalha a contratação nem os passos seguintes.

Summary & Key Takeaways

  • Wilson Poit associa o empreendedorismo à perseverança e à capacidade de convencer outras pessoas. Para diferenciar um negócio, propõe entender o consumidor, agregar valor e entregar uma solução mais completa.

  • Da infância rural à engenharia elétrica, Poit desenvolveu autonomia vendendo produtos e prestando serviços. Deixou uma multinacional após dois anos para realizar o desejo de construir negócios próprios.

  • Depois de diferentes empreendimentos, incluindo uma loja que precisou desmontar, Poit encontrou sua grande oportunidade aos 40 anos. O relato chega à dificuldade de contratar um gerador para um show.


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