Como Ozires Silva viabilizou a criação da Embraer?

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November 9, 2012
by
Endeavor Brasil
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Como Ozires Silva viabilizou a criação da Embraer?

TL;DR

A criação da Embraer combinou formação técnica, persistência diante da falta de recursos e apoio governamental para viabilizar uma sociedade de economia mista. Ozires Silva relata que a equipe buscava preservar a propriedade intelectual e alcançar o mercado internacional, porque a demanda brasileira não justificava a dimensão pretendida para a empresa. Sua orientação é definir objetivos, aproveitar oportunidades e continuar aprendendo, criando e realizando.

Transcript

[Música] bem Bom dia a todos eu nasci numa cidade de São Paulo Bauru aonde tinha um centro aviat bastante importante e nós não se não nos conformamos de ver que nós tínhamos Santos D mon um grande sábio que fez o primeiro voo do mais pesado que o ar e que todos os Aviões do eurocube eram importados não tinha escola de engenharia aeronáutica no Bras... Read More

Key Insights

  • Ozires Silva nasceu em Bauru e se incomodava com a presença de aviões importados no aeroclube local.
  • A formação no ITA deu a Ozires a qualificação técnica que ele buscava para fabricar aviões no Brasil.
  • A falta de recursos e a descrença marcaram o projeto, mas a equipe procurava estímulo nas críticas.
  • O avião desenvolvido pela equipe decolou em 22 de outubro de 1968 e surpreendeu também ao pousar.
  • A equipe buscava entrar em um negócio sem concorrência, argumento usado para responder aos críticos.
  • Ozires rejeitou o capital estrangeiro oferecido porque queria preservar a propriedade intelectual.
  • O mercado brasileiro não justificava a dimensão pretendida, tornando necessário um projeto internacional.
  • O apoio do presidente abriu caminho para uma sociedade de economia mista e a criação da Embraer.

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Questions & Answers

Q: Como surgiu o objetivo de Ozires Silva de fabricar aviões no Brasil?

O objetivo de fabricar aviões no Brasil surgiu da experiência de Ozires Silva em Bauru, onde havia um centro de aviação importante. Ele relata o inconformismo com a presença de aviões importados no aeroclube, apesar da referência brasileira representada por Santos Dumont. Naquele contexto, também não havia escola de engenharia aeronáutica no país, segundo seu relato. A sugestão de começar pela Força Aérea Brasileira abriu uma possibilidade de formação. Mais tarde, o acesso ao ITA e o trabalho em um centro de pesquisa permitiram transformar essa inquietação em uma proposta de fabricação.

Q: Qual foi o papel da Força Aérea e do ITA na trajetória de Ozires Silva?

A Força Aérea Brasileira e o ITA foram fundamentais para a formação que Ozires Silva considerava necessária ao projeto de fabricar aviões. Ele conta que se formou como oficial aviador em 1951 e inicialmente desconhecia a existência do ITA. Depois, descobriu que poderia pedir autorização ao ministro da Aeronáutica para prestar o concurso e, se aprovado, receber uma bolsa da Força Aérea. Ao olhar seu diploma em 12 de dezembro de 1962, concluiu que possuía a qualificação adequada e trabalhava no lugar apropriado, um centro de pesquisa da Força Aérea.

Q: Como a equipe enfrentou a falta de recursos e a descrença no projeto?

A equipe enfrentou a falta de recursos e a descrença procurando transformar as críticas em estímulo para continuar. Ozires Silva descreve o desenvolvimento como muito difícil e afirma que ninguém acreditava na proposta. Uma objeção recorrente era perguntar por que fabricar um avião que ninguém estava fabricando. A resposta da equipe era que justamente pretendia entrar em um negócio sem concorrência. Essa forma de responder aos questionamentos aparece no relato como parte da persistência necessária para avançar. A resistência também vinha de empresários que rejeitavam investir em um avião de projeto nacional.

Q: Qual foi a importância do voo de 22 de outubro de 1968 para o projeto?

O voo de 22 de outubro de 1968 tornou visível que a equipe havia conseguido construir um avião capaz de decolar e pousar. Ozires Silva conta que a notícia se espalhou pela cidade e provocou espanto generalizado. Em sua narrativa, a surpresa foi ainda maior quando a aeronave pousou, porque isso reforçou a seriedade do trabalho realizado. O episódio aparece depois da descrição de dificuldades, falta de recursos e descrença. Assim, dentro do relato, o voo representa uma demonstração concreta do avanço técnico que a equipe vinha tentando alcançar.

Q: Por que Ozires Silva queria preservar a propriedade intelectual do projeto?

Ozires Silva apresenta a preservação da propriedade intelectual como a razão para rejeitar o capital estrangeiro que havia sido oferecido. Sua equipe queria manter a propriedade intelectual do projeto de avião que estava desenvolvendo. Essa decisão coexistia com uma orientação internacional para o negócio: ele afirma que o mercado interno brasileiro não justificava uma empresa das dimensões pretendidas para a Embraer. Portanto, buscar compradores fora do Brasil fazia parte da proposta, mesmo com a recusa daquele financiamento. O relato não detalha contratos ou mecanismos jurídicos, mas explicita a prioridade atribuída à propriedade intelectual.

Q: Como o apoio do presidente ajudou a viabilizar a criação da Embraer?

O apoio do presidente ajudou a viabilizar a mudança de política governamental que Ozires Silva buscava para criar uma sociedade de economia mista. Ao receber a oportunidade de apresentar o projeto, ele se preparou rapidamente e utilizou os conhecimentos acumulados nas conversas com empresários. Seu objetivo era permitir a combinação de capital privado e governamental para lançar a iniciativa. Segundo o relato, o presidente acreditou na proposta. Ozires também conta que, posteriormente, o ministro determinou que ele presidisse a Embraer, dando continuidade ao esforço de transformar o projeto em uma empresa.

Q: Por que o mercado internacional era necessário para a proposta da Embraer?

O mercado internacional era necessário porque, segundo Ozires Silva, a demanda interna brasileira não justificava uma empresa das dimensões pretendidas para a Embraer. Por isso, ele afirma que o projeto precisava ser internacional. Essa orientação aparece junto da preocupação em preservar a propriedade intelectual, mostrando que o alcance comercial desejado incluía outros países. Ao descrever os resultados da trajetória, Ozires menciona aviões voando em 90 países e brasileiros vendendo aeronaves pelo mundo. Esse número pertence ao momento de seu depoimento e funciona, na narrativa, como evidência do alcance internacional conquistado pela empresa.

Q: Quais orientações sobre empreendedorismo Ozires Silva apresenta em seu relato?

Ozires Silva orienta empreendedores a estabelecer um objetivo, assumir responsabilidade pelos próprios sonhos e aproveitar as oportunidades que surgem. Ele afirma que saber onde se quer chegar, ou ao menos onde se pretende chegar, facilita a escolha do caminho. Também recomenda manter uma prática contínua de aprender, pensar, criar, empreender e realizar. Essas orientações estão ligadas aos episódios de sua trajetória, como a busca por formação, a reação às críticas e a preparação para conversar com o presidente. Ao encerrar, ele reforça a importância de avançar, buscar melhorar e não desistir.

Summary & Key Takeaways

  • Ozires Silva relaciona sua trajetória na Força Aérea e no ITA ao objetivo de fabricar aviões brasileiros. A formação técnica e o trabalho em um centro de pesquisa deram condições para desenvolver a proposta.

  • A equipe enfrentou falta de recursos, descrença e resistência de investidores. O projeto buscava um segmento sem concorrência, preservar a propriedade intelectual e atender também ao mercado internacional.

  • Uma oportunidade de apresentar o projeto ao presidente ajudou a viabilizar uma sociedade de economia mista. Ozires associa essa trajetória à clareza de objetivos, ao aprendizado contínuo e à persistência.


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