É uma bênção gostar de tantas coisas e saber um pouquinho de cada uma, mas é uma maldição ter sua energia espalhada por tantos caminhos diferentes, sem foco algum.
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deixe-me definir produtividade, ou a verdadeira produtividade, como “responder aos chamados de Deus para a sua vida com excelência”.
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Bem, o tratamento começou. O primeiro diagnóstico é: o orgulho no coração nos tem tornado ativistas e/ou procrastinadores. Nossa relação com os projetos e tarefas é tensa porque estamos olhando demais para nós mesmos, e olhando de menos para o Senhor. Se não aprendermos a ficar de joelhos, não conseguiremos ficar de pé.
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O que acontece realmente como resultado da procrastinação é que você não descansou nem produziu. Não descansou porque a mera distração não é descanso. Continuar com a estimulação mental por meio de redes sociais ou portais de notícias não é descansar. Até mesmo a “procrastinação produtiva”, em que você decide realizar tarefas menores em vez de cumprir sua responsabilidade principal, aponta claramente para o fato de que não se trata de descanso real. Se não houve descanso, não houve propriamente uma recarga de energia e ânimo.
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Ao mesmo tempo, não houve realização. Gastamos nosso tempo e nossa energia em trivialidades, e agora estamos mais cansados e sem qualquer senso de realização. Por isso, o resultado da procrastinação é a mistura de cansaço com ressaca moral — a culpa por não termos atendido ao nosso chamado.
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A indisciplina é o reflexo de uma vida sem estrutura. O evangelho providencia a estrutura para uma vida consistente.
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Segundo Theml, a produtividade se sustenta em quatro pilares: clareza, método, entendimento (mentalidade) e energia. Vamos observá-los mais detidamente.
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Como discípulos de Jesus, devemos entender quem ele nos tem chamado para ser, e só então poderemos pensar nos projetos e nas tarefas que temos a realizar. O caminho do discipulado envolve o trabalho contínuo dos três “Cs” diante de Deus: coração (caráter), conhecimento e competências. E isso diz respeito, em primeiro lugar, à nossa vida com o Senhor, mas também envolve as demais áreas de nossa existência: relacionamento conosco, com o próximo e com o mundo (nosso trabalho).
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E colocar a si mesmo como o centro do mundo nada mais é que… orgulho.
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“administrar seus dons, talentos, tempo, energia e entusiasmo com eficácia pelo bem das pessoas e para a glória de Deus”.
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