André Rezende sobre inovação e visão empreendedora

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June 17, 2013
by
Endeavor Brasil
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André Rezende sobre inovação e visão empreendedora

TL;DR

Identificar necessidades dos clientes e mobilizar recursos para atendê-las foi decisivo na trajetória de André Rezende à frente da Prática. Após fracassos em negócios familiares e na fabricação de estantes de aço, ele encontrou nos custos de energia das padarias uma oportunidade para desenvolver equipamentos. Persistência, aprendizado contínuo e uma visão compartilhada orientaram a construção da empresa.

Transcript

[Música] para mim era claro que o meu futuro era era ser empreendedor entendeu para mim era isso tava em mente eu enxergava aquilo como uma fase um começo de carreira algum momento eu a minha vida estaria levada por um negócio eu estaria levando tocando um negócio próprio minha diversão era ler ler assim fora do do padrão dos meus amigos dos meus c... Read More

Key Insights

  • A leitura desenvolveu em André a capacidade de aprender continuamente, segundo seu próprio relato.
  • Os negócios familiares de conveniência e fabricação de portas e janelas de aço fracassaram.
  • A Prática foi criada em 1991 com máquinas e espaço remanescentes da fábrica de janelas de aço.
  • As estantes de aço vendiam, mas a falta de diferenciação dificultava ganhar dinheiro naquele negócio.
  • A eletricidade estava entre os quatro ou cinco principais custos das padarias naquele período.
  • As visitas às padarias ajudaram André a conhecer necessidades e pesquisar eficiência energética.
  • A missão da Prática é levar qualidade e produtividade aos ambientes de preparo de alimentos.
  • André define empreender como ter uma visão e mobilizar recursos para construí-la, mesmo sem empresa.

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Questions & Answers

Q: Como André Rezende começou a empreender e criou a Prática?

André Rezende já enxergava o empreendedorismo como seu futuro enquanto estudava e iniciava sua carreira profissional em São Paulo. Depois de mais de 20 anos na cidade, voltou a Pouso Alegre para trabalhar em um negócio familiar com seu pai e seus irmãos. A família tentou uma espécie de loja de conveniência e depois passou à fabricação de janelas e portas de aço, mas os negócios fracassaram. André persistiu e aproveitou máquinas e espaço que restaram da fábrica de janelas para criar a Prática em 1991. Inicialmente, a empresa fabricava estantes de aço.

Q: Por que a fabricação de estantes de aço não funcionou para a Prática?

A fabricação de estantes de aço não funcionou bem porque, segundo André Rezende, o produto era uma mercadoria sem diferenciação. Ele descreve a produção como pegar chapa, dobrar e pintar, sem uma característica que distinguisse sua oferta. Embora a empresa vendesse bastante, isso não se traduzia em ganhar dinheiro. Na avaliação apresentada, seria necessário vender um volume muito maior para que aquele negócio funcionasse, algo que estava fora das condições disponíveis. Essa experiência antecedeu a busca por uma oportunidade ligada à eficiência energética no preparo de alimentos, especialmente nas padarias.

Q: Como os custos de energia das padarias inspiraram os equipamentos da Prática?

Os custos de eletricidade das padarias chamaram a atenção de André Rezende porque estavam entre os quatro ou cinco itens mais importantes das despesas naquele período, próximos da relevância da folha de pagamento. Como engenheiro, ele percebeu uma oportunidade de pesquisar formas de fazer o panificador gastar menos energia elétrica. Para entender o problema, visitou muitas padarias e conversou com padeiros. Também buscou componentes, ideias e insumos em regiões do centro de São Paulo citadas no relato. A pesquisa sobre eficiência energética abriu uma direção para o desenvolvimento dos equipamentos da Prática.

Q: Como a Prática utilizou recursos disponíveis no desenvolvimento de seus fornos?

A Prática utilizou componentes disponíveis para resolver necessidades concretas na construção de seus equipamentos. André Rezende descreve o forno como uma caixa de aço inoxidável com porta, motor, ventoinha e sistema de aquecimento a gás ou eletricidade. Para colocar um vidro quadrado na frente da porta, recorreu ao vidro de Kombi, que era o único com aquele formato que encontrava. Ele também menciona a utilização de uma ventoinha de motor refrigerado a ar do Fusca, ressalvando que esse componente corresponde a outro momento. Essas escolhas mostram como ele buscava insumos para viabilizar a produção.

Q: Por que conhecer o ambiente do cliente é importante para melhorar produtos?

Conhecer o ambiente do cliente permite identificar necessidades que vão além dos pedidos explícitos, segundo André Rezende. Ele afirma que o retorno dos clientes é importante para melhorar os produtos e a linha existente, mas destaca também a importância de visitar o local onde eles trabalham. Essa interação ajuda a compreender as condições de uso e os problemas enfrentados. Na trajetória da Prática, as visitas às padarias e as conversas com padeiros fizeram parte da pesquisa sobre eficiência energética. André considera fundamental manter a empresa voltada ao cliente, mesmo quando surgem ideias que não partiram diretamente dele.

Q: Qual é a missão da Prática e como ela orienta a empresa?

A missão da Prática é levar qualidade e produtividade ao ambiente de preparo de alimentos, incluindo padarias, restaurantes e supermercados. André Rezende afirma que divulga pessoalmente essa missão para a equipe e procura mostrar sua importância. Ele relaciona a qualidade da comida ao prazer e à saúde, dando significado ao trabalho realizado pela empresa. Também entende que cumprir bem essa missão pode trazer oportunidades de crescimento e desenvolvimento, além de sustentar salários e investimentos. No relato, missão e valores compõem o centro da ideologia da empresa e são apresentados como elementos capazes de perdurar por décadas.

Q: Quais desafios André Rezende identifica quando uma empresa cresce?

O crescimento modifica as exigências sobre empreendedores e diretores de empresa, segundo André Rezende. Ele relata que a Prática vinha crescendo em uma situação financeira equilibrada e cada vez melhor, mas ressalta que os desafios ultrapassavam as finanças. A ameaça de concorrentes e situações de uma dimensão que ele ainda não havia enfrentado continuavam causando preocupação e, ocasionalmente, perda de sono. Sua experiência mostra que uma trajetória positiva não elimina dificuldades. Com a expansão, surgem desafios diferentes, e o dirigente precisa lidar com circunstâncias que não faziam parte das etapas anteriores do negócio.

Q: Como André Rezende relaciona visão compartilhada e empreendedorismo?

André Rezende define empreender como ter uma visão e mobilizar os recursos ao redor para construí-la, sem que seja obrigatório possuir uma empresa. Na liderança da Prática, ele considera essencial formular essa visão, caminhar em sua direção e compartilhá-la com a equipe. A visão individual, sem ação ou participação de outras pessoas, seria insuficiente. No momento do relato, a empresa tinha a meta de estar entre as cinco maiores de seu segmento no mundo até 2020. Essa era uma ambição declarada, sem confirmação de realização na transcrição, associada também ao crescimento das pessoas, dos parceiros e ao reconhecimento da equipe.

Summary & Key Takeaways

  • André Rezende voltou a Pouso Alegre para empreender com a família. Após fracassos no comércio e na fabricação de portas e janelas, criou a Prática em 1991, aproveitando máquinas e espaço remanescentes.

  • A fabricação de estantes de aço tinha pouca diferenciação. Ao perceber o peso da eletricidade nos custos das padarias, André pesquisou eficiência energética e visitou clientes para desenvolver equipamentos.

  • A Prática definiu como missão levar qualidade e produtividade ao preparo de alimentos. André associa sua liderança à visão compartilhada, com uma meta declarada de alcançar destaque mundial até 2020.


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