Como Marcelo Alecrim criou sua distribuidora?

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April 2, 2012
by
Endeavor Brasil
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Como Marcelo Alecrim criou sua distribuidora?

TL;DR

Marcelo Alecrim construiu sua distribuidora ao identificar postos pequenos que recebiam pouca atenção das grandes companhias e reunir profissionais cuja competência conhecia na prática. Sua trajetória começou no posto do pai, passou pela expansão da revenda e do transporte e exigiu financiamento, patrimônio como garantia e capital de giro para comprar combustível em grandes quantidades.

Transcript

bom boa noite a todos para mim é um grande prazer um orgulho de est aqui junto com o pessoal da indev e com o pessoal da sop tentar passar um pouco da minha vida né da minha experiência me deram 20 minutos para mim falar em 26 anos então vamos ver o que que a gente pode fazer com isso né bom a empresa é al Combustíveis e eu vou contar a história at... Read More

Key Insights

  • Marcelo assumiu o negócio aos 19 anos, com apoio do pai como fiador para ampliar a operação.
  • O trabalho no abastecimento e no restaurante deu a Marcelo experiência direta no posto familiar.
  • A revenda chegou à liderança no Rio Grande do Norte em dez anos, segundo o relato de Marcelo.
  • O primeiro caminhão foi adquirido usando como entrada o carro que o pai havia dado à mãe.
  • Marcelo buscou capital vendendo seus dez caminhões, mas acabou comprando uma frota de setenta.
  • A frota adquirida tinha prazo de pagamento de 24 meses e foi quitada em treze, segundo Marcelo.
  • A Sat nasceu da percepção de que postos pequenos recebiam pouca atenção das grandes companhias.
  • Marcelo escolheu profissionais pela competência observada nas relações comerciais, sem analisar currículos.

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Questions & Answers

Q: Como Marcelo Alecrim começou a trabalhar no setor de combustíveis?

Marcelo Alecrim começou acompanhando o pai em um posto de gasolina no interior de Canguaretama, a 80 quilômetros de Natal. O pai havia comprado o estabelecimento a prazo, e Marcelo admirava sua maneira de negociar e de tratar as pessoas. Ao entrar na universidade, aos 19 anos, recebeu autorização para trabalhar no negócio. Suas tarefas incluíam abastecer veículos e servir no restaurante que funcionava junto ao posto. Essa participação cotidiana permitiu conhecer a operação, desenvolver relacionamento com os funcionários e propor ideias para ampliar os negócios da família.

Q: Como Marcelo Alecrim assumiu o negócio da família aos 19 anos?

Marcelo Alecrim assumiu o negócio familiar durante um período em que o pai ficou doente e precisou permanecer em Natal. Enquanto o pai continuava assinando os cheques, Marcelo acompanhava a operação do posto. Quando retornou, o pai percebeu que o filho havia desenvolvido o negócio e formado uma relação próxima com os funcionários. Segundo Marcelo, esse resultado demonstrou sua capacidade de relacionamento e a possibilidade de ampliar a empresa. Ele passou a assumir o negócio de fato aos 19 anos, mas continuou contando com o pai como fiador nas iniciativas de expansão.

Q: Como Marcelo Alecrim conseguiu comprar seu primeiro caminhão?

Marcelo Alecrim comprou seu primeiro caminhão aproveitando uma oportunidade apresentada por um representante da Mercedes. Um empresário havia desistido da compra, e a negociação envolvia uma carta de consórcio. Sem recursos disponíveis para a entrada, Marcelo ofereceu o carro que seu pai havia dado à sua mãe. Ela estava viajando quando ele encaminhou a negociação e soube depois que precisaria assinar a transferência. O caminhão era financiado, condição que, segundo o relato, ela inicialmente desconhecia. No final do ano, Marcelo comprou um carro novo para a mãe e devolveu a ela esse bem.

Q: Por que Marcelo Alecrim expandiu sua atuação para o transporte de combustíveis?

Marcelo Alecrim percebeu que ter caminhões proporcionava maior mobilidade para vender combustível e que o frete representava uma receita atraente naquele período. Com o transporte, começou a atender usinas e indústrias, ampliando as oportunidades comerciais além do posto. A atividade também o aproximou das operações das grandes companhias e ajudou a desenvolver uma visão mais ampla do setor. Em uma negociação, conseguiu uma participação no transporte de uma distribuidora e comprou dez caminhões para atender esse volume. A expansão trouxe pressão financeira, porque os postos também cresciam e exigiam capital de giro.

Q: Como Marcelo Alecrim passou de dez caminhões para uma frota de setenta?

Marcelo Alecrim procurou o dono da Itaipava, transportadora que atendia a BR Distribuidora, quando precisava de capital de giro. Sua intenção era vender os dez caminhões e obter uma remuneração pelo volume de transporte que transferiria, usando os recursos para capitalizar a empresa. O empresário apresentou a proposta inversa: vender sua própria frota a Marcelo, com garagem e equipe. Apesar da preocupação com as prestações, Marcelo aceitou o financiamento oferecido. Ele relata que saiu da negociação com setenta caminhões, recebeu 24 meses para pagar a compra e quitou o compromisso em treze meses.

Q: Que oportunidade de mercado motivou Marcelo Alecrim a criar a Sat?

Marcelo Alecrim identificou uma oportunidade nos postos pequenos do interior que recebiam pouca atenção das grandes companhias de combustível. Em sua avaliação, essas empresas concentravam o interesse nos postos maiores, deixando espaço para uma distribuidora voltada aos estabelecimentos menores. A experiência com revenda e transporte reforçou essa percepção e deu a ele uma visão mais ampla do setor. A abertura do mercado mencionada no relato aumentou sua expectativa de realizar o projeto. Ele então criou a Sat, embora reconhecesse que ainda não dominava todos os procedimentos necessários e que enfrentava limitações de recursos.

Q: Como Marcelo Alecrim enfrentou a necessidade de capital de giro ao montar a distribuidora?

Marcelo Alecrim enfrentou uma necessidade maior de capital de giro porque a distribuidora exigia compras de combustível em volumes superiores aos que movimentava anteriormente. No relato, ele explica que antes comprava por caminhão e que a nova operação precisava receber combustível por navio. Para viabilizar o financiamento, comprometeu o patrimônio que havia acumulado, incluindo setenta caminhões, postos e os bens ligados a GLP que menciona na palestra. A negociação ocorreu com o Banco do Brasil e envolveu pagamento parcelado. O episódio mostra que a implantação da distribuidora exigiu assumir obrigações financeiras apoiadas nos ativos dos negócios anteriores.

Q: Como Marcelo Alecrim escolheu a equipe para começar sua distribuidora?

Marcelo Alecrim escolheu a equipe observando profissionais com quem já mantinha relações comerciais, sem analisar currículos. Um dos exemplos foi um vendedor ligado a um concorrente que conseguia reconquistar clientes após as negociações de Marcelo, demonstrando capacidade comercial. Outro foi um vendedor da Sousa Cruz que ele admirava pelo conhecimento, pela conversa e pelo compromisso com a empresa que representava. Marcelo apresentou a essas pessoas seu sonho, sua estratégia e o caminho que pretendia seguir. Segundo o relato, buscou convencê-las a participar do projeto e reunir uma equipe que compartilhasse a direção do negócio.

Summary & Key Takeaways

  • Marcelo Alecrim assumiu o negócio familiar aos 19 anos após trabalhar no abastecimento e no restaurante do posto. A confiança do pai e o relacionamento com funcionários abriram espaço para ampliar a operação.

  • O transporte ampliou as oportunidades comerciais e a compreensão do setor. Ao tentar vender seus caminhões para obter capital, Marcelo recebeu uma proposta para adquirir uma frota maior com pagamento parcelado.

  • A criação da Sat partiu da oportunidade de atender postos pequenos pouco priorizados pelas grandes companhias. Marcelo comprometeu seu patrimônio e reuniu profissionais que conhecia pelas relações comerciais.


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