O livro que você gostaria que seus pais tivessem lido: (e seus filhos ficarão gratos por você ler)

O livro que você gostaria que seus pais tivessem lido: (e seus filhos ficarão gratos por você ler)

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Paulo MadrugadaHenrique RizzutiLucas TonussiBruna Infurna

About This Book

Escrito pela psicoterapeuta Philippa Perry, este livro não é um manual de técnicas, mas um convite à autorreflexão dos pais. A tese central é que a forma como reagimos aos nossos filhos diz mais sobre a nossa própria infância do que sobre o comportamento deles: quando explodimos de raiva, é porque o filho ativou sentimentos antigos de desespero, solidão ou carência que aprendemos a mascarar.

A obra organiza-se em torno de alguns pilares.

Perry insiste que rupturas são inevitáveis em qualquer relação; o que importa é a reparação, feita com sinceridade e pedidos de desculpa. Pais autênticos, e não perfeitos, é o que as crianças precisam.

Uma ferramenta recorrente é falar em frases que começam com "eu" em vez de "você", definindo limites a partir da própria perspectiva ("não me sinto seguro") em vez de rotular o filho. O método colaborativo — definir o problema, identificar e validar os sentimentos por trás do comportamento, e buscar soluções juntos — substitui o autoritarismo.

O livro percorre todas as fases, da gravidez ao adolescente, com exercícios práticos de observação. A mensagem final é compassiva e libertadora: nunca é tarde para mudar a forma como nos relacionamos, e ao reparar com nossos filhos, reparamos também algo em nós mesmos.

Key Takeaways

Top Highlights

Exercício: de onde vem esse sentimento? Da próxima vez que sentir raiva de um filho (ou tiver qualquer outra reação muito exaltada), em vez de reagir sem pensar, pare e se pergunte: esse sentimento está inteiramente relacionado a esta situação e à criança no momento presente? Estou me impedindo de ver a situação do ponto de vista dela? Uma boa maneira de se impedir de reagir é dizer: “Preciso de um tempo para pensar no que está acontecendo”, e usar esse período para se acalmar. Mesmo se a criança precisar de alguma orientação, não há por que fazer isso com raiva.

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Esse sentimento de querer afastar os filhos, de querer que eles durmam muito e brinquem de maneira independente antes de estarem preparados para isso só para não ocuparem seu tempo, pode surgir quando você tenta não sentir o que eles sentem por se tratar de um lembrete muito doloroso da sua própria infância.

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Elogie o esforço, descreva o que você vê e sente e estimule seus filhos sem julgar. Descrever e encontrar algo específico para valorizar é muito mais estimulante do que um julgamento genérico como “Ótimo trabalho” e muito, muito mais benéfico do que uma crítica. Se toda a página escrita estiver um caos, mas a letra P estiver traçada com perfeição, tudo que você precisa é dizer: “Gostei de como você caprichou nesse P”. Com sorte, da próxima vez, você vai gostar de outra letra também.

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Se você levar os sentimentos de seus filhos a sério e os reconfortar quando eles precisarem, aos poucos eles vão aprender a internalizar essa forma de se reconfortar e, com o tempo, vão se tornar capazes de fazer isso por conta própria.

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criança terá mais capacidade de ser feliz se puder experimentar todo e qualquer sentimento, e não apenas os mais convenientes.

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Lembre-se disto: quando um filho, seja um bebê, uma criança ou um adulto, ou mesmo um companheiro ou uma companheira lhe confidenciar um sentimento doloroso, embora possa parecer que reconhecer esse sentimento vai piorá-lo, você na verdade vai estar ajudando a pessoa a trabalhar essas emoções, e portanto a ajudará se sentir melhor.

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O ideal é que seus filhos associem a cama a um alívio do cansaço, a conforto, aconchego e sono, e não a separação, solidão e desespero. Se a cama estiver relacionada a coisas boas, eles não ficarão relutantes na hora de ir para lá.

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Lembre-se de que, se fizermos algo que eles podem fazer por conta própria, existe o risco de prejudicarmos sua autonomia.

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quase tudo nas crianças é uma fase. Portanto, não tem problema manter o que funciona no presente, por mais estranho que pareça.

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FAÇA UM PLANO DE PARTO Você provavelmente já pensou no tipo de parto que considera mais adequado, seja aquele com o maior alívio possível da dor, um em que você esteja boiando numa banheira ou algo entre esses dois casos. E vale a pena reservar um tempinho para fazer uma pesquisa. Planeje o que lhe parecer mais desejável e menos traumático, pois é o que vai fazer com que você e seu filho tenham um bom começo. Como tenho certeza de que você ouviu as histórias de outras mulheres, o parto do seu bebê pode não necessariamente seguir o plano. A anestesia epidural pretendida pode se revelar impossível, e um parto natural pode acabar se tornando uma cesariana de emergência. Mas o planejamento pode aproximar você do parto que deseja, desde que se mantenha flexível quanto à necessidade de possíveis mudanças. É um pouco como planejar a vida: tudo que você pode fazer é seguir na direção que deseja e ser flexível sobre o que não dá para controlar. Quando fiquei grávida, eu queria um parto tranquilo, natural e pacífico e fiz um plano compatível com isso. Sim, era o que eu queria, mas o parto da minha filha foi um daqueles que fugiram do planejamento. O batimento cardíaco da bebê despencou — o cordão tinha dado três voltas no pescoço dela —, então foi

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AI Review

4.2/ 5

A análise dos destaques da Glasp revela um livro coeso e prático, cujas passagens mais marcadas convergem em torno de empatia, reparação e autoconhecimento parental.

Pros

  • +Foco na autorreflexão dos pais em vez de receitas de comportamento
  • +Ferramenta clara e aplicável das frases com "eu" para limites e conflitos
  • +O método colaborativo para resolver problemas junto com os filhos
  • +Mensagem libertadora de que pais precisam ser autênticos, não perfeitos
  • +Abrange todas as fases, da gravidez à adolescência, com exercícios práticos

Cons

  • Base de leitores ainda pequena, o que limita o sinal de consenso
  • A ênfase na própria infância pode gerar culpa em pais despreparados para esse trabalho interno

Glasp AI analysis based on highlights from 3 readers.

Who Should Read This

Pais e mães em qualquer fase — da gravidez à adolescência dos filhos — que queiram romper padrões herdados da própria criação. É especialmente útil para quem percebe reações desproporcionais de raiva ou distanciamento e deseja entender suas origens. Também serve a futuros pais, educadores, terapeutas e cuidadores interessados em apego, regulação emocional e comunicação empática. Não exige conhecimento prévio de psicologia: é acessível, prático e voltado a quem está disposto a se autoexaminar.

Frequently Asked Questions

Sobre o que é o livro?

É um guia de parentalidade da psicoterapeuta Philippa Perry que mostra como nossa própria infância molda a forma como reagimos aos filhos. O foco está em compreender os próprios gatilhos emocionais e construir relações mais empáticas e sinceras.

Para quem é indicado?

Para pais e mães de qualquer fase, futuros pais, educadores e cuidadores que queiram entender e romper padrões herdados da própria criação. Não exige conhecimento prévio de psicologia.

Quais são as principais lições?

Acolher todos os sentimentos dos filhos, reparar as rupturas em vez de buscar a perfeição, e impor limites a partir da própria perspectiva usando frases que começam com "eu". O comportamento dos filhos reflete como nos comportamos com eles.

Vale a pena ler?

Sim, especialmente para quem percebe reações desproporcionais com os filhos e quer entender suas origens. É prático, compassivo e aplicável no dia a dia.

O que é o método colaborativo?

É quando pais e filhos unem esforços para resolver um problema, com os pais agindo mais como conselheiros do que como ditadores: define-se o problema, identificam-se e validam-se os sentimentos por trás do comportamento, e buscam-se soluções juntos.

Por que falar em frases com "eu" em vez de "você"?

Porque definir a si mesmo, e não o outro, evita rotular ou atacar a criança. Dizer "não me sinto seguro com isso" em vez de "você não é confiável" impõe um limite com sinceridade sem ferir a relação.

O livro defende ser permissivo ou rígido?

Nenhum dos dois. Segundo Perry, o bom comportamento depende menos da rigidez ou permissividade dos pais e mais da velocidade com que a criança aprende tolerância à frustração, flexibilidade, resolução de problemas e consideração pelos outros.

How to Apply What You Read

Discussion Questions

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