Rubens Menin sobre produtividade e expansão da MRV

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November 17, 2011
by
Endeavor Brasil
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Rubens Menin sobre produtividade e expansão da MRV

TL;DR

Rubens Menin descreve como a MRV passou de uma empresa de baixa renda a uma gigante da construção, enfatizando a melhoria contínua da produtividade, a necessidade de capital e a ambição de crescer com qualidade. Ele cita metas de aumentar a produção por empregado, reduzir o número de pessoas por apartamento e manter margens estáveis, além de destacar a capacitação como diferencial competitivo.

Transcript

Bom dia pessoal Eh Rubens Você tem uma empresa que virou a maior construtora de móveis para baixa renda e começou a pensar nisso muito antes dessa história de baixa renda virar moda né quer dizer desde 79 Você tem uma construtora voltada para isso eu queria saber como é que você teve essa inspiração e durante muito tempo esse negócio de baixa renda... Read More

Key Insights

  • A MRV nasceu com o objetivo de trabalhar em grande escala para atender a classe média emergente no Brasil.
  • três dogmas guiaram o crescimento: crescer sem perder qualidade, tornar-se grande player, tornar-se líder setorial.
  • A empresa comparou a evolução da produtividade de 12 para 7,3 trabalhadores por apartamento, com meta de 6 no futuro.
  • O capital está presente desde o início da empresa; a economia doméstica foi suficiente para iniciar, aproximadamente com o equivalente a três fuscas.
  • O Brasil passou por ciclos econômicos distintos, anterior e posterior ao Plano Real, influenciando a organização de negócios e a competitividade.
  • A MRV investe fortemente em capacitação, com escolas próprias em muitas cidades para desenvolver a mão de obra.
  • A busca por produtividade envolve tecnologia, equipamentos modernos, e melhoria de processos para reduzir custos.
  • A MRV pretende chegar a 70.000 moradias neste ritmo, mantendo margens estáveis e qualidade operacional.

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Questions & Answers

Q: Como a MRV definiu sua visão de produtividade ao longo dos anos?

A MRV adotou a visão de aumentar a produtividade como motor central do crescimento, buscando fazer mais com menos sem comprometer a qualidade. Foi criado o objetivo de reduzir o número de trabalhadores por apartamento, mantendo margens estáveis, com metas claras de 12 trabalhadores por unidade há cinco anos para 7,3 hoje e a meta de chegar a 6. Esse progresso é sustentado por melhoria de processos, tecnologia e uma cultura de eficiência que se tornou parte do DNA da empresa.

Q: Quais foram os principais dogmas que guiaram o crescimento da MRV?

Os três dogmas eram crescer sem perder a qualidade, tornar-se um grande player do mercado e tornar a MRV uma das maiores empresas do setor. Esses princípios orientaram decisões estratégicas como manter margens estáveis, investir em escala e buscar liderança de mercado sem sacrificar a qualidade operacional, o que permitiu um crescimento sustentável e uma posição competitiva sólida.

Q: Como a MRV lida com a questão da mão de obra e capacitação?

A MRV não vê a mão de obra como gargalo, mas como recurso que precisa ser bem gerenciado. A empresa paga salários competitivos e investe pesado em capacitação, com escolas em pelo menos 60 cidades. A ideia é transformar pessoas cruas em profissionais qualificados, oferecendo treinamento contínuo para atender aos altos padrões de produção, o que reduz desperdícios e melhora a eficiência.

Q: Qual é a importância do capital para a MRV e como ele foi obtido?

O capital é essencial para investimentos e expansão, ressaltando que dinheiro não é o único desafio. A MRV começou com o equivalente a três Fuscas, fruto de economia dos sócios, demonstrando que recursos iniciais modestos podem iniciar um negócio de grande escala. A obtenção de recursos ficou facilitada com o passar do tempo, à medida que a empresa crescia, o que permitiu ampliar a capacidade de investimento e execução.

Q: Como o cenário econômico brasileiro influenciou a MRV ao longo do tempo?

A MRV vivenciou dois períodos: antes e depois do Plano Real. O Brasil era menos estável e mais difícil, com crises que afetaram pagamentos e operações. Com a estabilização econômica, surgiram oportunidades de crescimento e competição mais ampla, exigindo maior eficiência e capacidade de planejamento de longo prazo, como planos plurianuais de cinco anos que ajudam a manter a consistência de mercado e o foco estratégico.

Q: Qual foi o papel da inovação e da indústria na transformação da MRV?

A MRV buscou transformar construção artesanal em produção industrial, promovendo maior escala, padronização e qualidade. A indústria trouxe ganhos de produtividade, uso de tecnologia e equipamentos modernos que ajudam a aumentar a eficiência. Essa abordagem industrializada permitiu reduzir custos, acelerar prazos e manter a qualidade, essenciais para competir em um mercado cada vez mais globalizado.

Q: Quais desafios a MRV encara ao vislumbrar metas ambiciosas de crescimento?

Os desafios incluem manter margens estáveis diante de uma indústria mais competitiva, treinar e reter mão de obra qualificada, além de sustentar a qualidade durante a expansão. A empresa reconhece o ambiente econômico globalizado, mas aposta na produtividade, capacitação e gestão financeira para alcançar metas como chegar a 70.000 moradias, mantendo o controle de custos e operações eficientes.

Q: Como o painel descreve a comparação entre Brasil e demais países em termos de construção?

O painel afirma que a China é líder em produção de habitações, com números muito acima do que é comum no Ocidente, mas que a MRV tem ambições de se tornar uma das maiores do mundo. Em comparação com mercados como Europa, EUA e México, a MRV busca ampliar sua escala mantendo a qualidade, a eficiência e o foco no atendimento à classe média brasileira, o que permitiu avanços significativos apesar das diferenças regionais.

Summary & Key Takeaways

  • Rubens Menin ressalta que a MRV nasceu para produzir em massa voltada para baixa renda e que a produtividade é o motor do crescimento sustentável, com foco em qualidade e escala.

  • A empresa busca crescer sem perder qualidade, tornar-se grande player do mercado e consolidar liderança no Brasil, aspirando ser uma das maiores do mundo.

  • A produtividade tem passado por mudanças tecnológicas, com redução de mão de obra por unidade e investimentos em capacitação, escolas e melhoria de processos.


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