Definição

Carga cognitiva é a demanda que uma tarefa impõe à memória de trabalho, que só consegue reter poucos itens de cada vez. A teoria da carga cognitiva de John Sweller argumenta que a aprendizagem falha quando essa capacidade limitada é consumida por processamento desnecessário, então a instrução e o estudo devem minimizar distrações e construir o conhecimento em passos administráveis.

Sweller introduziu a teoria a partir de estudos de resolução de problemas, mostrando que as estratégias de busca usadas por novatos podem consumir tanta memória de trabalho que sobra pouca capacidade para aprender o padrão subjacente. O que separa os especialistas não é uma memória de trabalho maior, mas estruturas ricas de conhecimento, chamadas esquemas, armazenadas na memória de longo prazo, que lhes permitem tratar configurações inteiras como itens únicos.

Versões posteriores da teoria distinguem a carga inerente ao material, que depende de quantos elementos interativos precisam ser mantidos em mente ao mesmo tempo, da carga adicionada por uma apresentação ruim, como diagramas separados do texto, texto redundante ou poluição ao redor. O objetivo de design é gastar a capacidade escassa na estrutura das ideias, não na embalagem.

Para leitores, a teoria explica por que material difícil exige táticas diferentes: passadas mais curtas, notas que externalizam os passos intermediários e resumos com as próprias palavras que comprimem os detalhes em blocos. O destaque pode cumprir a mesma função quando é seletivo, marcando as frases estruturais para que uma passada posterior pule o resto.

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