“Este espaço de tempo que nos foi dado passa tão veloz e rapidamente que todos, salvo muito poucos, encontram o fim da vida justamente quando estavam ficando prontos para viver”, lamentou Sêneca, o filósofo romano, numa carta conhecida hoje sob o título Sobre a brevidade da vida.
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Richard Bach: “Você ensina melhor aquilo que mais precisa aprender”.
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problema de tentar arranjar tempo para tudo que parece ser importante — ou então para bastante daquilo que parece ser importante — é que você definitivamente nunca vai conseguir fazer isso.
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Mas há um conjunto de problemas que você quase com certeza não teria experimentado: problemas com o tempo. Mesmo em seus dias mais exaustivos, provavelmente não lhe ocorreria que você tivesse “coisas demais para fazer”, que precisava se apressar ou que sua vida estivesse transcorrendo rápido demais, muito menos que tivesse dosado erradamente sua rotina de trabalho.
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Na realidade, no entanto, é o mesmo velho problema levado a um extremo: a pressão por encaixar quantidades sempre crescentes de atividade numa quantidade não crescente de tempo diário.
Mas como na realidade seu tempo é finito, fazer qualquer coisa requer sacrifício — o sacrifício de todas as outras coisas que você poderia estar fazendo naquela extensão de tempo.
pode manter sua atenção, mesmo que breve ou ocasionalmente, no puro assombro de ser e na pequena porção desse ser que cabe a você —, poderá experimentar uma mudança palpável na sensação de como é estar aqui, bem agora, vivo no fluir do tempo. (Ou como o fluir do tempo, como diria Heidegger.) De um ponto de vista da vida cotidiana, o fato de que a vida é finita é percebido como um terrível insulto, “uma espécie de afronta pessoal, uma retirada do tempo de alguém”, nas palavras de um erudito.
“Se você não reservar um pouco de seu tempo para você mesma, agora, toda semana”, como ela diz, “não haverá momento no futuro em que você magicamente terá feito tudo e ainda tenha muito tempo livre.”
Considerar a ideia de “pague a você mesmo primeiro” transforma essas dicas de liga-desliga numa filosofia de vida em cujo cerne reside este simples discernimento: se planeja passar parte de suas 4 mil semanas fazendo o que mais lhe importa, então em algum momento você tem que começar a fazer isso.
O segundo princípio é limitar o número de trabalhos em andamento. Talvez o modo mais atraente de resistir à verdade sobre a limitação de tempo seja começar um grande número de projetos de uma só vez; desse modo, você se sentiria como se estivesse fazendo várias coisas ao mesmo tempo e tendo progresso em todas as frentes.
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